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	<title>Plásticos em Revista</title>
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		<title>ESPECIAL</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 18:43:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[Quebrando o gelo Plásticos aproximam a linha branca da classe C A derrapada no consumo que freou o crescimento do PIB em 2011 serviu de alerta ao governo federal e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">Quebrando o gelo</h3>
<h3 style="text-align: center;">Plásticos aproximam a linha branca da classe C</h3>
<p style="text-align: justify;">A derrapada no consumo que freou o crescimento do PIB em 2011 serviu de alerta ao governo federal e a resposta foi imediata. Para garantir que as famílias continuassem gastando e assim alavancassem a economia em um ano de eleições, o Ministério da Fazenda, zerou em dezembro (benefícios fiscais de fim previsto para março próximo) o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de fogões e tanquinhos e baixou em dez pontos percentuais o de máquinas de lavar e geladeiras, respectivamente para 10% e 5%. Além da redução da carga tributária, a população ganha pelo flanco do plástico utilizado na linha branca, pois o material é um trunfo para uma obsessão dessa indústria: diminuir o peso e custos dos componentes perante a alternativa do metal.<br />
Em refrigeradores, reina o poliestireno (PS). Em comparação ao vidro temperado, também utilizado nas prateleiras do eletrodoméstico, é uma alternativa mais barata, constata Rafael Ulysses Domingues, coordenador de processos plásticos do Grupo Mabe, dono das marcas GE, Continental e Dako. Nas geladeiras produzidas nas fábricas de Hortolândia e Itu, ambas em São Paulo, em média são utilizados 18 kg do termoplástico estirênico. O peso de um refrigerador, para se ter uma ideia, varia de 50 kg a 60 kg, situa o técnico. PS ganha mais espaço, ele nota, pois os refrigeradores se tornam mais elaborados, a tiracolo da escala ampliada por força da melhora do poder aquisitivo, em especial de baixa renda. “Há mais acessórios de porta, mais compartimentos e mais detalhes para chamar a atenção do consumidor”, avalia Domingues.<br />
Além disso, o custo de PS é vantajoso, ele julga, por se tratar de resina commodity, de retorno dependente de altos volumes de vendas e com propriedades e penetração consolidadas em diversos segmentos de peso, caso do setor de refrigeração. Nas geladeiras da Mabe, que empregam três grades do termoplástico, os requisitos-chave giram em torno da resistência ao risco e ao impacto. “Assim, por exemplo, podemos colocar mais garrafas em uma única prateleira”, ilustra Domingues. Na mesma trilha, ele assinala que os progressos em P&amp;D das petroquímicas fornecedoras da resina para a Mabe fizeram com que PS se firmasse como possível opção ao copolímero de acrilonitrila e estireno (SAN), de excelentes características mas mais caro e importado.<br />
PS vai de encontro ao esforço do grupo Mabe em ficar mais próximo da classe C, percebe Domingues. “Hoje em dia, os materiais representam uma fatia maior no custo de um produto do que a mão de obra”, compara. Há uma busca constante por matérias-primas competitivas e novos desenhos que utilizem menos resina. Tudo isso converge para um eletrodoméstico com preço melhor e, por tabela, capaz de laçar mais consumidores, deduz o especialista sediado na planta em Itu.<br />
Em 2008, a Mabe iniciou um projeto para colocar no mercado, no início de 2009, refrigeradores de menor porte com a função frost free (capacidade de refrigeração sem produção de gelo), até então restrita a modelos top de linha. “Incluímos essa característica a um produto barato, visando atender um mercado popular. No fim das contas, a procura pelo lançamento foi maior do que projetamos”, ressalta. A linha econômica do grupo é a Dako, seguida pela intermediária Continental, e depois pela GE, esta com portfólio elitizado.<br />
Na percepção do coordenador, o uso de PS já beira o máximo possível em refrigeradores. Aplicações com a resina, ele pondera, podem variar apenas de acordo com o design de peças internas. Ele afasta a remota hipótese de se moldar com plástico um gabinete externo de geladeira, investida até hoje restrita a vanguardismos de design a exemplo de um projeto italiano mantido longe da escala comercial. “São necessários materiais que tenham certa condição para reação com o poliuretano (PU) espumado, principal determinante do consumo energético de um refrigerador”, explica Domingues. No momento, a carcaça das geladeiras da Mabe são construídas com aço e munidas de puxadores e acabamentos injetados com acrilonitrila-butadieno-estireno (ABS).<br />
Já nas lavadoras de roupa do grupo, que levam as marcas Continental e GE, polipropileno (PP) é a resina fundamental. Pelos últimos levantamentos, cota o técnico, PP comparece com cerca de 15 kg por unidade de lavadora, cada uma com peso médio em torno de 45 kg. Como no caso das geladeiras, o plástico é responsável por tornar o item mais barato. “Em modelos em que o cesto [compartimento no qual as roupas são lavadas] é de inox, o preço é mais alto”, assinala Domingues.<br />
Na lavadora, a grande oportunidade para crescimento do uso do PP seria justamente no cesto, uma vez que outros materiais só poderiam ser substituídos pela resina em peças menores, que não possuem representatividade em volume, considera o coordenador. Nos modelos premium, há mais inox e materiais nobres, como ABS. Isso não impede, contudo, que PP entre no lugar dessas opões. “Como sua densidade é menor, por vezes sua aplicação exige ajustes no projeto original”, esclarece Domingues. “Mesmo assim, sai mais vantajoso em termos de custo utilizar PP”.<br />
Para diminuir o peso de uma lavadora, contudo, há critérios incontornáveis a serem levados em conta. “Há normas que estabelecem um peso mínimo para as máquinas e, uma vez que a indústria desenvolve produtos abaixo desta medida, ela é requisitada a colocar itens adicionais de proteção”, comenta o especialista da Mabe. Estes itens são focados na segurança do usuário, para que não tenha acesso a peças com corrente elétrica, por exemplo. Se a inserção de mais componentes de segurança não for compensada com a redução do peso e menor uso de materiais, o projeto provavelmente não irá adiante, julga Domingues.<br />
As principais características exigidas para PP, usado em quatro grades nos modelos de lavadoras da Mabe, são resistência mecânica e brilho. Há normas que regem pontos de esforço mecânico que precisam ser aplicadas rigorosamente, acrescenta Domingues. Isso garante que a máquina não quebre caso uma dona de casa, por exemplo, se apoie sobre a lavadora, contextualiza Domingues.<br />
A empresa injeta aproximadamente 75% de suas peças internamente, mas o ideal seria que o índice chegasse a 100%, sustenta o técnico. “Isso demanda aportes pesados em máquinas e infraestrutura, o que se justifica com um crescimento de mercado sustentado. Há momentos em que a empresa avalia essas possibilidades”. Em 2010 e 2011, o Grupo Mabe, com matriz no México, investiu no Brasil R$ 160 milhões. Parte da quantia foi direcionada ao desenvolvimento e lançamento de 115 itens. Ainda em 2011 a empresa descontinuou o fornecimento de modelos com a marca Mabe. Em paralelo, ela atua no Brasil como responsável pela comercialização de eletrodomésticos Bosch, todos importados.</p>
<h3 style="text-align: justify;">O Calor do Frio</h3>
<h3 style="text-align: justify;">Grades sob medida aumentam o assédio das geladeiras por PS</h3>
<p style="text-align: justify;">Refrigeradores à frente, os eletrodomésticos embolsam perto de 25% do mercado nacional de poliestireno (PS) no país, projeta Fábio Meireles, gerente comercial e de marketing da Innova, o mais integrado produtor do polímero no país. “Nossa previsão inicial para o consumo nesse segmento em 2012, de um crescimento alinhado com o PIB, deve ser alterada por conta das isenções de Imposto sobre Produtos Industrializado (IPI) para a linha branca, em princípio em vigor até o final de março”, comenta Meireles.<br />
Desfeitos os laços com o ex licenciador Polimeri Europa, a Innova sobressai em eletrodomésticos com tecnologia burilada internamente para grades de PS cristal (GPPS) destinados a peças técnicas e resinas de alto impacto (HIPS) para caixas internas termoformadas de geladeiras, expõe Meireles. “Em média, o conteúdo de PS em geladeiras no Brasil está em 10 kg por unidade”, situa o executivo. “Mas podemos considerar que, com a substituição do vidro por GPPS na prateleira ganhamos de 5% a 10% no volume médio dessa resina, a depender do modelo e tamanho da geladeira. Marcus Dal Pizzol, gerente de tecnologia e desenvolvimento da Innova, endossa a estimativa de Meirelles e ressalta a importância da substituição de componentes por PS em meio ao esforço do setor em prol da “otimização da espessura das chapas termoformadas para os gabinetes internos”. Quanto ao índice médio da ordem de 10-11 kg do polímero por refrigerador, Pizzol comenta haver ampla variação em termos percentuais .”Afinal, são metálicos os principais componentes do peso do eletrodoméstico, caso do gabinete estrutural externo, compressor e condensador/evaporador”, ele ilustra. “Exceção feita à espuma de poliuretano (PU) e itens de vidro, os volumes dos demais componentes da geladeira oscilam bastante de acordo com o modelo”.<br />
Meireles vê PS ainda longe da curva de saturação, em termos da gama de suas aplicações em geladeiras. “Embora a maioria de seus componentes plásticos seja de PS, ainda restam itens de materiais como acrilonitrila butadieno estireno (ABS, importado), especificado em razão do alto brilho e resistência mecânica”, pondera o gerente. “Em vários casos, no entanto, o aprimoramento de blends de GPPS e HIPS tem logrado substituir ABS a custo menor e combinação satisfatória de propriedades”. Pizzol intervém ilustrando com as oportunidades para PS apear ABS de puxadores e cabeceiras externos. No compartimento interno dos refrigeradores, ele enxerga lugar para PS no dispenser de água, em regra injetado com copolímero de acrilonitrila e estireno (SAN) importado. “Estamos trabalhando para tirar essa resina por blends de GPPS com modificadores de impacto especiais”, abre o especialista, entrevendo mais espaços para blends de GPPS despachar o vidro, ainda presente nas prateleiras de determinados modelos de geladeiras, e para substituir polipropileno (PP) injetado em coletores de água de gelo. “Uma vez adequadas as propriedades físicas, todas essas possíveis troca de materiais tornam-se questão de custos”.<br />
Credencial de sustentabilidade, a economia de energia não integra os pontos de venda de PS em geladeiras. “Pela via indireta, o material colabora ao permitir a redução do peso total dos refrigeradores”, encaixa Pizzol. Mas ele reconhece como elementos preponderantes para o eletrodoméstico poupar eletricidade a evolução dos compressores e a espuma de PU, para prover isolamento térmico.<br />
Meireles e Pizzol não sentem vento a favor para PS na crescente eletrônica embarcada em geladeiras. Ambos alegam que o polímero já está consolidado em peças básicas, nas quais se alguma oportunidade pintar para o material, o mérito cabe à criatividade no design. “Mas não vemos avanços representativos nesse sentido”, emenda Pizzol. “Associados ao maior poder aquisitivo e redução do custo relativo, o design inovador e recursos eletrônicos tendem a encurtar o ciclo de vida dos modelos de geladeiras, ao torná-los mais atraentes e acessíveis”. Por essas e outras, nota, a relevância desse filão só tende a aumentar aos olhos dos produtores de PS.<br />
O misto quente da resistência mecânica uma resistência química capaz de fazer frente a agentes agressivos, a exemplo de ciclopentano e freon, contidos nas espumas de PU, tornou a resina de HIPS ESCR R 830D a nº1 no setor brasileiro de refrigeração, assegura Meireles. Pizzol também enaltece a alta rigidez e resistência a impacto desse grade da Innova. “Ele sobressai ainda por suportar a agressão de produtos gordurosos, comuns no ambiente da geladeira, além de se distinguir em peças de espessura otimizada, mantendo a rigidez requerida em gabinetes e contra-portas”, aponta Meireles. Por seu turno, a combinação de resistência mecânica e processabilidade sem afetar a transparência, atribui Pizzol, explica a cadeira cativa de GPPS em elementos a exemplo de gavetas e prateleiras.<br />
Quanto às novidades em HIPS engatilhadas para reforçar este ano o mix da Innova para o mercado de refrigeração, Pizzol acena para injeção com um tipo de superior processabilidade e resistência mecânica. No campo dos aprimoramentos, ele e Meireles se apegam às novas gerações da resina R 830 D e Clear HIPS (ver também à pág.34 ), ambas marcantes pelo aumento da resistência química e sua conjunção com a processabilidade e desempenho mecânico.<br />
Dona da pole brasileira em PS, a Unigel também recrudesce o poder de fogo de seus grades para aplicações em refrigeradores. Uma referência é a oferta da resina de alto impacto Styron A-Tech 1115 para botinar ABS, termoplástico mais caro, dos puxadores e cabeceiras, sacam da manga Paulo Cesar Braga Gubeissi, gerente comercial para PS do grupo nacional, e Fernanda Finoti Boldo, executiva de marketing. “O grade concilia brilho e resistência mecânica”, ela explica. Outra sacada bem sucedida, segue Gubeissi, tomou corpo com a resina Styron A-Tech 1175. “Seus pontos altos são o acabamento, mérito do equilíbrio entre a fase estirênica e a de polibutadieno e a resistência à agressividade química de agentes expansores de PU, produtos de limpeza e determinados alimentos”, ele assinala. Um desafio e tanto para a Unigel será conciliar, em setores como refrigeração, o espaço para o ABS que planeja produzir no Guarujá (SP) com suas resinas de PS que hoje duelam com o copolímero.<br />
Fernanda Boldo e Paulo Gubeissi assinam embaixo do raio X da Innova sobre o cenário e perspectivas para PS em eletrodomésticos no país. Ao cruzarem os dados, eles também projetam em torno de 1/5 a fatia desse reduto no consumo nacional de PS e confiam num final feliz este ano, com o balanço bafejado pela momentânea redução do IPI para a linha branca.<br />
Ao completar 10 anos de produção de PS, em seu complexo em Manaus, a Videolar decidiu afinal ser hora de debutar para valer em refrigeração. Até então, conta o diretor comercial Cláudio Rocha Filho, o assédio a esse reduto limitava-se à oferta de grades de GPPS e HIPS para itens secundários como porta-ovos perfis, bandejas ou puxadores. “Vamos lançar no segundo trimestre um grade de HIPS específico para extrusão de chapas termoformáveis para geladeiras”, avisa Rocha, deixando no gelo por ora os números e diferenciais da resina.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Vem aí uma lavada</h3>
<h3 style="text-align: justify;">Braskem afia vocação de PP para lavadoras</h3>
<p style="text-align: justify;">Ao longo desses nove anos, um típico indício de melhora da vida das classes mais pobres, devido á engorda do orçamento doméstico e crédito à mão,  tem sido o contingente de lares onde o simples tanquinho cedeu vez à lavadora automática de roupa. A troca não implicou prejuízo para polipropileno (PP),  pois a busca de mais espaço para o polímero nas lavadoras só tem recrudescido nos últimos anos. Nesta entrevista, Allan Cury, líder de segmento eletrodomésticos &#8211; negócios de PP da Braskem, discorre sobre a previsão de bom tempo para o polímero na linha branca.</p>
<p style="text-align: justify;">PR-Quais as principais inovações em grades de PP da Braskem para eletrodomésticos?<br />
Cury- São os materiais de baixo ciclo; permitem produzir mais peças em menor tempo e sem abrir mão de propriedades mecânicas e óticas.<br />
PR- Qual a aplicação em eletrodomésticos que predomina nas vendas de PP da Braskem?<br />
Cury- Predominam aplicações na linha branca, principalmente em lavadoras de roupa. A Braskem investe anualmente R$ 65 milhões (dados de 2010) em Pesquisa e Desenvolvimento. Por sinal, 12% da receita de venda de resinas do grupo em 2009 vieram de produtos lançados nos últimos três anos. Para 2012 o foco será entender melhor as oportunidades em algumas linhas de eletroportáteis, nas quais a presença do PP ainda é muito pequena.<br />
PR- Quais os novos grades de PP ou melhorias nos tipos existentes no mix que a Braskem pretende introduzir no reduto brasileiro de eletrodomésticos em 2012?<br />
Cury- As principais novidades são a melhoria do balanço de propriedades que permitirá o uso de PP numa gama maior de aplicações de demandas técnicas mais exigentes. Além disso, 2012 será um ano muito importante para a finalização de projetos com PP Verde, material com mesmas propriedades do PP tradicional e cuja formulação contém componente a partir de fonte 100% renovável (cana de açúcar). O PP Verde da Braskem estará disponível em 2013, mas devido ao longo ciclo de desenvolvimento das suas aplicações, os projetos deverão acontecer ao longo de 2012. A principal vantagem deste material está na balança da sustentabilidade pois, ao invés de gerar mais CO2 para a atmosfera, o PP verde é capaz de capturar e fixar esse gás, contribuindo assim para o meio ambiente.<br />
PR- O crescimento da eletrônica embarcada e o atual design de lavadoras de roupa abre ou estreita as oportunidades de aplicação de PP nesse eletrodoméstico no Brasil?<br />
Cury- Sem dúvida, abre oportunidades. O uso de PP admite uma versatilidade de formas e design inviável no trabalho com outros materiais. Além disso, trata-se de uma resina de ótima durabilidade (fundamental para o emprego em lavadoras), que não oxida (não enferruja) e comporta vários tipos de acabamentos (cores/texturas). Outro ponto importante: o eco-design está cada vez mais presente nos produtos acabados e PP permite a concepção de artefatos de alto índice de reciclabilidade e moldados com menor volume, o que favorece as políticas de descarte de resíduos sólidos.<br />
PR- A série de lavadoras contendo 70% de PP Braskem e lançadas pela Consul em 2008 sensibilizou a concorrência?<br />
Cury-Teve seguidores, sim. A Electrolux tem uma linha de lavadoras automáticas com gabinete 100% de PP, abraçando esta mesma tendência de inovação e design diferenciado. Além disso, outros fabricantes de lavadoras de alcance regional aderiram ao conceito e já possuem linhas com gabinetes 100% de PP. Manda a lógica que essa migração do metal para o plástico aconteça gradualmente, pois envolve uma mudança radical de conceito, mas acreditamos que o consumidor já percebe as vantagens do PP.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Requinte democratizado</h3>
<h3 style="text-align: justify;">Ganhos de escala em eletrodomésticos ampliam o raio de ação das especialidades</h3>
<p style="text-align: justify;">A melhora da renda e o crédito facilitado não só têm aumentado a produção, mas permitido, pelos ganhos de escala, a incorporação de recursos nos manufaturados antes restritos a artigos para o consumidor de maior poder de compra. Ao longo desses nove anos de contundente subida no nível dos gastos das famílias, os eletrodomésticos da linha branca não fugiram a essa regra, como prova, inclusive, a presença pulsante de plásticos de engenharia em diversos componentes, seja por requinte ou por se trataram dos materiais mais adequados a determinadas funções.<br />
Na garupa do incremento da renda da população, a Sabic Innovative Plastics South America, braço em especialidades da corporação petrolífera saudita Sabic, assegura sua participação nesse mercado, despontando no filão de puxadores e maçanetas injetados com polibutileno tereftalato (PBT) e em tampas e coberturas de refrigeradores, aplicações cativas de acrilonitrila butadieno estireno (ABS). A empresa também espreita as possibilidades de conversões de outros materiais para plásticos de engenharia, insere Paulo Santos, gerente de produtos e mercados da Sabic IP. “Existe um potencial para deslocar metal por compostos de polipropileno (PP) com fibras de vidro longa nos chassis de lavadoras de roupas e geladeiras”, assegura. Nesses casos, entrariam em campo a resina Stamax e composto LMP Verton, ele encaixa.<br />
O design e a eletrônica embarcada em refrigeradores, distingue, Santos traduzem vento a favor para soluções em plásticos como ABS. Porém, o executivo ressalva, materiais de alta performance só poderão desempenhar seu papel “se o país seguir padrões internacionais para seleção e aplicação de matérias-primas”. Para tanto, ele prossegue, é preciso aprimorar e baixar mais normas para o setor. Santos exemplifica com materiais para dispositivos elétricos, cuja regulamentação internacional exige inflamabilidade caracterizada como V-0 e aprovados em ensaios (glow wire test) de resistência a fio incandescente.<br />
Para 2012, a Sabic IP acena com a introdução do grade de ABS Cycolac FXS610SK, cujo diferencial é a a pigmentação de efeito metálico, eliminando a necessidade de processos secundários, como pintura, esclarece Santos. Um outro tipo de ABS aditivado, sob codinome MG8000SR, identifica-se pelo alto brilho com a estética dos eletrodomésticos, assinala o gerente. Essas duas especialidades, ele acrescenta, podem ser formuladas na planta da Sabic em Campinas (SP).<br />
A gama de materiais com que a Sabic IP assedia o reduto de eletrodomésticos inclui PBT Valox, com estabilização de cor para itens a exemplo de botões de fogão e puxadores de refrigeradores; a série de policarbonato (PC) Lexan e ABS Cycolac VisualFx, ambos sobressaindo pelo acabamento e possível dispensa de pintura, e o composto de polióxido de fenileno Noryl GF, para substituir metais em motores elétricos e bombas de água de geladeiras, indica Santos. Outros petardos do mix, ele insere, são o copolímero de PC Lexan DMX, para monitores e paineis, copolímero de acrilonitrila estireno acrilonitrila (ASA) Geloy, para tampas anti UV de lavadoras. Santos fecha o cerco com o ecomarketing embutido para eletrodiomésticos em dois materiais parcialmente formulados com PET pós consumo, o PBT Valox IQ e o blend PC/PBT Xenoy IQ.<br />
No front do PBT entra também a Ticona Brasil, subsidiária do grupo europeu, que fornece a resina da linha Celanex para injeção de manípulos e puxadores como os de fogões. “O material possui elevada estabilidade térmica, o que evita a alteração dimensional e amarelamento, habituais em polímeros concorrentes,em especial a poliamida [PA]”, enfatiza Simone Orosco, gerente da unidade de negócios para as áreas médica e de consumo. No portfólio para eletrodomésticos, assinala a executiva, ainda reluzem os poliacetais (POM) Hostaform e Celcon. “Eles marcam pela estabilidade dimensional, características de autolubricidade e resistência ao desgaste, o que os indica para engrenagens e dobradiças, esta última aplicação visada também pelo polissulfeto de fenileno (PPS) Fortron”, coloca Simone.<br />
PPS, aliás, é a resina que apresenta o maior potencial para substituição de peças de metal e cerâmica, especifica a gerente. “Possui resistência térmica de até 240ºC em uso contínuo, além de excelente resistência química”, ela justifica, acrescentando outra tacada da Ticona para botinar a alternativa metálica em itens de eletrodomésticos, a linha de especialidades MetalX. Simone confirma a introdução dessa novidade no país ao longo de 2012, tal como a chegada de Hostaform POM da série S. “Trata-se de uma resina de POM modificada no reator para ampliar sua rigidez e processabilidade, covergindo assim para a redução do ciclo de injeção”, ela conclui.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Quando processo rima com sucesso</h3>
<h3 style="text-align: justify;">O menu de tecnologias é um atalho para o plástico crescer em lavadoras e refrigeradores</h3>
<p style="text-align: justify;">Componentes da linha branca, a exemplo de botões de fogões ou agitadores de lavadoras são uma praia particular para as compactas injetoras alemãs TM (fechamento de joelhos), HM (fechamento hidráulico) e Macropower (fechamento hidráulico de duas placas) da grife alemã Battenfeld. “Sua aceitação nesse mercado decorre de atributos como a economia energética, precisão e repetitibilidade”, justifica Ironi Fernandes, diretor da base comercial da Battenfeld no Brasil. Na mesma trilha, ele ressalta a excelência de suas injetoras a gás para a produção de itens como maçanetas de geladeiras.<br />
Para endurecer a marcação desse segmento, Fernandes põe fé na repercussão dos modelos Macropower de 400 e 500 toneladas, integrantes a partir deste ano da série a cargo de linhas de 650, 800, 850,1.000 e 1.100 toneladas. “Esses novos equipamentos voltam-se para peças médias e maiores com vantagens como sua integração com periféricos e distâncias entre colunas permitindo o uso de moldes de grandes dimensões”, ele acena.<br />
A nipo alemã Sumitomo Demag encara qualquer desafio na injeção de componentes de eletrodomésticos. “As máquinas cobrem desde peças transparentes, mérito do excelente design de suas roscas, até botoeiras, caixas internas de lavadoras ou itens moldados sem as linhas de fluxo do material”, assinala Luis Guerra, gerente comercial do escritório da Sumitomo Demag no país. No momento, insere, seus modelos de maior saída para eletrodomésticos são as injetoras Systec de 500 a 1.000 toneladas. Os argumentos de venda dessa série hidráulica, enfatiza Guerra, envolvem a estabilidade da produção, assegurada pela ampla gama de regulagens de parâmetros do processo; o vão entre colunas que acomoda moldes cada vez maiores e o trabalho com diversos materiais, entre eles resinas dependentes de alta pressão de injeção. Para estourar este ano a boca do balão em eletrodomésticos, Guerra prepara a vinda de mais linhas Systec com distâncias superiores entre colunas e ciclo reduzido por controles mais requintados de processo, fora modelos de injeção a gás e bicolor.<br />
PET sempre foi a menina dos olhos das injetoras Husky. Por causa disso, o segmento de eletrodomésticos detém apenas 2-3% do mercado brasileiro dessas linhas canadenses, situa Paulo Carmo, gerente de negócios- embalagens e produtos médicos da base da Husky no país. “Na linha branca, visamos as peças maiores de lavadoras e refrigeradores e, no caso de eletrodomésticos de pequeno porte, os componentes menores”, descreve o gerente. Os transformadores têm sido assediados pelo staff local da Husky oferecendo as injetoras híbridas da série Hylectric, com linhas de até 1.000 toneladas, e as máquinas elétricas HMED, de até 350 toneladas.<br />
No compartimento dos ases chineses, a filial brasileira da Haitian, recordista mundial na construção de injetoras, tem agitado o palco dos eletrodomésticos com máquinas de 60 a 2.000 toneladas, situa Carlos Alberto Bentes Guimarães, representante da Haitian Huayuan América do Sul. Nesse cenário, ele destaca o ibope degustado pelas injetoras de 800 a 1.800 toneladas da série Mars dirigidas a componentes de lavadoras e refrigeradores, em especial. “A série Mars sobressai por contar com servomotor na condição de motor principal, além de inversor de frequência, sensor de pressão e bomba hidráulica de engrenagem, para liberar o óleo sem deixar resíduos”, observa o técnico, detalhando ainda o trabalho do sistema em closed loop (hidráulico) e o desempenho do comando austríaco Keba.<br />
Entre as novas tecnologias palmilhadas na China pela Haitian e com chances de acontecerem em eletrodomésticos, Bentes cita as injetoras de duas placas Júpiter, os modelos bicomponente/bicolor Iapetus e, para peças mais simples, as máquinas hidráulicas Nova Pluto. No quintal das elétricas, ele encaixa as injetoras da série Mercury. “Sua unidade de injeção possui dois cilindros: para plastificação e para a injeção propriamente dita”, distingue Bentes, sublinhando ainda o deslocamento da unidade de fechamento sobre guia lineares, “sem a dependência das tradicionais colunas”, completa.<br />
Agente das injetoras montadas pela chinesa Starmach, a FCS Brasil também espreita as oportunidades na linha branca com injetoras dotadas de servomotor e bomba variável, além de sistema hidráulico de dosagem e plastificação capaz de operar até 190 bar de pressão, esclarece Samuel Vogel, gerente de vendas da representação. “Outro diferencial é o comando Automata, de performance similar aos sistemas de injetoras europeias, trunfo vital para a redução do ciclo e poupança de energia”. Para alargar seu raio de ação em eletrodomésticos em 2012, Vogel agenda o desembarque de uma série acessível de injetoras standard, para componentes sem complexidades e de produção não dependente de recursos mais avançados no processo.<br />
As perspectivas de aquecimento nas vendas da linha branca não passam em branco para uma referência nacional em injetoras, a Sandretto do Brasil. Ao esquadrinhar o balanço de 2011, o gerente de marketing e tecnologia Gilberto Baksa Junior fisga sua precisa e veloz série Logica como campeã de vendas para transformadores vinculados à linha branca. “Suas características se identificam com a produção de peças mais leves”, distingue o executivo.Conforme expõe, a série hidráulica em questão envolve máquinas de 70 a 450 toneladas. “Para peças maiores, indicamos as linhas de 610 a 1.500 toneladas da série Mega HP”. Entre os modelos mais promissores para eletrodomésticos, Baksa abre capítulo à parte para a família ecológica, bombeada por economia de custos e enegia sem prejuízo para o rendimento produtivo. “Trata-se de um equipamento dotado de servomotor e bomba de vazão fixa, cujo sistema hidráulico eliminou diversos componentes, ganhando assim na precisão dos movimentos, velocidades de correção e na perda menor de carga”, ele arremata.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Sacola injetada</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 18:25:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Janeiro de 2012 foi o período escolhido pelo governo de São Paulo e pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) para colocar em prática o acordo que visa a substituição das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Janeiro de 2012 foi o período escolhido pelo governo de São Paulo e pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) para colocar em prática o acordo que visa a substituição das sacolinhas descartáveis por alternativas de vida útil mais longa. No mesmo mês, é apresentada ao consumidor a primeira solução rígida de plástico para acomodar compras sem despertar a ira ecoxiita: um carrinho de polipropileno (PP) dobrável, com poliamida na estrutura das duas rodas, ligadas por eixo metálico e revestidas com elastômero termoplástico (TPE). A novidade é assinada pela Cobrirel, cujas décadas de crescimento constante no ringue de utilidades domésticas (UD) são mérito da sua usina ambulante de criações exclusivas, o fundador Antônio Trevisan.<br />
A ideia começou a ser esboçada a partir de um hábito do transformador. Ele sempre retorna com alguma inspiração na bagagem de suas viagens anuais à Europa. Há dois anos, no entanto, após cruzar a Itália e França, chegou a seco e irritado ao ponto final, na Alemanha. “Perdi o sono uma noite rascunhando projetos no laptop e foi assim que o carrinho nasceu”.<br />
Há cerca de 12 meses a construção dos moldes foi iniciada na ferramentaria na sede da Cobrirel, na zona leste paulistana. “O desenvolvimento exigiu a montagem de oito moldes”, ele abre. No início da comercialização, a empresa prevê fabricar 10.000 unidades/mês. Em um semestre, o volume deve dobrar, antecipa o dirigente, de olhos fixos no filão do autosserviço. “O investimento nos moldes para o lançamento do chegou a R$ 800.000 e, se dependesse de comprar injetoras, o aporte subiria à faixa de R$1,5 milhão”, ele situa.<br />
Além de alternativa a qualquer sacola, o lançamento da Cobrirel põe no chinelo, sustenta Trevisan, a opção do carrinho de feira, eventualmente utilizado para idas ao supermercado. O modelo desmontável de polipropileno (PP) leva três cestas (ou organizadores dobráveis) e cada uma comporta 6 kg, totalizando capacidade para acondicionar 18 kg de compras. “Com a divisão em três compartimentos, o consumidor pode separar itens cujo contato entre si não é recomendável, caso de aliar produtos de limpeza a alimentos. Nas sacolas ou no carrinho de feira, entra tudo misturado e embolado”, explica o inventor. Vazio, o carrinho desmontável da Cobrirel pesa cerca de 5 kg, pode ser travado e toma pouco espaço na despensa.<br />
Neste primeiro semestre, a Cobrirel pretende introduzir o carrinho em redes do autosserviço. Também será ofertado nas lojas física e on line da Cobrirel, ao preço sugerido de R$ 200 a R$ 220. “Portanto, um item destinado às classes média e alta”, conclui Trevisan. Se bem cuidado, ele avisa, o carrinho não tem prazo de validade e seus organizadores, caso quebrem, podem ser comprados separadamente. O transformador, aliás, equipou o carrinho com cestos que já introduzira no mercado, baixando assim os custos de produção do veículo.<br />
Os chassis dos carrinhos são injetados por parceiro não relevado da Cabrirel, possuidor de injetora de 650 toneladas. No momento, o maior modelo das 19 injetoras de Trevisan é o de 450 toneladas, Na futura sede já em terraplanagem em Atibaia (ver à pág. 11), o transformador adianta o plano de adquirir máquinas a partir de 1.000 toneladas, com base no espaço disponível para tanto e hoje inexistente na matriz no bairro da Mooca. Até vingar essa mudança, ele delimita, a estrutura do carrinho será fornecida somente na cor cinza e os organizadores virão em vermelho, azul, preto, cinza e multicor.<br />
A Cobrirel já entrou com o pedido de patente do veículo junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Embora protegida pela abertura do processo, a carta do registro deve demorar a sair, julga calejado Trevisan. Por conta da elefantina morosidade oficial, ele ilustra, uma patente que a Cobrirel requisitiu em 2001 para sua bomba de garrafão de água só foi concedida em 2010. •</p>
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		<title>Lançamentos de produtos e serviços</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 18:24:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[Auxiliares Synventive Alma do molde Entre 2009 e 2011, triplicou a receita no Brasil da norte-americana Synventive, super star em sistemas câmaras quentes trazidos dos EUA, Alemanha e China. Carlos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">Auxiliares<br />
Synventive<br />
Alma do molde</h3>
<p style="text-align: justify;">Entre 2009 e 2011, triplicou a receita no Brasil da norte-americana Synventive, super star em sistemas câmaras quentes trazidos dos EUA, Alemanha e China. Carlos Vieira de Andrade, diretor geral para a operação sul americana, atribui 80% desse desempenho nas nuvens à injeção de autopeças e ao esforço ativado desde 2007 para incutir em transformadores e ferramentarias no país as vantagens de custo/benefício embutidas nos sistemas da empresa. Entre as inovações da Synventive que devem estrear no país em 2012, Vieira empunha a importação de acionamentos elétricos. “A abertura e fechamento da agulha são realizado por via elétrica, ideal para a injeção em ambiente isento de contaminantes (clean room) ou peças de baixa espessura e design avançado, caso de painéis de TV de tela fina”, ele exemplifica.<br />
Todos os sistemas Synventive, explica Vieira, mantêm seu dimensional final de montagem, pois os bicos são enroscados diretamente no bloco de distribuição (manifold). “São montados, testados e pré-cabeados com painel e tomadas”, ele esclarece. “Portanto, não requerem ajustes ou regulagem nem necessitam de usinagem de precisão nos moldes; apenas a furação H7”. Com essas diretrizes, emenda Vieira, os sistemas Synventive acenam com custo inferior para moldes, pois exigem usinagem e tempo de montagem e desmontagem menores.<br />
O mercado brasileiro tem primado pela receptividade a avanços da Synvetive como o sistema SynFlow. “Permite ao fabricante de peças cosméticas – ou seja, peças estéticas externas de autobrilho, texturizadas, ou que receberão pintura – contar durante o processo de injeção com mais duas regulagens (a distância e a velocidade do recuo das agulhas) para os sistemas de câmaras quentes valvulados sequenciais”, ele sintetiza. A operação é realizada por sistema eletrônico, sem necessidade de regulagem mecânica. “Além de facilitar a regulagem, o sistema permite ao transformador evitar o aparecimento de falhas como marcas de fluxo de material, deformações conhecidas como ‘chupagens’ e diferença de brilho”, ele explica. Através da criação de duas regulagens em sistemas convencionais valvulados, o SynFlow proporciona melhoria da qualidade das peças quanto à estética, geometria e dimensional.<br />
Outra tecnologia bem sucedida aqui é o sistema DynamicFeed. “Permite a regulagem da curva de injeção de cada bico valvulado seqüencial de uma câmara quente”, deixa claro Vieira. “Possibilita assim a injeção simultânea de famílias de peças com pesos e geometrias completamente diferentes em um mesmo molde, bem como injetar peças de alta complexidade dimensional e geométrica em múltiplas cavidades sem problemas de balanceamento”. Outra vantagem do sistema, ele emenda , é a injeção de grandes peças de dimensional preciso e alta exigência técnica.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Máquinas e Componentes<br />
Pack 7/Steer<br />
Feitos para durar</h3>
<p style="text-align: justify;">Devido ao braço estendido a componedores através do fornecimento de aditivos importados para a estabilização de polímeros, a brasileira Pack 7 sentiu firmeza no negócio de representar aqui os equipamentos da norte-americana Steer Packaging Private Limited. “Estamos trazendo seus patenteados elementos de rosca para extrusoras dupla rosca, confeccionados internamente com ligas de maior vida útil e desempenho, e já ofertamos suas extrusoras piloto e para compostos e masters a preços competitivos”, expõe Rodinei Lapietra Jr., sócio e diretor da Pack 7.<br />
Em sua matriz nos EUA, assinala Lapietra Jr., a Steer apresenta potencial para construir mais de 50.000 elementos de rosca anuais. “Pelos levantamos mais em dia, a empresa já supriu mais de 400 fábricas no mundo e cerca de 460 tipos de extrusoras com um volume acima de 180.000 elementos de dupla rosca de 9.000 tipos diferentes”, ressalta o diretor.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Materiais<br />
Innova<br />
Mais que demais</h3>
<p style="text-align: justify;">Cinco anos após sacudir os alicerces em embalagens transparentes com o lançamento de Clear HIPS, grade de poliestireno (PS) de médio impacto, a Innova volta à carga introduzindo a segunda geração dessa formulação patenteada e concebida pelo Centro de Tecnologia em Estirênicos (CTE) da empresa. Para Fábio Meireles, a chegada de Clear R 350 L G2 amplia o raio de ação de PS em artefatos de parede fina e, decorrência da robustez da resina, aptidão para o trabalho na termoformagem de maior profundidade.<br />
“O grande desafio da primeira geração de Clear R 350 L”, delimita Marcus Fernando Dal Pizzol, gerente de tecnologia e desenvolvimento, “foi aliar brilho,transparência e propriedades mecânicas”. Desse modo, revela, admitia-se alguma perda de transparência final à custa de se preservar o desempenho mecânico desejado. “Em especial na extrusão de chapas com a resina da primeira geração, constatou-se grande orientação molecular e acúmulo de tensões”. Além do mais, encaixa, o material restringia seu alcance a copos de até 300 ml, não correspondendo às expectativas em outras embalagens transparentes de parede fina. Para aumentar sua flexibilidade na extrusão/termoformagem, clientes da Innova adicionavam teores menores de HIPS ao grade Clear R 350 L. Essas lacunas na performance e a referida necessidade de aditivação foram eliminadas com o surgimento da segunda geração do grade, assevera Pizzol. “Ele abre mercado para termoformados de volumes acima de 300 ml e se ajusta à produção de artefatos como blisters e potes”, indica. A propósito, detalha, o emprego de Clear R 350 L G 2 proporcionou recipientes de maior grau de estiramentos, nos quais algumas geometrias de pior relação L/D exigem mais flexibilidade da resina. “É o caso de embalagens produzidas de 330, 400 ou 500 ml”, ele ilustra, reiterando como ponto-chave desse grade sem similar na praça a melhora das características mecânicas sem detrimento do brilho e transparência.</p>
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		<title>Beleza e natureza põem mesa</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 18:14:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[Martiplast recorre à estética e ecomarketing para competir no exterior No mercado internacional, em especial nos centros urbanos desenvolvidos, o canto da sereia da sustentabilidade soa tão sedutor em artefatos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">Martiplast recorre à estética e ecomarketing para competir no exterior</h3>
<p style="text-align: justify;">No mercado internacional, em especial nos centros urbanos desenvolvidos, o canto da sereia da sustentabilidade soa tão sedutor em artefatos plásticos que o fator preço de um produto dito verde costuma resvalar para o segundo plano. Antenada nesse engajamento ou sentimento de culpa por estragos ambientais, caso de florestas européias arrasadas, a gaúcha Martiplast, dínamo do Brasil em requintadas UDs injetadas, passou a abrir caminho no exterior aliando seu típico diferencial de apuro no design a meios para imprimir uma auréola ecológica nos artigos que produz há 19 anos de ativa em Caxias do Sul. É o caso bem sucedido dos integrantes da linha Eco, à base de compostos Ecofibras do grupo Artecola. Caracterizam-se pelo teor de até 40% de fibra de cana de açúcar na composição e custam perto de 15% mais do que UDs similares convencionais, moldadas exclusivamente com resinas petroquímicas, estima o dirigente Juarez Vitório Martini. Para avivar essa receptividade saboreada em públicos vip como o consumidor verde do exterior, ele encaixa, o mostruário da linha Eco foi ampliado em 2011.<br />
A Martiplast começou a exportar há cerca de 10 anos e desde 2005, situa Martini, ela trabalha em parceria com designers contratados, uma união que lhe rendeu uma fieira de prêmios nacionais e internacionais de design e uma forma de escapar da vala comum de UDS simplórias movidas a preço. “No momento, os projetos de design são encargo dos escritórios Bertussi e Uaná, além de um profissional interno”, revela o presidente. Outra atividade terceirizada pela empresa é a da confecção de moldes, dada a multiplicidade de ferramentarias premium ali à mão na serra gaúcha.<br />
Hoje em dia, a Martiplast exporta para 19 países, com respaldo do Export Plastic para abertura de mercados e captura de clientes. Além dos óbvios – devido à logística – parceiros da América Latina, os embarques da empresa abrangem os mercados norte-americano, europeu, africano e do Oriente Médio, situa Martini. O portfólio de UD inclui peças em especial de polipropileno (PP), além de estirênicos, acrílico, policarbonato (PC), PVC, borracha termoplástica e termofixos contendo reforços naturais.<br />
Por ora, as transparentes UDs de PC não são exportadas, mas a exceção não deve demorar a cair, adianta Martini. Os embarques devem estrear com produtos de PC para o mercado de catering, caso de hotéis, bares e restaurantes. E o uso de bioplásticos também não é carta fora do baralho da ofensiva interancional, deixa no ar o porta-voz.<br />
Como o foco da Martiplast está no portfólio diferenciado e destinado a disputar com metal, vidro, madeira e cerâmica os olhares de um público de melhor padrão de vida, artefatos chineses não dão calafrios em Martini. “Bons produtos da China também não são baratos”, ele comenta. Conforme deixa claro, o visual e engenho no design exclusivo e, agora, o ecomarketing são as balas na agulha da Martiplast para cultivar o mercado externo em meio a pedreiras como a resina doméstica mais cara que a média internacional e o câmbio, eterno acusado de frear as exportações brasileiras de manufaturados, embora, no caso específico dos transformados de plástico, os volumes despachados pelo Brasil sempre tenham sido sofríveis com qualquer cotação do dólar ou estímulo oficial.</p>
<h3 style="text-align: center;">Ajustes na rota</h3>
<h3 style="text-align: center;">Rússia e Canadá entram no radar do Export Plastic</h3>
<p style="text-align: justify;">Associados ao Export Plastic contarão com o impulso do programa, em 2012, para debutarem em alguns países. Ao definir os 10 mercados prioritários para exportações de transformados plásticos no próximo biênio, por meio de convênio com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), as empresas participantes do programa elencaram Canadá e Rússia pela primeira vez, revela Marco Wydra, gerente geral do Export Plastic. Os outros oito principais alvos são Estados Unidos, México, Panamá, Colômbia, Peru, Argentina, Espanha e África do Sul. A vigência do novo convênio começa em junho próximo.<br />
A conveniência logística explica o histórico das exportações brasileiras, com destino predominante no restante da América Latina, Argentina à frente. Por sinal, uma pedra no caminho desses embarques daqui para o país vizinho é o surto de protecionismo a 100 graus que acometeu o governo populista de Cristina Kirchner, em seu afã de conseguir superávit na sua balança comercial e mandando às favas a abertura comercial preconizada pelo bloco Mercosul. Desse modo, deixa subentendido Wydra, o Export Plastic terá de redobrar o assédio a outros países.<br />
As vendas externas dos associados aumentaram 33% em valor, de janeiro a outubro de 2011 versus o mesmo período de 2010, passando de US$ 256 milhões para US$ 340 milhões, com base em levantamento da Apex. Em volume, o aumento foi de aproximadamente 13% no mesmo período, passando de 95.000 para 107.000 toneladas. A quantia exportada nos dez primeiros meses de 2011 corresponde a 27% do total de embarques do setor plástico. Ele somaram então US$ 1,25 bilhão, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).<br />
No atlas do Export Plastic, a Argentina foi o mercado que mais recebeu transformados brasileiros de janeiro a outubro do ano passado, absorvendo US$ 48 milhões, ou 14% do total. Em se tratando de volumes, os transformados mais exportados pelo Brasil são filmes, mas no âmbito do Export Plastic as UDs têm intensificado a ofensiva internacional.<br />
Hoje em dia, a base de filiados ao Export Plastic é composta por 75 empresas. A meta é aumentar o quadro, mas não a qualquer custo, pontua Wydra. “Queremos criar uma cultura de exportação, o que é muito diferente de um espírito imediatista na construção de resultados”, assinala. Em suma, traduz, o programa busca o comprometimento a sério dos transformadores. “Lógico que trabalhamos com companhias que já exportam, mas queremos incluir as que tenham intenções firmes de abrir mercados lá fora sem largá-los depois porque a economia brasileira reaqueceu”, ele acrescenta.<br />
Por conta disso, o câmbio não é a única peça-chave. Com a valorização do dólar frente ao real nos últimos meses de 2011, a rentabilidade das exportações melhorou, evidentemente. Mas uma cultura exportadora extrapola volatilidades do câmbio. Por seu turno, o preço da resina nacional, encarado com exasperação por transformadores brasileiros, também não pode ser tratado como a causa básica de competitividade externa insuficiente, pondera Wydra. De nada adianta equacionar as pendências com a petroquímica – aliás uma das patrocinadoras do Export Plastic – se no pano de fundo perduram as mazelas do Custo-Brasil , argumenta o porta voz do programa.</p>
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		<title>Entre degradar e agradar</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 18:12:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[Symphony pretende nacionalizar polêmico aditivo oxibio A inglesa Symphony Environmental, fabricante do d2w, aditivo para tornar plásticos oxibiodegradáveis, quer expandir sua atuação no Brasil e instalar uma fábrica por aqui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">Symphony pretende nacionalizar polêmico aditivo oxibio</h3>
<p style="text-align: justify;">A inglesa Symphony Environmental, fabricante do d2w, aditivo para tornar plásticos oxibiodegradáveis, quer expandir sua atuação no Brasil e instalar uma fábrica por aqui até 2013. “Se não encontrarmos o parceiro ideal, faremos a planta por conta própria”, assegura Michael Laurier, CEO da empresa. O objetivo da empresa é ter, pelo menos, uma unidade em cada região do globo. No momento, possui duas plantas na Grã-Bretanha, uma na Alemanha, uma nos EUA e outra na China. Até o fim de 2012, ele agenda, parte uma subsidiária em Dubai, nos Emirados Árabes, e, no ano seguinte, a segunda fábrica chinesa. O projeto brasileiro deve começar a encorpar nos próximos 12 meses e, uma vez definido o escopo, levará mais um ano para iniciar operações.<br />
No Brasil, arredonda Laurier, cerca de 330 transformadores hoje aplicam o d2w. “Como o setor divulga dispor por volta de 12.000 empresas, ainda há muito espaço para crescermos”. A maior parte das vendas locais vai para embalagens flexíveis, mas na carteira já despontam produtores de garrafas, tampas e até de pentes, descreve Eduardo Van Roost da agente Res Brasil.Pelos seus cálculos, aliás, 30% do consumo doméstico de sacolas plásticas do autosserviço já são mobilizados por versões oxibiodegradáveis.<br />
O aditivo, inclusive, conta com as certificações ISO 14004:2004 e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para contato com alimentos, assegura Van Roost. Nesse compartimento, aliás, d2w já é utilizado no país em embalagens flexíveis por empresas como a subsidiária da mexicana Bimbo, referência em pães de fôrma e bolos, ou a paulistana Pinheirense, cadeira cativa em pães artesanais, ilustra Van Roost. Segundo o agente, as vendas brasileiras do d2w começaram em 2002 e, nos cinco primeiros anos de comercialização, a taxa de crescimento anual foi de 100%. Vencido esse estágio, os, volumes têm pulado 20% anuais. O d2w é vendido em 96 países e o Brasil figura entre os seis maiores mercados, ele distingue.<br />
Mas foi dureza chegar a essa proeminência no ranking global, rememora Van Roost. Primeiro, porque a Braskem e o Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida) repudiam às claras o auxiliar oxibio como alternativa de solução sustentável, em virtude dos alegados resquícios mantidos no meio ambiente após o processo de decomposição do material aditivado. Por sinal, a Braskem, único produtor nacional de polietileno (PE) e polipropileno (PP), concorre com a Symphony no páreo da sustentabilidade com o polietileno de alta densidade formulado com eteno extraído de fonte renovável, o etanol da cana, resina produzida com capacidade para 200.000 t/a em Triunfo (RS). Em breve, o grupo promete a partida de pequena unidade de bio PP, fruto da polimerização de propeno também formulado com etanol provido por usinas de álcool e açúcar. Para complicar a situação, a Braskem não aprova a incorporação de qualquer aditivo – bio ou oxibiodegradável – a seus termoplásticos – e não há notícia desse tipo de endosso na petroquímica mundial. Laurier rebate o foco da controvérsia, aliás palpitante no cenário internacional, referente aos fragmentos residuais deixados no ambiente após a decomposição de artefatos oxibiodegradáveis. “Uma vez iniciado o processo de oxibiodegradação, ele não pode mais ser interrompido”, sustenta. Para a Symphony, aliás, biodegradação e oxibiodegradação são sinônimos.<br />
Noves-fora, soa inatingível para a Symphony flertar no momento com a inserção de seu auxiliar direto na produção de PP e PE brasileiros, pois o produtor não só repudia seu aditivo como até compete com ele, com o apelo sustentável de suas resinas verdes.Desse modo, foi cortada pela raiz a sedutora hipótese de vendas de altos volumes de d2w para gerar resinas oxibio, obrigando assim a Res Brasil a comercializar lotes picados para seus licenciados no país, todos aliás consumidores das resinas do maior opositor ao uso desses aditivos, a Braskem.<br />
Como resultado desse enrosco, constata o CEO da Symphony, o consumidor brasileiro não tem acesso aos dados necessários para tomar uma decisão fundamentada pró ou contra o plástico oxibio.. Para engrossar o caldo, elos do poder público, frentes da mídia e entidades como a Associação Paulista de Supermercados (APAS), têm tomado posições contrárias a artefatos plásticos descartáveis. É o efeito causado pelo descarte incorreto da tradicional sacola de saída de caixa. “Com o uso do d2w, o problema estaria resolvido com a oxibiodegradação”, ressalta Laurier.<br />
Para efetuar a oxibiodegradação, o artefato plástico contendo d2w precisa apenas de oxigênio, segundo informações divulgadas pela Symphony. Luz natural e altas temperaturas aceleram o processo, mas não são essenciais a ele.<br />
De acordo com os laudos da Symphony, seu aditivo é compatível com PE, PP e poliestireno. Ele quebra as cadeias moleculares do plástico e gera radicais livres. Estes, combinados com oxigênio, criam hidroperóxidos que, por fim, são assimilados por micro-organismos. Após esse processo, os resíduos no meio ambiente não passam, segundo a empresa, de CO2, água e biomassa. O uso de d2w, insere Laurier, não acarreta ajustes na linha de produção do transformador nem mudanças no seu fornecedor de resina. “E o artefato com propriedades oxibiodegradáveis pode ser reciclado de forma convencional”, ele arremata.</p>
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		<title>Peter Reiter</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 18:07:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[Nº1 do Brasil em stretch e um dos gigantes em flexíveis da América Latina, o Packing Group totaliza capacidade instalada da ordem de 7.000 t/mês em filmes e é um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nº1 do Brasil em stretch e um dos gigantes em flexíveis da América Latina, o Packing Group totaliza capacidade instalada da ordem de 7.000 t/mês em filmes e é um dos pêndulos do consumo doméstico de polietilenos. No momento, deixa claro nesta entrevista o dirigente Peter Reiter, stretch não escapa da zona de turbulência mundial que apanhou a cadeia do plástico em pleno voo. E no Brasil, percebe o calejado industrial, a transformação ainda sua para exportar para a Argentina, seu maior cliente externo, devido a complicadores protecionistas, e se debate no mercado doméstico competindo com artefatos sul americanos trazidos com isenções tarifárias. Por essas e outras, Reiter vê o Mercosul na reta da aposentadoria.<br />
PR- A Argentina, maior mercado externo de resinas e transformação do Brasil, tem adotado cada vez mais medidas protecionistas. Na prática, essa postura do governo Kirchner já afeta, de forma extra oficial, a entrada de artefatos plásticos do Brasil no país? Com isso o Mercosul perde ou não a razão de ser?<br />
Reiter- Por ter um mercado protegido de forma similar ao brasileiro e por conta da nossa vantagem de estar inserido no Mercosul, a Argentina é, eventualmente, o destino mais rentável para nossas exportações. E aqui está a injustiça dessa situação combinada, quem sabe, com nossa (N.R.- transformação de plástico) notória falta de lobby junto ao governo. Como Argentina tem hoje um déficit na balança de pagamentos com o Brasil, ela cria diversas dificuldades às nossas exportações. Os produtos que ela escolhe para dificultar a entrada são calçados, têxteis, plásticos, chocolates etc. Ou seja, manufaturados que o nosso governo não se preocupa tanto em defender.<br />
Como já comentei em outra entrevista, se eu exportar mais que dois containers de filmes por mês o importador/distribuidor argentino teme a futura proibição desses embarques por conta de denúncia do fornecedor local da película. Ele passa o dia lendo as estatísticas de importação e não se preocupa, necessariamente, em aprimorar sua fábrica. Em contrapartida, os produtores argentinos exportam atualmente de 5 a 7% do nosso consumo de stretch e ainda se beneficiam do bendito porto incentivado! O mesmo ocorre com artefatos como polipropileno biorientado (BOPP). Por razões de sobrevivência política, o governo Kirchner está defendendo a indústria nacional. Como, à parte produtos agrícolas, essa indústria é pouco desenvolvida, o governo a ajuda no que ela tem em sua estrutura. Para se ter uma idéia, enquanto aqui, nos últimos cinco anos, tivemos a instalação de oito máquinas grandes de stretch, na Argentina o saldo de novas linhas montadas foi zero no mesmo período.<br />
Além do mais, temos a situação dos pequenos países que pressionam e conseguem vantagens para sua indústria poder importar resina sem pagar a alíquota de importação comum ao Mercosul (N.R.- Tarifa Externa Comum/TEC) e em seguida exportar os manufaturados com essa matéria-prima, sem pagar impostos de importação para o Brasil. Enquanto isso, os produtores de resinas no Brasil calculam seus preços para venda local levando em conta o preço internacional mais uma taxa de serviço e o imposto de importação. Desse modo, o desequilíbrio para quem produz e vende localmente torna a ser criado. Ou alguém imagina que um transformador vai instalar cinco extrusoras e quatro impressoras no Uruguai para vender naquele mercado interno?<br />
Tornando a recorrer ao meu negócio como exemplo, a produtividade brasileira em stretch é similar a concorrentes de países desenvolvidos. Considerando que, por várias vezes, a existência do Mercosul travou a efetivação de acordos com países com grande potencial de compra de embalagens, concluo que o bloco perde sua razão de ser.<br />
PR- O Brasil também tem adotado ações protecionistas, a exemplo do aumento do IPI para carros importados e barreiras tarifárias acenadas para têxteis e bens de capital. Medidas desse calibre embutem ou não o risco de retrocesso tecnológico e encarecimento da produção?<br />
Reiter- Minha percepção é de que os anos 2012/13, por razões que vão desde a retração econômica na Europa e Estados Unidos à crise do Irã serão muito difíceis para a indústria como um todo e a nossa, do setor plástico, em particular.Veja como a economia mundial esta contraída e como petróleo e nafta andam caros. Por sinal, esta é a grande diferença em relação à crise de 2008.<br />
No meu ramo de stretch, fornecedores da Arábia Saudita, Malásia,Taiwan, China , Europa, Estados Unidos, Argentina, Chile, Brasil,ufa, estão batendo lata com capacidade ociosa.E todos pedem aos governos para ajudá-los a enfrentar a concorrência importada em seu mercado interno – quando este mercado existe – e apoiá-los, é claro, principalmente para exportar!<br />
E aqui está a resposta à sua pergunta: nesse caso, há governos que se sensibilizam e outros não. Aqui, infelizmente, a cadeia do plástico não consegue sensibilizar o governo a tomar atitudes do tipo ‘vamos juntar as três gerações e tentar entender as reais necessidades do setor para poder crescer nos próximos anos.’<br />
Na minha visão, a Braskem vai penar para manter o market share interno e terá dificuldades para exportar. Os transformadores também sofrerão, com margens cada vez mais comprimidas, por conta da diminuição do mercado via aumento de importados, e pela dificuldade de exportar.<br />
Quanto a Petrobras, eu a vejo produzindo cada vez mais petróleo e precisando exportá-lo no estado bruto. Porque não pegam este petróleo equivalente à parcela a ser exportada e a direcionam a preço competitivo para a cadeia do plástico como um todo? A estratégia de exportar petróleo faz sentido em países de Oriente Médio que, por razões políticas, não querem importar indianos ou paquistaneses para trabalhar nas fábricas deles e quem sabe um dia fomentam uma revolução. Mas será que essa política faz sentido no Brasil? Um outro indicador para o setor plástico pensar: os fabricantes de carros encontram, claramente, ouvidos abertos às suas posições no governo que, em resposta, toma inclusive decisões ousadas e de difícil defesa junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).<br />
PR- Com a crise internacional, devem aumentar no Brasil os pedidos de sobretaxas antidumping para resinas importadas das mais diversas origens. Em regra esses pedidos são invariavelmente aceitos apesar das objeções dos transformadores. Se essa situação perdurar, qual a alternativa para o transformador procurar resguardar a rentabilidade do seu negócio?<br />
Reiter- Não tenho nenhum documento por escrito da Braskem prometendo não pedir novas sobretaxas antidumping. Em contrapartida, por várias vezes me foi dito pela alta diretoria do grupo não haver a mínima intenção de pedir qualquer salvaguarda nova. Acredito neles! Acredito devido à percepção de que 2011 foi um ano de grande aprendizado para eles. Ou seja, perceberam não ser suficiente a condição de monopólio (N.R.- em PP e PE; duopólio em PVC) e ter algumas alíquotas de antidumping para vender toda a produção no mercado interno. No momento, vejo um grande esforço da Braskem em visitar o transformador, ajudá-lo a exportar, desenvolver produtos etc. Essa mudança na postura vai aproximar a empresa do cliente, mas isso ainda não é o suficiente. Os fornecedores de resina precisariam destacar um representante para atuar como interface em tempo integral com as nossas associações (N.R.- do elo da transformação) e ajudar a melhorar o acesso da cadeia plástica junto ao governo, Petrobras etc. Não há outra solução para manter a rentabilidade do nosso negócio e/ou dos nossos fornecedores.</p>
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		<title>PLANO GERAL Curtas, quentes e cáusticas.</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 18:04:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esse mundo é meu Por US$286 milhões, a holding brasileira Petropar formalizou em 30 de dezembro a compra dos negócios na área de descartáveis higiênicos da inglesa Fiberweb na Alemanha,Itália, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">Esse mundo é meu</h3>
<p style="text-align: justify;">Por US$286 milhões, a holding brasileira Petropar formalizou em 30 de dezembro a compra dos negócios na área de descartáveis higiênicos da inglesa Fiberweb na Alemanha,Itália, Suécia e China, além de 50% da participação da Fiberweb na joint venture FitesaFiberweb no complexo no Rio Grande do Sul e na planta nos EUA. Esses negócios, divulgou a Petropar ao mercado de capitais, apresentaram em 2010 vendas líquidas de US$ 424 milhões e EBITDA de US$ 58 milhões. As seis unidades transacionadas passam para os ativos da Fitesa, braço da Petropar em nãotecidos de PP, vice líder nessa fibra para descartáveis higiênicos no Brasil e agora número dois mundial nesse ramo de fibras sintéticas.<br />
Pelas estimativas da Fitesa, sua capacidade instalada de nãotecidos de PP sobe de 98.000 para 245.000 t/a ao longo de 2012, incluindo-se no cômputo a partida de uma unidade no Peru e a expansão do seu complexo sede em Gravataí (RS).</p>
<h3 style="text-align: center;">Tamanho não é documento?</h3>
<p style="text-align: justify;">No consenso da petroquímica mundial, a escala mínima para assegurar competitividade econômica à produção de policarbonato (PC) varia de 100.000 a 150.000 t/a. O governo Dilma anunciou ao final de 2010 a abertura de investigação contra práticas de dumping (venda abaixo do custo) em importações de PC tailandês e da Coreia do Sul. No Brasil, a produção da resina, desenvolvida pela Bayer em 1953, é monopólio da nacional Unigel, autora do pedido de taxa antidumping. Sua antiga fábrica baiana de PC tem capacidade restrita a 15.000 t/a ou cerca de 10% do padrão global de competitividade econômica.<br />
A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) iniciou em 29 de dezembro último investigação para apurar dumping nas importações de PC em pó, floco, grânulo ou pellet, com índice de fluidez entre 1,0 a 59,9 g/10 min. A análise dos elementos de prova de dumping compreende o período de janeiro a dezembro de 2010. Já o período de análise de dano vai de janeiro de 2006 a dezembro de 2010. Na lupa de Brasília, as importações da resina originária dos dois Tigres Asiáticos inflaram 3.571,0%, de 2006 a 2010. A participação da Tailândia e Coreia do Sul no total importado subiu de 1,3%, em 2006, para 30,3%, em 2010. De 2006 a 2010, o total importado de resinas de policarbonato aumentou 59,8%.Desde 2008, o Brasil aplica direito antidumping definitivo, na forma de alíquota específica fixa, para PC dos EUA e da União Europeia, exceção feita às operações de PC nos dois locais da Sabic Innovative Plastics, para as quais foi homologado compromisso de preços.</p>
<h3 style="text-align: center;">PET BTB no tatame</h3>
<p style="text-align: justify;">Faixa preta em alimentos líquidos como sucos prontos para beber, a Ajinomoto anunciou no Japão a entrada no mercado, a partir de fevereiro, de produtos envasados em garrafas de PET 100% reciclado pelo processo bottle-to-bottle (BTB). O suprimento dos frascos de poliéster recuperado fica a cargo da indústria PET Refine Technology e, segundo a mídia japonesa, o reciclado terá preço equiparável ao da resina virgem e o consumo desse material pela operação local da Ajinomoto deve rondar 4.500 t/a.</p>
<h3 style="text-align: center;">Quem é quem em PEAD</h3>
<p style="text-align: justify;">Pente fino do Deutsche Bank e da consultoria americana Chemical Market  Associates arredonda em 9 milhões de toneladas a atual capacidade norte-americana de polietileno de alta densidade. A maior fatia do bolo (20%) cabe ao grupo Chevron Phillips, seguido de perto pela ExxonMobil (18%). Completam o quadro a LyondellBasell (15%), Dow (14%); Ineos (10%); Formosa Plastics (9%) e produtores pulverizados pegam os 14% restantes.</p>
<h3 style="text-align: center;">Biohelp</h3>
<p style="text-align: justify;">Após peneirar mais de 30 empresas, a matriz da Coca-Cola, em Atlanta (EUA), escalou três para turbinar seu esforço rumo a uma garrafa de PET 100% originário de fonte renovável. Conforme  foi anunciado, entram para o time a empresa Virent, fornecedora do insumo BioFormX, destinado à composição de paraxileno, tal como o isobutanol  de origem renovável  da empresa Gevo. Por fim, a Coca-Cola convocou a holandesa Avantium Research Technology, cuja tecnologia de catálise  YXY a levou ao plástico biodegradável PET, visto como alternativa verde ao PET petroquímico. Também faz parte da estratégia da Coca-Cola a obtenção de ácido tereftálico purificado (PTA) formulado fora da rota do petróleo. Numa garrafa de PET do refrigerante, projeta a empresa, PTA comparece em 70% do peso e o monoetileno glicol (MEG) pega o restante. Desde 2009, a Coca-Cola comercializa seu carro-chefe em garrafas PlantBottle, à base de MEG com 30% de elementos renováveis em sua composição. Desde então, a empresa calcula ter colocado no mundo cerca de 10 milhões dessas garrafas de auréola sustentável em 20 países.</p>
<h3 style="text-align: center;">Faro fino</h3>
<p style="text-align: justify;">Prossegue insaciável o apetite dos fundos privados de investimentos pelo negócio  de máquinas para transformação de plástico. À entrada de janeiro, foi trombeteada nos EUA, sem abertura do montante, a compra pelo fundo canadense Onex do controle acionário do grupo financeiro Hamilton Robinson Capital Partners na fabricante de  extrusoras Davis-Standard LLC, com vendas anuais superiores a US$ 300 milhões. O valor da transação foi estimado  na imprensa em US$ 189 milhões. A Davis-Standard produz extrusoras blown, cast e para tubos, perfis, chapas e bisnagas, fora equipamentos de coating e laminação, roscas e cilindros. Opera fábricas nos EUA, Alemanha e Reino Unido.  Por sua vez, o Onex repassou em maio de 2011, a dois fundos dos EUA, Berkshire Partners LLC e Omers Private Equity Inc., o negócio da canadense Husky, ás em injetoras e sistemas de câmara quente. Vendeu por US$ 2.1 bilhão a empresa que embolsara por cerca de US$ 1 bilhão  em 2007.</p>
<h3 style="text-align: center;">Pé no fundo</h3>
<p style="text-align: justify;">Varredura da entidade American Chemistry Council projeta em 171 kg a participação de  resinas e termofixos nos carros norte-americanos. PP puxa o pelotão com fatia de 25%. Bons degraus abaixo, entram poliuretano (15%); poliamidas (12%); PVC (8%); ABS (6%); PE e PC (fatias individuais de 5%) e outros materiais (24%).</p>
<h3 style="text-align: center;">Chama-se insustentabilidade</h3>
<p style="text-align: justify;">As perdas de US$ 2 milhões aferidas de janeiro a setembro de 2011 deram um basta na aliança comercial entre a Metabolix, vip dos EUA na bioresina de polihidroxialcanoato (PHA) e o colosso do agronegócio Archer Daniels Midland Co. A dissolução da parceria  vazou em 12 de janeiro e surpreendeu o mercado por ocorrer na contramão do atual endeusamento sustentável dos polímeros de fontes renováveis. O fato é que as vendas do PHA Mirel, derivado do amido de milho, não passaram de US$ 567.000 nos nove meses iniciais de 2011, causando assim uma sangria no balanço diante dos custos do empreendimento, embora a Metabolix tenha conseguido transpor seu bioplástico para a escala industrial, conforme saiu na mídia dos EUA. Entre os palpirtes para o fiasco corre a intrepretação de que a ala dos termoplásticos convencionais formulados em parte (por ora) com elementos de fontes renováveis tem se mostrado mais ebuliente que o nicho dos plásticos biodegradáveis 100% de origem vegetal. Na bola de cristal da consultoria americana   Ceresana Research, o mercado mundial de bioplásticos deve crescer à portentosa taxa anual de 17.8% (explicável pelo baixo patamar de partida), chegando a 2010 com receita de US$ 2,8 bilhões. Mas a pesquisa abre uma ressalva: uma boa parte desse faturamento virá de matérias que não se degradam.</p>
<h3 style="text-align: center;">Apesar dos pesares</h3>
<p style="text-align: justify;">O negócio global de estireno escapa da prostração sofrida por um punhado de petroquímicos com a depressão no Primeiro Mundo e, sustenta a consultoria ChemSystems, tende a manter esse viés de alta. Após o consumo global do monômero recuar para 24 milhões de toneladas sob a crise financeira de 2008-2009, os volumes reagiram em 2010, atingindo 26,4 milhões de toneladas e a expansão progrediu a passos mais comedidos em 2011, vaticina a consultoria norte-americana. Entre as justificativas colocadas para a melhora, a ChemSystems distingue a reação no consumo chinês de poliestireno (PS). Por seu turno, o time de produtores de estirênicos tem mergulhado numa febre de sociedades e consolidações.A Ineos,por exemplo,comprou a atividade da Ineos Nova em fevereiro de 2011, visando formar a a Ineos Styrenics, empresa a seguir associada ao negócio de estirênicos (exclusive EPS e algumas plantas de acrilonitrila butadieno estireno/ABS) da Basf, fusão da qual emergiu a em outubro de 2011 a companhia Styrolution, descreve a ChemSystems. No Japão, despontaram as joint ventures PS Japan e Japan Polystyrene. PS, por sinal, permanece o principal usuário de estireno e o crescimento do seu consumo mundial limitou-se a 3,7% em 2010, situou a consultoria, ao passo que EPS mobilizou 20% do movimento global de estireno em 2010, segundo a mesma fonte. Quanto à capacidade de estireno, sua evolução continua centrada no Oriente Médio (destaque para a Arábia Saudita na região) e o anel do Pacífico.Na América do Norte, a capacidade do monômero tem diminuído desde que se intensificou a consolidação desse setor, a partir de 2007. Nos próximos anos, os analistas esperam pela primeira planta de estireno da Índia e descartam a previsão de novas capacidades de estireno nos EUA, Europa, Japão e Coreia do Sul.</p>
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		<title>Volume não rende mais</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:56:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Karin Braun justifica a mudança no foco da Macroplast No passado, a Macroplast primava por uma atuação discreta como distribuidora autorizada de polipropileno (PP) e poliestireno (PS).O desempenho tinha a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">Karin Braun justifica a mudança no foco da Macroplast</h3>
<p style="text-align: justify;">No passado, a Macroplast primava por uma atuação discreta como distribuidora autorizada de polipropileno (PP) e poliestireno (PS).O desempenho tinha a ver com uma falta de jogo de cintura para coexistir com a incidência de informalidade no varejo de resinas e com a sua natural identificação com aplicações técnicas, de baixo volume e dependentes de atendimento mais especializado. Devido a esta vocação, essa empresa controlada pela família Braun acabou rompendo os laços com o negócio de distribuir commodities e tratou de lapidar suas bem sucedidas operações de beneficiamento por encomenda (tolling), formulação de especialidades e, tacada que está estreando, o comércio de plásticos de engenharia importados. Nesta entrevista, a diretora comercial Karin Braun passa a limpo esse ajuste na rota da Macroplast e vê em perigo as margens de lucro no varejo de materiais commodities.<br />
PR- A Macroplast cresceu atuando como distribuidora oficial de resinas, formulando compostos e masters e prestando serviços de beneficiamento (tolling) de materiais. Ao contrário da maioria dos concorrentes, preferiu manter essas atividades sob o mesmo guarda chuva em lugar de desmembrá-las em empresas diferentes. Qual a conveniência desse modelo de atuação?<br />
Karin- Em 40 anos, a Macroplast passou por várias fases e tendências do mercado. Foi justo a flexibilidade e forma bastante coerente de trabalhar que nos permitiu navegar por segmentos diversos em períodos distintos. Nossos valores estão pautados em relacionamentos nos quais todos ganham e, talvez por isso, a empresa tem conseguido perpetuar seu negócio. Temos uma estrutura fabril e uma equipe extremamente preparada para qualquer tipo de negócio no ramo plástico, e sempre focamos no binômio qualidade/competitividade. Outro ponto, talvez a questão central dessa resposta: entendemos o negócio como um solução para o cliente; a Macroplast não é apenas um fornecedor de resinas.Temos vários negócios num único cliente. Fora do Brasil, várias empresas adotam esse modelo de atuação, como as componedoras e distribuidoras Polyone e Schulmann.<br />
PR- A Macroplast atuou como distribuidor antes da constituição do monopólio de PP e PE nas mãos da Braskem. Hoje em dia, distribuir essas resinas ficou mais fácil ou difícil em comparação com a época em que a Macroplast era agente autorizada?<br />
Karin- A Macroplast se distanciou da distribuição de commodities quando o negócio parou de ser bom. Ou seja, quando as margens não mais compensavam os custos envolvidos. Nosso foco está em especialidades e não em resinas convencionais; importa o valor tecnológico e não o volume. Passou o tempo em que era ‘chique’ ostentar vendas de 5.000 ou 10.000 t/mês. De volta aos distribuidores da Braskem, hoje os vejo com séria dificuldade para competir com produtos importados, agora muito acessíveis a qualquer um. De outro ponto de vista, vale notar que qualquer importação está sujeita a riscos, a exemplo do cambial. Mas, vamos e venhamos, ninguém em sã consciência fica sujeito a um único fornecedor. Então, por mais que o dólar e a alíquota de importação subam, ninguém vai abandonar as importações. É uma porteira que, uma vez aberta, não vai fechar. Além do que, cá entre nós, é meio retrógrado esse negócio de monopólio. Retornando à Macroplast, optamos por não trabalhar mais com a distribuição de commodities pois, frente a outros negócios, o risco e a inadimplência são altos, a competição exagerada e a margem apertada.<br />
PR- Por que a Macroplast não seguiu os passos da maioria dos ex distribuidores de PP e PE, hoje atuantes como importadores dessas resinas?<br />
Karin &#8211; Porque mesmo os importadores estão enfrentando uma forte concorrência de um produto de aplicação universal. Onde queremos nos destacar é no suporte técnico, na qualidade e em aplicações especiais.<br />
PR- O governo Dilma marcou seu primeiro ano com duras ações protecionistas. Diante da atual crise internacional inflando a oferta de PP e PE, acha que o governo tende ou não a endurecer as barreiras contra importações dessas resinas?<br />
Karin- Acho pouco provável, pois a diferença de preços ainda é muito grande. Mesmo com algumas sanções acredito que as importações vão continuar a todo vapor.<br />
PR- Seja como refúgio do tiroteio no varejo de PP e PE, seja como reflexo do aquecimento das peças técnicas, a revenda de plásticos de engenharia nunca esteve tão concorrida. Qual a motivação para a Macroplast resolver ingressar justo agora nesse ramo?<br />
Karin &#8211; A ideia surgiu da demanda inesperada que tivemos em 2011. Pela nossa interpretação, muitas distribuidoras de commodities agregaram plásticos de engenharia ao portfólio sem o devido suporte que tais produtos exigem. Tal situação gerou uma migração de clientes para empresas como a nossa, melhor equipada e preparada nesse quesito. Além do mais, o fato de muitos produtos técnicos serem tingidos ou beneficiados nos colocou em destaque nesse mercado, efeito da tradição da Macroplast como tradicional prestadora desses serviços.<br />
PR- Quais os materiais de engenharia que a Macroplast vai fornecer e quem são os produtores?<br />
Karin- De início, vamos atuar como revenda independente. Por ora (N.R.- até o fechamento da edição), não posso abrir o nome dos cerca de cinco produtores mundiais, seja por negociações em curso ou vínculos contratuais que alguns deles têm com outros varejistas aqui. A comercialização começa com materiais como acrilonitrila butadieno estireno (ABS), copolímero de acrilonitrila e estireno (SAN), policarbonato (PC), poliamidas (PA) 6 e 6.6, polimetilmetacrilatos (PMMA), poliacetal (POM) e ABS/PC.<br />
PR- A partir das resinas nobres trazidas desses fornecedores, a Macroplast também planeja formular compostos e blends para comercializar ?<br />
Karin &#8211; Sim. O objetivo principal é industrializarmos toda a linha de produtos trazidos, desde ABS/PC a compostos com fibras e materiais aditivados e coloridos. Além de a demanda ser grande, nosso filé mignon são as especialidades de menor volume e tailor made para alguns nichos. Não colidiremos, portanto, com os poucos clientes componedores, em regra empresas globais e supridoras de volumes avantajados.<br />
PR-Quantas extrusoras a Macroplast hoje dispõe? Elas totalizam qual capacidade nominal de especialidades?<br />
Karin- Além das 15 extrusoras ( duas mono e 13 dupla rosca) na ativa, adquirimos mais dois equipamentos – já instalados – em 2011. E estamos terminando a tramitação da compra de outra extrusora, para partir em 2012. Conforme o mix de produtos, situo nossa capacidade atual por volta de 2.000 t/mês.</p>
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		<title>Gestão e congestão</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:54:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[O consultor Ricardo Vieira da Silva escreveu este artigo inspirado pela reportagem publicada na seção “Conjuntura” da edição 576 (“O mate esfria?”), a respeito do controverso enfraquecimento da transformação no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">O consultor Ricardo Vieira da Silva escreveu este artigo inspirado pela reportagem publicada na seção “Conjuntura” da edição 576 (“O mate esfria?”), a respeito do controverso enfraquecimento da transformação no Rio Grande do Sul.</h3>
<p style="text-align: justify;">Iniciei a minha carreira no plástico na indústria Pelicano e foi com tristeza, mas não surpresa, que soube do encerramento de suas atividades. À época, estava prestando serviço no Rio Grande do Sul e cheguei a visitar a empresa, para ver equipamentos com a possibilidade de compra.<br />
Entre as fontes da reportagem “O mate esfria?”, eu concordo em parte com o Enilton Nunes, diretor da Fada Plásticos. Eu o conheço desde seus tempos de executivo da extinta Petroquímica Triunfo.<br />
Acredito que falta incentivo e apoio governamental à transformação gaúcha. Acredito que os monopólios da primeira e segunda gerações foram e são de extrema importância para esta situação, mas, creio também que o grande causador da redução das atividades do segmento transformador no Estado, assim como fator responsável pela dificuldade de muitas empresas pelo Brasil adentro, é a gestão não profissional das organizações.<br />
Em meio a esses anos de explosão do consumo final, constato que não houve uma mudança na cultura da nossa terceira geração da cadeia plástica. As empresas são geridas como há 30 anos. Por exemplo, quando o preço de venda era feito “sobre a perna”, apenas multiplicando-se o valor da matéria-prima por 10, 15, 20. Naquela época, a imposição desse cálculo era fácil e, ainda por cima, a concorrência era bem menor. Até no nascimento das empresas, a coisa (a estratégia por trás do investimento) não era ponderada a sério pois algumas ditas “organizações” nasceram apenas porque outro empresário – concorrente em outro segmento ou de família “inimiga” em termos comerciais –, iniciara um projeto no mesmo segmento de artefatos plásticos.<br />
Quantas empresas nós conhecemos que, realmente, fazem um planejamento estratégico? Quantas utilizam as ferramentas de administração? Quantas fazem uma análise de mercado ou têm um rigoroso controle de custos? Quantas dispõem de uma boa gestão de talentos e buscam, valorizam, reconhecem e seguram os bons profissionais? Quais delas fazem uma gestão de estoque? As poucas que se enquadram nessa postura estão bem no mercado!<br />
Em contrapartida, quantas indústrias conhecemos que misturam o privado (empresa) com o particular (pessoal)? Que viram cabides de empregos para familiares e/ou amigos ou amigos de amigos? Que centralizam em excesso? O que dizer das empresas nas quais o ego do fundador ou do clã é mais importante? Ou dos empresários que só fazem colocar a culpa no governo e na concorrência (esta é vista como a grama do vizinho, sempre mais verde)? Quantas indústrias nós sabemos que são utilizadas apenas como trampolim político?<br />
Existe uma grande diferença entre o que o empresário quer e o que ele precisa? Bem, de saída ele precisa saber e, se não sabe, deve encontrar alguém que o auxilie a se imbuir da necessidade de investir, não só em máquinas, mas, em pessoas – são elas, na verdade, o grande diferencial entre todas as empresas! Desde o auxiliar de limpeza ao gestor principal. Por este critério, algumas empresas, nas mesmas condições, quebram e outras prosperam. E olha que não é por falta de opções de auxílio.<br />
E, quando o “dono dos bois”, contrata alguém “profissional” para a gestão da organização, na maioria das vezes, abandona o seu negócio, deixando margem para os ditos aproveitadores. Como diz o ditado, aliás muito corrente no Rio Grande do Sul: ”É o olho do dono que engorda o gado”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5 style="text-align: justify;">Ricardo Vieira da Silva é administrador de empresas com MBA em Gestão Empresarial, tem atuado como gestor industrial e consultor autônomo no segmento de flexíveis. Sua empresa SX2 Serviços de Apoio Ltda. está em processo de oficialização.</h5>
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		<title>Pode ser por ali</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:41:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[Que tal montar uma transformadora no Uruguai? À margem dos problemas do câmbio e concorrência chinesa, a exportação a duríssimas penas de manufaturados demonstra como o Brasil ficou caro para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">Que tal montar uma transformadora no Uruguai?</h3>
<p style="text-align: justify;">À margem dos problemas do câmbio e concorrência chinesa, a exportação a duríssimas penas de manufaturados demonstra como o Brasil ficou caro para a indústria de transformação em geral. O custo de vida no país, bradou a imprensa em janeiro, bateu o dos EUA. Já a produção brasileira cresceu bem pouco nos últimos anos, o que fez o aumento dos gastos corroer as margens de retorno. As pressões de custos partem de suspeitos de sempre, como transporte ao deus dará, energia e capital de giro caros, insuficiência de pessoal especializado e a carga tributária impublicável.<br />
No campo específico da transformação de plástico, a atividade depara ainda com um único produtor local das resinas mais consumidas, polipropileno e polietileno, e obstáculos crescentes para ter acesso à matéria-prima importada, sem falar nas salgadas tarifas fixadas para o desembarque de máquinas do exterior, amparando um setor em que vários fabricantes locais dublam também como importadores de equipamentos. Em meio a esse enrosco, o investidor brasileiro na transformação começa a esquadrinhar mais a fundo as alternativas geográficas para melhor competir no Brasil e no restante do Cone Sul. No Mercosul, a incerteza econômica e institucional e a oferta limitada de energia e gás natural desaconselham a Argentina, enquanto a vocação do Paraguai, carente de mão de obra preparada, pende mais para o duty free e informalidade que para a industrialização.<br />
Resta na mão o Uruguai. A pedido de Plásticos em Revista, atendido de forma exemplar pela embaixada do país em Brasília, os dados básicos de custos e incentivos à instalação de uma transformadora foram fornecidos pelo economista Roberto Villamil, diretor executivo de Uruguai XXI, agência governamental voltada para atrair investimentos e promover exportações.<br />
O Uruguai não é um estranho no ninho do plástico, deixa claro Villamil. Sua indústria transformadora opera há mais de 60 anos e, em 2010, ele situa, o mercado uruguaio de plásticos movimentou mais de US$ 900 milhões e deve ter fechado 2011 em faixa acima de US$ 1,1 bilhão. “O consumo interno de artefatos plásticos atingiu US$ 978 milhões em 2010 e deve ter aumentado 20% em 2011, período em que as exportações desses produtos transformados alcançaram US$ 163 milhões”, descreve o economista, frisando haver no país mais de 20 empresas exportadoras de artefatos plásticos. “Algumas brasileiras figuram entre as maiores”, diz. Na mesma trilha, ele encaixa que o Uruguai tem acordos comerciais com países como o México, por sinal parceiro também do Brasil. Conforme a praxe, nota Villamil, artigos produzidos no país com certificação Mercosul entram nos demais membros do bloco isentos de tarifa de importação. “Transformadores de produtos plásticos relacionados a indústrias contempladas com condições especiais contam com vantagens adicionais no Uruguai”, ele encaixa. “É o caso de quem produz autopeças”.<br />
O Uruguai não produz termoplásticos nem constrói máquinas básicas e periféricos para a transformação do material. Assim o país não taxa a importação desses bens de capital e, acena o porta voz de Uruguai XXI, admite a entrada de máquinas usadas. Quanto às resinas, o economista informa não ser cobrada a alíquota para os volumes importados intra zona do Mercosul e, no caso de extra zona, a tarifa vai de 0 a 14%,conforme o produto em questão. Otávio Carvalho, sócio da consultoria brasileira MaxiQuim, confirma a isenção uruguaia nas tarifas de importação de todas as resinas.<br />
Entre as localidades com vantagens logísticas e tradição em artefatos plásticos, Villamil sugere os departamentos de San José e Canelones, inseridos entre os afagados com benefícios fiscais na “Lei de Promoção de Investimentos”. Quanto ao custo do frete, outro flanco vulnerável do Brasil, o economista exemplifica com um container de 20 pés transportado por via marítima do porto de Montevidéu a Santos. “O preço estimado gira em torno de US$ 1.135 e pode cair conforme a frequência dos embarques”, ilustra. Para o mesmo container remetido por mar de Montevidéu ao porto catarinense de São Francisco, a 90 km de Itajaí, o custo de envio projetado pelo analista ronda U$ 1.200, devendo também baixar com a constância das remessas. Montevidéu, por sinal, é o primeiro terminal da costa atlântica sul americana a operar como porto livre, distingue Villamil. “Esse regime implica a livre circulação de mercadorias nos portos e terminais portuários do país com capacidade para receber embarcações de ultra mar sem autorizações e tramitações formais”, ele esclarece.<br />
Sem apagões e limitações em sua rede de energia, o Uruguai também possui a mais densa malha rodoviária da América Latina, sustenta Villamil, e engatilha investimentos em estradas nacionais, portos e ferrovias nos próximos anos.”Também é o único país latino americano a conseguir a cobertura quase universal de acesso à água potável e a um saneamento adequado”, emenda. No quesito do consumo industrial de água, os custos na zona de Montevidéu e interior, cobra-se desde US$ 2,98/m³ pelo uso de até 1.000 m³ a US$ 1,80/m³ pelo uso de mais de 3.500 m³, expõe o economista. Enquanto estiverem ali, afirma, as mercadorias estão isentas de tributos de importação e a circulação de bens e prestação de serviços nesses recintos alfandegários não são gravadas com Imposto ao Valor Agregado (IVA). “Além disso, as mercadorias depositadas em regime de porto livre estão isentas da base estabelecida pelo Imposto ao Patrimônio (IP)”.<br />
No terreno dos incentivos a investidores em indústrias, o Uruguai não faz discriminações entre nativos e estrangeiros. Villamil empunha estímulos como a isenções do imposto de renda de até 100% do investimento por até 25 anos, condições delimitadas a partir a aplicação de uma matriz de metas e quesitos como geração de emprego e exportações, tecnologias limpas, investimento em P&amp;D, aumento do valor agregado nacional etc. “A Lei de Investimentos também outorga benefícios como a isenção do IP de bens móveis destinados à produção e dos aparelhos para processamento eletrônico de dados e o governo devolve o IVA nas compras em praça desses mesmos bens e aparelhos ”, encaixa o especialista. Os atrativos seguem com a isenção de IVA e do imposto específico interno (IMESI), ele cita, correspondentes à importação. O cordão de incentivos alinha ainda o ingresso livre de impostos para bens estrangeiros a serem reexportados e diversas vantagens para as sociedades anônimas que operam como usuárias de zonas francas no país. Por exemplo, estão isentas de todo imposto nacional e, na zona franca, a entrada e saída de bens não são alvo de qualquer tributo.<br />
Pelos levantamentos mais recentes, assinala Villamil, o salário mensal de um operador se aproxima de US$ 625 no Uruguai. É boa, ele destaca, a disponibilidade de pessoal local especializado na transformação de plástico, sob a escora da madura indústria doméstica.<br />
No plano macro, o diretor executivo de Uruguay XXI enaltece o ambiente local para empreendedores. “No ranking de clima de negócios elaborado pela Fundação Getúlio Vargas e o instituto alemão IFO, o país pegou o segundo lugar na América do Sul”, ele aponta. Uma referência nesse sentido, demonstra Villamil, é o prazo aferido de 48 a 72 horas para se constituir uma empresa no Uruguai. Já no Brasil, crava varredura do Banco Mundial divulgada em 2010, foi calculado em 166 dias o prazo médio para que todas as licenças necessárias ao funcionamento de uma companhia sejam emitidas.</p>
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