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07/02/2012

O verão não vai acabar

O consumo cada vez mais sedento aumenta o status
de PET como filão para periféricos

O pulso de PET começa a acelerar como nunca em mais de 20 anos de Brasil. Em parte, a subida decorre da reviravolta em seus bastidores esperada no exercício atual com a partida em Suape (PE), pela Petrobras, da única planta no país de ácido tereftálico purificado, matéria- prima do futuro complexo pernambucano do poliéster. Além disso, a pressão aumenta com os investimentos em pré-formas e garrafas, de olho no consumo sedento da Copa de 2014 e, no plano imediato, devido ao embalo do poder aquisitivo interno, blindagem do Brasil contra a crise internacional e ímã de votos no governo neste ano eleitoral. Exemplo: o consumo brasileiro de refrigerantes, joia da coroa de PET, já ronda 15 bilhões de l/dia por 160 milhões de habitantes com mais de 10 anos. Nas classes baixas, a renda maior inseriu o produto na cesta básica e escancara mais oportunidades sob a constatação de que refrigerantes diet ainda não arrebataram as camadas pobres, apesar de seus índices de obesidade.
“Sistemas de periféricos para PET sempre ocuparam uma fatia inferior a um quarto do nosso faturamento”, estabelece Ricardo Prado Santos, vice presidente para a América Latina da italiana Piovan, cinco estrelas global em equipamentos auxiliares. “Para este ano, a expectativa é de aumentar em 50% essa participação”. Essa meta, ele deixa claro, equilibra-se em dois estribos. Num deles, pulsa o poderio do seu mostruário de periféricos em separado e de sistemas completos para tópicos como refrigeração, projetos de instalações, alimentação e dosagem para pellets e flakes e softwares de controle a exemplo do WinPET. “Além de monitorar os equipamentos, ele faz a gestão do banco de dados de materiais, seus fornecedores e volumes de consumo pelo transformador”, completa Prado.
O outro ponto de apoio da expectativa para o ano, ele emenda, é a iniciada consolidação no país de dois avanços trazidos da Itália. Um deles, distingue o vice-presidente, é o controle auto-adaptativo da tecnologia Genesys. “O sistema afere a necessidade da injetora e adequa a ela todos os parâmetros de secagem no menor nível possível de consumo de energia”, esclarece Prado. “A regulagem fina do equipamento não depende da sensibilidade ou lembrança do operador, dispensando encargos como informar ao sistema o consumo horário da máquina”. O outro ás na manga da empresa é sua linha de unidades de refrigeração talhada para a produção de pré-formas. Denominada PET-Chiller, essa série de equipamentos promove o ajuste automático da vazão de água no sistema, ressalta Prado. “Mantém tudo no ponto ótimo de rendimento com a maior troca possível”. O PET-Chiller, ele assegura, amplia seu rendimento quando é parcializado, revertendo em índices de economia energética de até 60% perante sistemas habituais. “Neste equipamento, a parcialização de 20% a 100% da injetora é totalmente automática, de acordo com a demanda ou tipo de molde, por exemplo”.
Projetos de tratamento de PET detiveram 37% do faturamento em 2011 da Ineal, ponto de lança nacional em periféricos. “O percentual deve aumentar este ano devido ao impulso à reciclagem de PET e blends com material pós consumo, dado pela bola da vez da sustentabilidade, e em razão dos investimentos da Ineal em 2011 para estrear em determinados processos”, explica o gerente comercial Marcel Brito. No último balanço, aliás, ele aponta entre os tops em vendas para PET os sistemas de desumidificação da resina e de cristalizadores para flakes. O cerco fecha com periféricos de moagem, alimentação e dosagem. Brito assinala que o mostruário pega desde itens individuais para trabalho com PET em grão ou flake, como o alimentador para pellets Al-5/2L, cotado a partir de R$ 4.000, a instalações da complexidade de centrais de dosagem ou projetos completos como os de cristalização do flake.
“Não temos números precisos dos investidores em sistemas de PET em 2011”, pondera o executivo, “mas grande parte dessas vendas tem a ver com a ampliação e modernização de fábricas em funcionamento e uma parcela menor seguiu para novas empresas”. Para 2012, Brito espera presenciar o crescimento da quantidade de indústrias estreantes devido a mais investimentos, inclusive internacionais, “atraídos pelo aumento do consumo interno e solidez da economia brasileira”. Para não perder esse barco, o executivo se apega a tacadas recentes da Ineal, como equipamentos especiais para transporte de chapas finas, com densidade aparente próxima de 0,2 kg/dm³.”Antes era preciso extrusar esse material para voltar ao formato de grão e agora a mistura da chapa moída com o flake é realizada por um dosador gravimétrico especial”, expõe Brito. “Uma vez pronta essa mistura automatizada e precisa, ela é cristalizada e, a seguir, retorna à condição de chapa”. Em paralelo a desenvolvimentos desse calibre, Brito ressalta o esforço da Ineal em afiar a eficiência de sistemas já em linha, a exemplo daqueles dedicados à cristalização para flake e grão. “Mediante melhorias nos sistemas de aquecimento, aumento de vazão de ar e escoamento automático do material cristalizado, o tempo dessa etapa caiu perto de 40%”, ele situa.
A preocupação de aliar qualidade dos componentes, com poupança de energia e operação simplificada e de pouca manutenção paira por trás de uma novidade engatilhada para o período atual pela Rax, ás da montagem nacional de periféricos, sob a marca Plast-Equip. “Lançaremos desumidificadores para PET com comandos diferenciados pela interatividade e controle de processo direto, assim como por menor consumo de energia”, antecipa o dirigente Daniel Ebel. Com base em lançamentos no coldre como este e em fatores como aplicações de pequeno médio porte na esfera de PET, caso de produtos de limpeza e determinadas fontes de água, Ebel espera creditar ao segmento do poliéster 10% do faturamento da Rax este ano.
Pelo flanco dos importadores de equipamentos auxiliares, a base brasileira da taiwanesa Shini não só superou em 2011 suas metas originais de vendas como atribui o quinhão de 20% delas a periféricos para PET, seja na condição de pré-formas para sopro, reciclados, multiflamentos ou laminados, indica Klaus Vogel, diretor do escritório comercial da Shini na capital paulistana. O desempenho alentador aferido no último período tem a ver, ele argumenta, com a percepção do mercado de que a Shini Brasil não é mais uma mera integrante no time de importadoras spot de bens de capital, pois sua infraestrutura no país inclui assistência técnica, peças de reposição e atendimento pós venda com presteza. Outro ponto alto da atuação da Shini, enfatiza Vogel, é a preocupação de dimensionar os seus periféricos de acordo com a necessidade do cliente, esta captada em cheio nos dados de análise do processo e suas configurações, tipo de matéria-prima utilizada em linha e o produto acabado fornecido. Vogel salienta a propósito dispor no portfólio desde a solução mais compacta à mais completa em auxiliares para PET. “Temos moinhos, secadores, desumidificadores, alimentadores, itens de transporte, dosadores, misturadores, geladeiras e chillers”, ele alinha, acenando com assistência garantida por um ano.

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