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	<title>Doce Revista</title>
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		<title>SAÚDE e BEM-ESTAR</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 14:20:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[NÃO BASTA REGULAR Redução de sódio pode dar certo se o público aderir No início de dezembro, o Ministério da Saúde (MS) incluiu mais sete categorias na lista elaborada em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">NÃO BASTA REGULAR</h3>
<h3 style="text-align: center;">Redução de sódio pode dar certo se o público aderir</h3>
<p style="text-align: justify;">No início de dezembro, o Ministério da Saúde (MS) incluiu mais sete categorias na lista elaborada em acordo com o setor de alimentos para reduzir a quantidade de sódio em produtos industrializados. Enquadrados na medida, o pão francês, as batatas frita e palha, os salgadinhos de milho, os bolos prontos, as misturas para bolo, biscoitos doces ou salgados e a maionese deverão reduzir níveis variáveis de sódio até 2014 ou 2016, dependendo do produto. Segundo o MS, a menor meta é diminuir 2,5% e a maior é diminuir 19,5% da substância ao ano. As maiores reduções proporcionais serão feitas nos biscoitos recheados doces, em parte dos bolos prontos e nas misturas cremosas para bolo. O teor de sódio nesses produtos deverá cair para 44% do que é hoje. Por determinação do órgão, caberá à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) monitorar a redução progressiva acordada voluntariamente pela indústria. A negociação foi firmada entre o MS e as associações brasileiras das indústrias de alimentação (Abia), de massas alimentícias (Abima), da indústria do trigo (Abitrigo) e da indústria de panificação e confeitaria (Abip). O acordo original foi anunciado em abril de 2011 pelo MS e focado inicialmente nos segmentos de massas instantâneas, pães de forma e bisnagas. O objetivo é contornar o problema das doenças crônicas, como as cardiovasculares, e proteger de forma especial as crianças, público consumidor em potencial desses produtos. Em entrevista à Doce Revista (DR), o médico nutrólogo Valter Makoto Nakagawa, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), secretário geral da Comissão de Prevenção à Obesidade da Associação Médica Brasileira (AMB) e membro da Vigilância Sanitária de Santos (SP), comenta a eficácia da medida.</p>
<p style="text-align: justify;">DR – O excesso de sódio em alimentos industrializados já é um problema de saúde no Brasil?<br />
Nakagawa – Sim, tanto é verdade que os órgãos de saúde pública estão se mobilizando para promover os ajustes necessários. O excesso de sódio no organismo é responsável pela maioria das doenças crônicas que afetam a vida moderna, como a hipertensão e problemas cardíacos. O sódio (metal alcalino) está presente nos tecidos e na alimentação, onde é facilmente encontrado, pois é o principal tempero na forma de cloreto de sódio (NaCl), mais conhecido como sal de cozinha. Em quantidades inapropriadas pode causar graves problemas, tanto pelo excesso como pela falta.<br />
DR – Em que medida o acordo para a redução do sódio nesses alimentos beneficia a população?<br />
Nakagawa – As categorias de alimentos que entraram na lista são exatamente as que exibem os índices mais preocupantes de concentração de sódio. É necessário fazer aqui um esclarecimento, pois não se deve confundir o sal de cozinha com concentração de sódio. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é a ingestão de 1,5-2 gramas de sódio, concentração equivalente a 4-5 gramas de sal de cozinha ou uma colher de chá. Não é raro o consumidor confundir os índices e considerar que o recomendado é a ingestão de 5 gramas de sódio, que equivale a 3-4 vezes o limite da concentração segura.<br />
DR – Na sua opinião, os índices de redução propostos e acordados são satisfatórios?<br />
Nakagawa – A redução dos teores de sódio, que obedece o estabelecimento de metas de no mínimo 2,5% e, no máximo, 19,5% é fruto de análise técnica. Opera como fator de segurança alimentar para a industrialização das categorias incluídas na lista do MS. Uma observação necessária é a de que a ideia não é caminhar para a eliminação total do sódio nos alimentos, pois é um elemento necessário ao organismo. A questão aqui é estabelecer um índice de segurança. Agora, isso não irá alcançar os objetivos sanitários desejados se, por exemplo, o consumidor ressentir-se da quantidade de sal e passar a consumir uma quantidade maior do produto para suprir essa falta. A mesma analogia pode ser repassada aos produtos diet/light, cujo esforço no sentido da redução de algum ingrediente ou nutriente no produto seja compensado com um volume maior de consumo.<br />
DR – Quais outras providencias deveriam ser adotadas para melhorar ainda mais a alimentação dos brasileiros?<br />
Nakagawa – A resposta a essa questão vai na direção de disciplinar a utilização e o consumo de açúcar e gorduras nos alimentos. Mas também cabe outra observação importante. Os alimentos em geral possuem quantidades satisfatórias desses nutrientes. Independentemente da receita, com umas exibindo maior ou menor adição de açúcares ou de gorduras que outras, as quantidades seriam em tese suficientes para alimentar sem ocasionar grandes transtornos. O problema são os excessos. Se forem cometidos pela fonte do produto ainda pode-se corrigir. Mas isso se agrava quando o abuso ocorre na ponta do consumo, inadvertidamente. Nesse caso, é preciso alertar, ou seja, educar o consumidor, pois trata-se de um problema também cultural.</p>
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		<title>GIRO</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 14:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[QUEM: PERFETTI VAN MELLE PRODUTO: FRUITELLA SWIRL GANCHO: MIX DE FRUTAS Novidade no mostruário da Perfetti Van Melle (PVM), a linha Fruittella Swirl encorpa com o stick sortido Fruit Mix [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">QUEM: PERFETTI VAN MELLE<br />
PRODUTO: FRUITELLA SWIRL<br />
GANCHO: MIX DE FRUTAS</h3>
<p style="text-align: justify;">Novidade no mostruário da Perfetti Van Melle (PVM), a linha Fruittella Swirl encorpa com o stick sortido Fruit Mix de sabores líderes em vendas – morango e laranja – combinados com creme em um caramelo do tipo swirled candy (bala listrada e torcida), ponto alto da família de balas duras que é um dos hits da PVM no Brasil. Assim como os demais sabores da linha combinados com creme (morango, café, menta, uva e limão), o Fruittella Fruit Mix sobe às gôndolas em sticks de 45g, com 10 unidades e preço sugerido ao consumidor de R$ 1,20 cada. O lançamento desses sabores não acontece por acaso. “A companhia tem detectado, ao longo dos anos, que as balas de morango têm apresentado um ótimo desempenho de vendas e o sabor de laranja lidera muitas categorias onde está presente”, justifica Filippo Vidal, gerente de marketing da PVM.<br />
Lançada no Brasil em 2003, a linha Fruittella Swirl tem registrado giro crescente, ocupando hoje lugar entre as marcas líderes da companhia. O stick Fruittella Swirl Morango &amp; Creme, por exemplo, abocanha a quarta posição do ranking de vendas da companhia, repassa Vidal. Para apoiar o lançamento, informa ele, a grife colocou no ar um concurso cultural em sua fan page do Facebook (www.facebook.com/fruittellabrasil). Desenvolvida pela Social Agency, a ação tem como objetivo posicionar a novidade de maneira adequada nas redes sociais, além de ampliar o relacionamento com o público de Fruittella, formado especialmente por mulheres de 25 a 39 anos. Para participar do concurso, os fãs da marca devem indicar dois amigos que poderiam formar uma dupla perfeita, assim como Fruittella Fruit Mix, criar uma frase mencionando os nomes desses indicados e explicar o que eles fazem melhor juntos. As cinco melhores respostas serão presenteadas com kits do novo produto. “Esta ação é mais uma oportunidade que o público de Fruittela terá para interagir com a marca e concorrer a brindes exclusivos”, conclui Vidal.</p>
<h3 style="text-align: center;">QUEM: GAROTO<br />
PRODUTO: TALENTO<br />
GANCHO: EDIÇÃO DE ANIVERSÁRIO</h3>
<p style="text-align: justify;">As prateleiras de confeitos de todo o país engordam desde dezembro com a edição especial que celebra os 18 anos do chocolate Talento, marca da Garoto líder entre os tabletes individuais. Reconhecido pela adição de ingredientes nobres à massa, como avelã, castanha e uva passa, Talento comemora sua maioridade com visual reformulado e dois novos sabores escolhidos pelo consumidor: Trufas e Frutas Vermelhas.<br />
Em série especial, as duas versões completam a linha que já conta com os sabores Amêndoas e Passas, Cereais e Passas, Avelã, Castanha-do-Pará, Intense e Diet. A linha de tabletes Talento foi lançada em 1993 em sete variantes. Em 2000, encorpou com a versão de frutas. O tablete isento de açúcar só foi incorporado em 2005 e, dois anos depois, veio o Talento Intense, com teor de 55% de sólidos de cacau e pedaços de amêndoas. No mesmo ano, a marca foi também acionada na linha de sorvetes da Garoto.</p>
<h3 style="text-align: center;">QUEM: GUARANI<br />
PRODUTO: AÇÚCAR<br />
GANCHO: NOVAS EMBALAGENS</h3>
<p style="text-align: justify;">Em linha com as diversas ações voltadas para a sustentabilidade e com o processo de revitalização da sua logomarca, a Guarani apresenta novas embalagens de açúcar refinado (1 e 5kg) e açúcar cristal (1, 2 e 5kg). Além de conceitos atuais de bem viver, a nova identidade agrega valor emocional e confere maior visibilidade para os produtos.<br />
Assim como a logomarca que transmite atualização e modernidade, mas preserva sua identidade, as embalagens mantêm as cores tradicionais com os tons de verde e vermelho para a açúcar refinado, e azul e vermelho para o açúcar cristal. Essa proposta reforça a identidade da marca e facilita a vida das consumidoras para que encontrem o produto de maneira mais fácil. O visual insere a marca Guarani em um contexto mais convidativo, através da inclusão de uma personagem que traz emoção e afinidade com as consumidoras. A Guarani inovou incorporando dicas de bem-estar e de saúde, e o conceito de conscientização de uso do açúcar.</p>
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		<title>PONTO DE VISTA</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 14:13:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[Inovar é Fundamental! Não é novidade que as empresas que mais investem em pesquisa, tecnologia e inovação ocupam lugar de destaque no ranking das que exibem melhor desempenho. Os fabricantes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">Inovar é Fundamental!</h3>
<p style="text-align: justify;">Não é novidade que as empresas que mais investem em pesquisa, tecnologia e inovação ocupam lugar de destaque no ranking das que exibem melhor desempenho. Os fabricantes de commodities não estão fora desta análise, principalmente aqueles voltados para o setor de balas, confeitos e gomas de mascar que, além de enfrentar concorrência global, também precisam gerenciar uma guerra de preços no mercado interno. Este mercado, comumente chamado de “candies”, sofre forte impacto destes fatores, e os preços dos produtos não proporcionam uma suficiente e satisfatória rentabilidade para se reinvestir na melhoria dos processos e produtos.<br />
Trata-se, por outro lado, de um mercado que fabrica mais de 500 mil toneladas de produtos, com significativa penetração no mercado externo. Diante deste cenário, e somado o fato de que este setor apresentou um crescimento de 18% no consumo interno em 2010 em relação a 2009, gostaria de comentar sobre alguns caminhos para alavancar o segmento de candies no Brasil e no exterior.<br />
Levemos em conta que balas e gomas de mascar são compradas por impulso e pela força da atração de suas embalagens. Investir na criatividade, na beleza e inovação desta área é muito importante para conquistar o consumidor.<br />
Outro fator fundamental é o foco em pesquisa para a criação de produtos com sabores agradáveis e diferenciados para proporcionar prazer prolongado pelo paladar. Segundo pesquisa qualitativa que desenvolvemos pela ABICAB, fica claro que o lançamento de novos sabores, e principalmente os de frutas, geram alta curiosidade e desejo de experimentação por parte dos consumidores, sejam eles crianças ou adultos. Ainda dentro deste tópico, ressalto que os empresários devem levar em conta em suas estratégias a tendência global de saudabilidade do setor e utilizar aromas e corantes naturais.<br />
A textura é mais uma forte característica das balas e gomas de mascar. Duras, macias, mistas, recheadas, drageadas, cobertas com chocolates, enfim, são inúmeras opções para se criar e inovar também neste setor, assim como na criação de novos formatos como estrela, lua, coração etc.<br />
A valorização do produto é outro ponto vital no negócio do setor. Devo acrescentar, no entanto, que sem uma distribuição planejada, eficiente e variada, parte destes esforços é perdida.<br />
O setor, enfim, tem inúmeras oportunidades a serem exploradas. Uma delas, por exemplo, é o o crescimento de consumidores das classes C e D, que estão dispostos a pagar por produtos diferenciados e de qualidade.<br />
Concluímos que todos estes fatores levam a um mesmo objetivo: incluir a inovação e a qualidade dos produtos como investimentos fundamentais no plano de negócios das empresas e, com isso, fazer com que futuramente, este seja o DNA da indústria brasileira de candies.</p>
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		<title>EQUIPAMENTOS</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 14:09:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[Produção é com elas &#160; Grifes de linhas compactas da Codipar surfam na onda do consumo de chocolate &#160; A constatação por parte da indústria e varejo de que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">Produção é com elas</h3>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: center;">Grifes de linhas compactas da Codipar surfam na onda do consumo de chocolate</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">A constatação por parte da indústria e varejo de que a demanda de chocolates vem bombando é confirmada pela ala de máquinas. Ainda dependente de linhas de produção e tecnologia de domínio estrangeiras, o setor vem sendo beneficiado por diversos fatores conjunturais, entre os quais a disponibilidade de crédito, câmbio favorável a importações e a tendência de equipamentos menores e mais acessíveis. “Os fabricantes de linhas de grande porte perceberam que havia oportunidades para a colocação de máquinas para médias e pequenas produções e, valendo-se da tecnologia que dominam, vêm adaptando-as para a criação de modelos mais compactos”, observa Andreas Loewens, gerente técnico da Codipar, representação comercial de grifes globais de máquinas para processamento de chocolates e confeitos (confectionery), tais como BSA Schneider, Aasted-Mikroverk e Duyvis Wiener. Para ele, tanto a procura de linhas sofisticadas e de maior porte para projetos de novas plantas como a busca por equipamentos menores para atendimento a doçarias e confeitarias têm galopado juntas nos últimos 4-5 anos. “Mas as vendas de conjuntos para produção de chocolate acompanham um ritmo diferente da demanda de linhas compactas, pois os projetos desse reduto demandam vários anos, enquanto um negócio de menor porte chega a encomendar mais de uma linha em um mesmo ano”, informa Loewens.<br />
Flavio Marcos Souza, gerente comercial da Codipar, insere que essa clientela ávida por equipamentos de menores dimensões e de custo acessível vem alimentando boa parcela da carteira de encomendas das seis representações da empresa só na área de chocolate. Entre os destaques do portfólio, ele pinça a temperadeira compacta para chocolate da dinamarquesa Aasted. “Em comparação a modelos similares, ela economiza 20% a mais de energia elétrica e 30% de água”, confronta o especialista. Lowens completa que a economia propiciada pelo equipamento atinge 10 Watts por quilo (W/kg) de chocolate temperado. O modelo QCHOC-400, detalha ele, exibe a metade do tamanho de um equipamento convencional para a sua capacidade, de 400 quilos por batelada (batch), processando a mistura da massa, moagem (até 18-20 micra) e a conchagem em 2-3 horas contra 5 horas em uma máquina tradicional. “Ela é sozinha uma fábrica inteira de chocolate”, entusiasma-se o expert.<br />
Além disso, complementa Lowens, é possível temperar apenas uma parte da massa para eliminar os chamados cristais alfa, não desejáveis na mistura. O equipamento promove uma temperagem tão bem feita, que semeia os chamados cristais beta, estes sim desejáveis,repassando-os para o restante da massa. “A Aasted é o Rolls Royce das linhas de temperagem e moldagem”, assinala o gerente da Codipar, completando que uma das marcas registradas da tecnologia dessa empresa são os tabletes e ovos que misturam versões de chocolate escuro e branco no mesmo produto.<br />
Souza acrescenta que o QCHOC-400, versão de ponta da família de linhas compactas integradas que inclui o modelo QCHOC-50 (50 quilos/batch), é ideal para a fabricação de receitas diferenciadas de chocolate em quantidades reduzidas. “Vamos instalar a terceira linha na indústria Chocolate Araucária, de Campos do Jordão (SP), que se transformou em uma espécie de showroom da marca”, sublinha o executivo. Essa empresa produz chocolate para abastecer as três unidades de varejo que mantém em Campos do Jordão atende uma clientela private label, relata Souza. Com a substituição do sistema tradicional por dois equipamentos Aasted, que vêm operando há dois anos, a Araucária alcançou uma economia de energia elétrica de 50%, crava o gerente da Codipar.<br />
Descompasso na demanda<br />
A representação fez nome na cena local de chocolate por conta também da BSA Schneider, fabricante alemã de conchas, misturadores horizontais, sistema de bombeamento pig e tanques para processamento de massa, que equipa a maioria das plantas dos maiores fabricantes do país. “Em termos de volume vendido é o número 1 no Brasil”, estima Souza.<br />
Referência mundial em prensas para cacau e linhas completas para chocolate, a Duyvis Wiener é outro destaque do portfólio da Codipar. Lowens argumenta que, no cenário atual, persiste um descompasso entre a demanda mundial de chocolate e a oferta de cacau ou derivados de cacau de boa qualidade. É na garupa desse desequilíbrio que a procura por equipamentos como os da Duyvis Wiener, capazes de processar desde o grão de cacau até a moldagem do chocolate, ganham cada vez mais espaço.<br />
Há cerca de 8-10 anos, a situação era extremamente desfavorável para os fabricantes de chocolate, principalmente os de pequeno e médio portes, comenta Lowens. “O câmbio do euro e para o real era de 1 para 4, inexistiam linhas de máquinas acessíveis e os programas sociais no Brasil estavam ainda decolando”, relembra o gerente técnico. Com o fortalecimento do poder aquisitivo das populações de baixa renda e o surgimento da nova classe média esse quadro mudou drasticamente. Em paralelo, o custo dos equipamentos caiu pela metade e a atual geração de linhas para produção passou a incluir os sistemas compactos. “Uma linha Wiener, por exemplo, é cotada hoje a um terço do preço de uma concha convencional”, ilustra o gerente.<br />
Entre as representadas recentes no mostruário da Codipar, Lowens sublinha a Agathon, fabricante de moldes para chocolate cuja tecnologia de ponta permite a reprodução de fotos e ilustrações na superfície dos produtos com alta precisão. “Além disso, a Agathon disponibiliza aos clientes o seu Chocolate Design Center, que opera como uma agência de design e desenvolvimento de produtos, um serviço inovador e incluído no custo dos moldes”, conclui.</p>
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		<title>INSUMOS</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 14:07:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[Cacau Incerteza no Ar Como havia sido previsto, as cotações do cacau continuaram em queda durante todo mês de dezembro do ano passado até o início de janeiro, aproximando-se ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">Cacau</h3>
<h3 style="text-align: center;">Incerteza no Ar</h3>
<p style="text-align: justify;">Como havia sido previsto, as cotações do cacau continuaram em queda durante todo mês de dezembro do ano passado até o início de janeiro, aproximando-se ao nível de US$ 2000 na Bolsa de Nova York. A baixa foi causada por uma combinação de vendas dos principais países de origem – Costa do Marfim e Gana – e de vendas de fundos especulativos, motivadas pelo elevado volume das entradas de cacau desses países, que pareciam projetar um novo superávit da safra mundial corrente. A falta de interesse comprador pela indústria, confortavelmente abastecida com compras para cobertura de suas necessidades dos próximos 7-8 meses, intensificou a queda. Uma reviravolta explosiva em meados de janeiro projetou os preços de volta para níveis em torno de US$ 2.400, quando notícias de clima desfavorável nas regiões produtoras da África Ocidental, perspectivas de uma queda repentina das entradas de cacau dos principais países produtores e previsões de um déficit na safra da ordem de 100 a 200 mil toneladas induziram os fundos especulativos a cobrir suas posições vendidas. A partir da alta inicial, os mercados adotaram um comportamento indeciso e nervoso, com repetidas altas e baixas. O mês terminou com uma queda igualmente violenta, acionada pelo anúncio do governo da Costa do Marfim do início das suas vendas de cacau para entrega na safra 2012/2013. A notícia foi interpretada como tendo viés baixista, induzindo os fundos especulativos a voltar a assumir posições vendidas.<br />
O elemento que terá forte influência sobre o comportamento do mercado no futuro próximo é a evolução do novo programa de comercialização pela Costa do Marfim. O governo desse país, o maior produtor de cacau do mundo, com mais de 35% da safra mundial, decidiu abandonar o sistema de livre comércio adotado nos últimos 12 anos e instituir um programa de vendas futuras de 70-80% da sua previsível produção de cacau a ser colhido na safra 2012/2013 em leilões diários, sob o controle e com garantia de um órgão estatal. Realizados os primeiros pregões a partir de 30 de janeiro, um porta voz do governo declarou que os resultados foram “satisfatórios”, mas a maioria das grandes empresas compradoras que atuam no país alega não estar participando dos lances e exige melhores esclarecimentos das condições antes que decida participar das operações. Essa indefinição e as opiniões controversas a respeito do comportamento da demanda mundial de cacau neste início de ano introduziram fatores de incerteza que tornam difícil fazer qualquer previsão sobre o comportamento dos preços.</p>
<h3 style="text-align: center;">Trigo</h3>
<h3 style="text-align: center;">Horizonte de Volatilidade</h3>
<p style="text-align: justify;">O mercado internacional de trigo viveu momentos distintos neste mês de janeiro. O primeiro foi de alta no início do período, acompanhando as cotações do milho que sofria com a seca na América do Sul. Em um segundo momento, passou a ensaiar quedas (a partir do dia 12) em função da divulgação do balanço de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), aumentando estoques mundiais de trigo e também do milho. A partir daí e até o final do mês, seguiram-se mais uma vez as altas, fazendo com que a commodity retomasse os patamares de novembro e final de outubro.<br />
O motor dessas elevações no final do mês foram as especulações em torno da suspensão das exportações de grãos por parte da Rússia e a onda de frio que atinge a Europa, ameaçando o trigo do Hemisfério Norte. Ainda assim, os preços seguem um padrão sazonal de se elevarem até a definição do potencial de produção dos trigos americano e europeu, sendo que os meses chaves para uma mudança de postura são abril e junho. O primeiro, pela declaração de área plantada e estoques de trigo americano, e o segundo pelo início da colheita no Hemisfério Norte. Até lá os meses são de grande volatilidade, ao sabor das notícias de clima e de produção.</p>
<h3 style="text-align: center;">Açúcar</h3>
<h3 style="text-align: center;">Recomposição  de Estoques</h3>
<p style="text-align: justify;">O mercado internacional de açúcar atingiu um pico máximo de preços em julho de 2011 e, desde então, vem apresentando viés baixista.<br />
O gráfico acima demonstra os preços mensais do açúcar demerara no mercado spot internacional na safra 2010/2011 (observado) e previstos pela JOB Economia e Planejamento, em seu relatório mensal de monitoramento de mercado, na safra 2011/2012.<br />
Em função da incerteza econômica global e do superávit esperado para a próxima safra mundial de açúcar observamos preços declinantes.Também aguardamos o início de recomposição dos estoques mundiais de açúcar.<br />
Estamos considerando clima normal para os principais países produtores e admitindo que a safra mundial 2011/2012 possa até superar as previsões. Isso se deve, em particular, ao bom desempenho na Europa, Rússia, Índia, América Central e Tailândia.<br />
Quanto à próxima safra brasileira (2012/2013), a partir de abril no Centro-Sul, antevemos crescimento, ajudado por incremento de 85% na área plantada de cana-de-açúcar. Tudo, porém, depende do clima.<br />
Na última previsão de 17 de outubro estimamos em 502 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na moagem no Centro-Sul. De acordo com o monitoramento da safra de cana realizado pelo Ministério da Agricultura (Mapa), até 31/12/2011, a moagem de cana na região Centro-Sul foi de 498,2 milhões de toneladas e, portanto, em linha com nossas previsões. O quadro abaixo apresenta um comparativo do andamento das safras 2010/2011 e 2011/2012 apurado pelo governo:<br />
Enfim, baseado nos fundamentos do mercado internacional de açúcar e nas perspectivas para a próxima safra brasileira, a expectativa é de que teremos uma maior produção de açúcar e etanol no próximo ciclo sendo que o viés deverá ser mais alcooleiro.<br />
Estas e outras questões relevantes que envolvem o presente e o futuro do setor de açúcar e etanol serão discutidas no 11º Seminário JOB Economia, em março próximo.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>MIX</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 14:04:44 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[Boutique do Chocolate A Ferrero inovou em sua última campanha de Natal, segunda data mais importante para a indústria de chocolates depois da Páscoa, introduzindo o conceito de boutique de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">Boutique do Chocolate</h3>
<p style="text-align: justify;">A Ferrero inovou em sua última campanha de Natal, segunda data mais importante para a indústria de chocolates depois da Páscoa, introduzindo o conceito de boutique de chocolate. Com investimento de R$ 500 mil, a empresa abriu dez ilhas batizadas de Ferrero Boutique dentro de supermercados da capital paulista, informa Renato Zanoni, gerente de marketing da empresa. A ação promocional, acrescenta ele, ocupou espaço de sete metros quadrados em lojas da rede Pão de Açúcar. Segundo o executivo, a ideia de criar espaços exclusivos em redes de varejo ganhou esse formato para melhor recepcionar o consumidor com as linhas de chocolates e bombons para presente. Lá o consumidor pode degustar o bombom Ferrero Rocher e encontrar as caixas do produto próprias para presentear em ocasiões como Natal e aniversários.<br />
Durante esse ano, a Ferrero também estará investindo na instalação de 25 pontas de gôndola em supermercados para elevar a visibilidade das marcas da fabricante, tais como Nutella, Kinder Ovo e Tic Tac. Além disso, veicula desde a virada do ano na TV a nova campanha de Ferrero Rocher, assinada pela agência White, que tem como tema o herói grego Ulisses. “A Ferrero aposta dessa forma no relacionamento da marca diretamente com o consumidor. Em um ambiente glamuroso e que exibe toda a exclusividade da linha de chocolates premium da marca, o consumidor pode conhecer os produtos através de degustação, ter acesso a todos os lançamentos, além de poder levar as bandejas em vistosas embalagens presenteáveis”, comenta Zanoni. Para as festas de fim de ano, a empresa promoveu itens exclusivos, com novos formatos de embalagens e cartão-presente nas principais apresentações da linha regular. Tudo isso de uma forma acessível, com toda linha disponível nas principais redes de supermercado de todo o país, a preços entre R$17 e R$ 35, orça o gerente.</p>
<h3 style="text-align: center;">Forró no Balcão</h3>
<p style="text-align: justify;">Apesar da crise na União Europeia, onde está a matriz da Nestlé, a subsidiária brasileira da companhia não altera sua programação de investimentos para 2012, principalmente no Nordeste, assegura Ivan Zurita, presidente da companhia no país, confirmando o plano de injetar, no mínimo, R$ 500 milhões ao longo do ano. Ele não descarta, inclusive, a construção de mais uma fábrica, decisão a ser discutida.<br />
Segundo o dirigente, cinco das 31 unidades brasileiras terão aumentada a capacidade. As fábricas de Garanhuns (PE) e de Carazinho (RS), por sinal, foram inauguradas em 2010. A primeira produz iogurtes e bebidas lácteas fermentadas e operava com potencial para 50 mil toneladas por ano quando entrou em atividade. A segunda planta, adquirida da Parmalat, somava capacidade de 150 mil litros/ano de leite condensado e creme de leite à época de sua inauguração. E em Feira de Santana (BA), a unidade mais robusta da companhia na região também deve ser ampliada. Além do Nordeste, ela abastece o Norte com sucos, leite em pó, miojo, cereal e café solúvel. Ainda na Bahia, a fábrica de Itabuna passará por reforma, tal como a de Araras, no interior de São Paulo.</p>
<h3 style="text-align: center;">Crocância Garantida</h3>
<p style="text-align: justify;">De olho na ampliação de sua fatia no mercado de nuts glaceadas doces, a rede Nutty Bavarian introduz uma forma de comercialização para sua linha de confeitos à base de macadâmias, nozes, castanhas de caju, amendoins e amêndoas. Batizada de Nutty Express, a novidade oferece os produtos fora dos tradicionais quiosques da rede, informa Adriana Auriemo, diretora executiva da empresa. Ela detalha que, nesse novo formato, as nuts glaceadas são ofertadas prontas para serem consumidas a qualquer hora do dia ou da noite, podendo ser disponibilizadas em diversos estabelecimentos comerciais como hotéis, supermercados, empórios, doçarias e cafeterias, entre outros pontos de venda (PDV). Além dos tamanhos já conhecidos nos quiosques, mas com o diferencial que inclui a adoção de embalagens longa vida, a Nutty Express oferece o produto em pacotes flexíveis com fechamento do tipo Zip, acrescenta a executiva. “Em versões de 20g, 200g, 500g e 1Kg, eles podem ser abertos e fechados inúmeras vezes sem a qualidade, o aroma e o sabor das nuts sejam prejudicados”, sublinha ela.<br />
Outro diferencial inserido no cardápio é o Corporate Nutty Express, que personaliza embalagens e apresentações para empresas e eventos. “Para esta modalidade podemos direcionar as embalagens e quiosques com todas as características da empresa ou do evento. Desta forma, o produto torna-se uma ótima opção de brindes”, explica a diretora.</p>
<h3 style="text-align: center;">Aposta no Brasil</h3>
<p style="text-align: justify;">Ao anunciar corte de 1,6 mil funcionários na América do Norte, a Kraft Foods divulgou seu balanço de 2011 com crescimento de 10% na receita líquida. O resultado foi puxado, sobretudo, pelo crescimento nos países em desenvolvimento. “Encerramos o calendário de 2011 com um fortalecimento dos negócios em cada região geográfica em que atuamos”, assinalou a presidente da Kraft Foods Irene Rosenfeld. Para ela, o ciclo virtuoso de investimento do grupo continua a recompensar em todo o mundo, apesar do ambiente operacional difícil. Em agosto passado, a Kraft Foods anunciou a divisão da companhia (spin-off) em duas empresas, processo que deve se concluir até o fim deste ano. Uma delas reunirá o negócio mundial de guloseimas e a outra abrigará a divisão de mercearia da América do Norte (bebidas, queijos e refeições prontas), que conta com marcas tradicionais e maduras, com baixo potencial de crescimento. O faturamento anual dessa unidade será da ordem de US$ 16 bilhões.No Brasil, quase todo o portfólio da Kraft se enquadra no segmento de guloseimas. As exceções são o queijo cremoso Philadelphia, o fermento em pó e a gelatina Royal e os refrescos em pó Tang, Clight e Fresh. “Temos diante de nós a oportunidade de dividir a Kraft em duas empresas com objetivos bem diferentes e mais condições de crescer separadas do que juntas”, sublinha Irene Rosenfeld. O Brasil, segue a presidente, já é o maior mercado emergente. “Crescemos 16% no primeiro trimestre por aqui. Vamos investir 600 milhões de dólares para crescer no Brasil nos próximos três anos. O país é um dos poucos em que as duas companhias tinham uma presença relevante e marcas dominantes de mercado. É daqui que virá boa parte dos ganhos esperados entre as duas companhias”, conclui Rosenfeld.</p>
<h3 style="text-align: center;">Expansão Antecipada</h3>
<p style="text-align: justify;">Apenas seis meses após a inauguração da sua primeira fábrica na América do Sul, a SIG Combicloc anuncia um investimento adicional de R$ 70 milhões na unidade de Campo Largo (PR). “A empresa deve totalizar crescimento acima de 50% em 2012, por isso será necessário acelerar a implementação da segunda fase do projeto da fábrica brasileira. Ampliaremos a capacidade de produção para três bilhões de embalagens por ano, gerando 30% mais empregos diretos até 2013 ”, anunciou Ricardo Rodriguez, diretor presidente da SIG Combibloc América do Sul, a representantes da indústria de leite longa vida. Hoje este item representa, aproximadamente, 72% do volume, em litros, do total de embalagens cartonadas assépticas comercializadas no Brasil, segundo o Instituto de Pesquisas Canadean. Dos restantes 28%, o maior volume segue para os segmentos de sucos prontos, néctares, bebidas lácteas e à base de soja e água de coco.</p>
<h3 style="text-align: center;">GB em Marcas Próprias</h3>
<p style="text-align: justify;">Fabricante dos sucos e néctares Camp e Top Fruit, a General Brands (GB) anunciou em janeiro que vai produzir, em Guarulhos, as linhas de sucos prontos para beber (SPB) das redes Wal-Mart, Pão de Açúcar e Carrefour. A expectativa da GB é a de que a produção das marcas próprias represente, até o final de 2012, cerca de 10% de todo o volume produzido pela empresa. Com faturamento na casa de R$ 200 milhões, a GB investe em paralelo na instalação de uma fábrica em Alagoas, com o objetivo duplo de abocanhar uma demanda sem sazonalidade e, principalmente, reduzir seus custos logísticos. “Bancamos um frete que equivale a 20-25% do preço final do produtos. Esse custo é monumental e rói toda a competitividade da marca na região”, sintetiza o diretor Isael Pinto. O contrato com as varejistas para a produção de SPB, completa ele, inclui as marcas Sentir Bem, +ekomomico e Bompreço, do Wal-Mart; Taeq e Qualitá, do GPA; e Viver e Dia%, do Carrefour.<br />
Com financiamento do Banco do Nordeste e do BNDES, repassa Isael Pinto, a GB está injetando cerca de R$ 12 milhões de seu caixa na planta de Alagoas, com a qual espera elevar as vendas regionais, hoje em dia em torno de 14% do faturamento geral. A unidade produz desde o início do ano os refrescos em pó Camp e Fructus, os chicles Gang e uma linha bebidas mistas, novidade no portfólio da GB, anuncia Pinto. “A partir do segundo semestre, iniciamos a fabricação de sucos prontos, contribuindo assim para a meta de triplicar as vendas totais até 2015”, sublinha ele. Isso será possível com o auxílio da nova unidade, que irá fortalecer o abastecimento no Norte e Nordeste. “O consumo per capita doméstico é de 2,9 litros, enquanto o do argentino é de 17 litros e o do nordestino é ainda menor, na faixa de 1,5 litro, ou seja, há muito espaço para crescermos”, ressalta o executivo.<br />
Para ele, o debate sobre qualidade de vida deve se intensificar, norteando os lançamentos da categoria, com mais sabores, nutrientes e ingredientes especiais. “Cada vez mais a qualidade vem agregando valor aos produtos e eles chegam hoje à mesa do consumidor enriquecidos com polpas de fruta, vitaminas e até insumos funcionais. Ter qualidade se tornou imprescindível”, avalia Pinto. Foi observando tendências como essas que a GB cravou alta de 20% na ala de refrescos de 25% no reduto de néctares no último ano em comparação ao período anterior. “Nosso principal investimento é direto no PDV, com ênfase nas promoções para lojistas e consumidores”, grifa o dirigente da GB. Entre as novidades para a temporada em curso, ele inclui o Camp Zero sabor Coco Verde e a linha Camp Soja, primeira incursão da marca no segmento de bebidas à base de soja.</p>
<h3 style="text-align: center;">Correção de Rota</h3>
<p style="text-align: justify;">Ao completar 30 anos no Brasil, a argentina Arcor exibe um balanço invejável, porém repleto de pontas a acertar. Embora lidere diversos segmentos do universo local de candies, do qual retira quase 40% das vendas orçadas em R$ 1 bilhão, detém apenas 4,4% de participação nas vendas gerais de chocolate e fatia de 6,7% do movimento total de biscoitos no país. Pensando em mudar esse cenário, a companhia adotou diversas providências, a começar pela contratação em 2011 do executivo Oswaldo Nardinelli para a direção geral. Oriundo dos quadro da da Adams, divisão da Warner Lambert, repassada à Pfizer e, depois, à Cadbury, adquirida em 2010 pela Kraft Foods, o experiente negociador planeja um cavalo de pau nos rumos que a Arcor vem tomando no país. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, no começo de fevereiro, Nardinelli antecipou as ações com as quais pretende reorganizar o portfólio da marca e cumprir a meta de dobrar o faturamento atual de R$ 1,8 bilhão até 2016.<br />
A primeira providência inclui a maior campanha de marketing de chocolates da história da Arcor. “Vamos investir R$ 25 milhões para elevar a participação dos chocolates na receita da empresa, um produto de valor agregado bem maior do que balas e chicles”, pondera o executivo. Apesar de operar uma fábrica moderna em Bragança Paulista (SP), há anos a empresa tenta encorpar a fatia que detém nesse mercado, bem atrás da Kraft/Lacta, Garoto e Nestlé. Os chocolates da Arcor, no entanto, respondem por 24% das vendas da companhia no país. Segundo Nardinelli, desde o início do ano estão sendo investidos R$ 5 milhões em merchandising da marca na categoria dentro do programa O Melhor do Brasil, do apresentador Rodrigo Faro, na TV Record. Outros R$ 20 milhões serão aplicados em ações de degustação, promoções e divulgação do chocolate em pontos de venda (PDVs). A Arcor, observa o diretor geral, nunca teve uma campanha de mídia nacional, permanecendo restrita a iniciativas regionais. “Vamos aproximar a marca do consumidor final”, assinala Nardinelli.<br />
Em paralelo a essa ofensiva, a empresa investe R$ 60 milhões nas unidades de Bragança Paulista e Rio das Pedras no interior de São Paulo, visando dobrar a produção de chocolates da marca Tortuguita e das balas Butter Toffees, carro-chefe da linha de caramelos da Arcor. “Hoje estamos trabalhando praticamente no limite da capacidade instalada”, situa Nardinelli. Nos investimentos em marketing da companhia, que devem esticar 50% este ano, ele inclui o lançamento da linha de biscoitos de apelo saudável Cereal Mix, da grife Triunfo. “Entre ações de marketing e aumento da capacidade de produção, vamos investir mais de R$ 100 milhões este ano”, arredonda o diretor. Para o ano em curso, a meta da Arcor é crescer 13% em faturamento. Para isso, Nardinelli já contratou mais vendedores, totalizando um incremento de 20% na sua equipe de vendas de mais de 850 profissionais. “Para atingirmos a meta não descartamos aquisições, mas ainda há muito espaço para crescimento orgânico nesse primeiro momento”, ele deixa no ar.</p>
<h3 style="text-align: center;">Amor Barato</h3>
<p style="text-align: justify;">Se existe uma instituição contra o bom mocismo em marketing, chama-se o zoológico do Bronx. No ano passado, para marcar a passagem do Dia dos Namorados, o zoo novaiorquino ofereceu ao público a oportunidade de batizar 58.000 baratas do seu viveiro e pulularam assim nomes completos de sogras, ex-cônjuges ou paqueras inatingíveis. Para este ano, o zoo vai vender na data temática, aceitando encomendas desde 6 de fevereiro, réplicas pintadas de baratas voadoras de Madasgascar em chocolate amargo, moldadas artesanalmente pela também nova iorquina The Chocolate Box. Os clones são chamados de Cocoa Roach, matreira deturpação do termo cockroach (barata). Quanto ao preço, a unidade do inseto sai por US$ 15, enquanto  um casal custa US$ 25 e a gravação de um nome na barata, solicitada previamente, é efetuada por US$ 10. Um barato.</p>
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		<title>CANAL DE VENDAS</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 13:58:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[NOS TRILHOS DAS PARCERIAS &#160; Cobertura de fabricantes transforma o atacado Bondinho em PDV de chocolate gourmet &#160; Uma das facetas do boom atual na demanda de chocolate é o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">NOS TRILHOS DAS PARCERIAS</h3>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: center;">Cobertura de fabricantes transforma o atacado Bondinho em PDV de chocolate gourmet</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das facetas do boom atual na demanda de chocolate é o flagrante crescimento da atividade artesanal. Quem é do ramo sabe que esse movimento foi possível graças aos cursos culinários até hoje promovidos nos atacados doceiros espalhados por todo o país. Entre os pioneiros nessa ala, o balcão paulistano Bondinho sobressai por dedicar especial atenção ao chamado filão gourmet, suprindo com chocolates finos chefs de pâtisserie de restaurantes, hotéis e catering, além de fabricantes artesanais de variados portes. “Fazemos um trabalho forte com fornecedores como Harald, Garoto e Barry Callebaut, promovendo cursos para profissionalizar cada vez mais essa atividade”, enfatiza Cadu Heilberg, diretor da distribuidora. Há dois anos no comando do estabelecimento, Cadu e sua irmã, a chef Alê Heilberg, transformaram o perfil da loja, que operou como balcão atacadista convencional de candies por mais de três décadas.<br />
Hoje a venda de chocolate, com mais de 8.000 itens na forma de coberturas, compounds, pasta americana e artigos de confeitaria, abocanha de 60% a 80% do movimento do Bondinho, cabendo o restante a itens como moldes, embalagens e apetrechos para confeitaria, detalha Cadu Heilberg. “Para não desfigurar o negócio também operamos a venda de linhas de confeitos, como balas, bombons e chicles”, observa o comerciante, estimando o giro de chocolates em cerca de três toneladas mensais, equivalente a 300 embalagens de cobertura por dia.<br />
Um dos diferenciais da operação atual tem origem nas parcerias com fornecedores, incluem ações promocionais inusitadas, como visitas a fábricas de chocolate. “Faz parte do aprendizado repassado através dos cursos culinários e tem por objetivo, além de ilustrar a parte didática, motivar o cliente”, comenta Heilberg.<br />
Entre as atrações esperadas para a presente temporada, ele sublinha a parceria com a Barry Callebaut que encarregou a chef chocolatier Solange Piagge – atual embaixadora da marca – de iniciar a temporada de cursos no atacado. “A partir de março, ela estará ministrando aulas mensalmente em nossa loja”, anuncia Heilberg. Ele acrescenta que o Bondinho perfila entre os cinco maiores distribuidores da Barry Callebaut no estado de São Paulo e foi selecionado para comercializar a linha de chocolates e coberturas da marca Sicao, proveniente da fábrica inaugurada pelo grupo suíço em Extrema (MG). Plínio Freitas, gerente de vendas da Barry Callebaut, relata que a parceria com o Bondinho para atendimento ao setor de food service (alimentação fora do lar), anterior à administração atual, foi fortalecida com a atuação dos irmãos Heilberg. “Eles já comercializavam as linhas de chocolate importadas Cacao Barry e Callebaut e, agora com a produção local, darão continuidade à distribuição, com todo suporte da empresa”, frisa o executivo. Ele detalha que a linha Sicao, até o ano passado distribuída pela Bunge, através de parceria não renovada este ano, conta com 12 itens, entre barras de um e dois quilos, e tem custo cerca de 20% mais em conta que os itens das grifes Cacao Barry e Callebaut.<br />
Serviço e atendimento<br />
A clientela do Bondinho também mudou. Até a entrada em cena dos atuais dirigentes era basicamente formada por pequenos varejistas e donas de casa interessadas em aumentar a receita doméstica. “Depois da reforma da loja, no início de 2010, todos perceberam que o mix era diferente, com ênfase em artigos finos de confeitaria, muita pasta americana e, sobretudo, chocolate da melhor procedência e qualidade”, argumenta Heilberg. Foi no boca a boca, ele situa, que aos poucos clientes com outro perfil, como chefs de restaurantes, cujo consumo não justifica compras diretas dos fornecedores, foram encorpando o cadastro do Bondinho. “O estabelecimento mudou radicalmente nos últimos dois anos. Enfatizamos muito hoje em dia a pauta de serviços e atendimento, pois produtos todos têm”, sublinha o atacadista.<br />
Outra sacada bem sucedida: a atenção especial a acabamentos, embalagens e acessórios. Por conta desse diferencial, o Bondinho foi escolhido pela Cromus, um dos impulsionadores da atividade artesanal no país, para exibir as coleções de embalagens prontas da empresa, operando como um showroom fora das dependências da gráfica. “Estamos hoje entre os 300 maiores clientes da Cromus e, devido a essa posição, recebemos equipes de promotores em tempo integral, efetivo reforçado em datas temáticas como a Páscoa”, completa o diretor do Bondinho.</p>
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		<title>ÍCONES</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 13:54:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[Bola dentro &#160; Depois de revolucionar o mercado de chicles, Bubbaloo segue liderando as inovações na categoria &#160; O universo dos chicles de bola no Brasil pode ser dividido em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">Bola dentro</h3>
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<h4 style="text-align: center;">Depois de revolucionar o mercado de chicles, Bubbaloo segue liderando as inovações na categoria</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O universo dos chicles de bola no Brasil pode ser dividido em antes e depois dele. Até a sua aparição, em meados dos anos 80, esse mundo era dominado pelo chamado chicle tijolinho (brick), de formato retangular, nos sabores fixos de tutti-frutti e hortelã, embalagem portfólio e ofertado com coleções de figurinhas. Quando surgiu em 1984, o Bubbaloo revolucionou a categoria. Desenvolvido a partir de um projeto engavetado na década anterior na incubadora da Adams, divisão de guloseimas do laboratório Warner Lambert, detentor à época da marca hoje pertencente ao portfólio da Kraft Foods, o primeiro chicle macio com recheio líquido foi sucesso instantâneo. Além de fazer bolas grandes, o produto inovou ao introduzir o formato arredondado, textura macia – graças a insumos importados como a sua goma base –, tamanho maior que os demais chicles da época e o centro líquido, avanço que permaneceu por anos uma exclusividade da marca. Bubbaloo logo assumiu o posto de número um da categoria, posição aliás mantida até hoje. Chegou a representar 35% das vendas da Adams no Brasil.<br />
Sua divulgação era predominantemente feita nos pontos de venda (PDVs) do varejo tradicional (bares, padarias, mercearias) e a campanha de estreia na televisão foi ao ar no programa do Gugu Liberato, que anunciou o primeiro slogan: “Bubbaloo – A nova geração do chiclé de bola”. Apesar do êxito, foi em 1987 que surgiu a versão de morango, que consagrou de vez a goma de mascar infantil da Adams, sendo a variante preferida até os dias de hoje. No ano seguinte, o produto foi introduzido no mercado espanhol e iniciou a carreira internacional, que colecionou diversos pioneirismos e glórias na década de 90. Foram lançados sabores inovadores como uva, maçã verde e banana, que garantiram à marca recordes de participação no mercado. O produto ganhou os balcões de países da América do Sul, além de México e Portugal. O livro dos recordes da Guinness registra que a maior bola de Bubbaloo foi feita pela jovem americana Susan Montgomery Williams, da Califórnia, em 1994 e mediu 58,4 centímetros.<br />
Nos anos seguintes, para cativar o público a marca inovou mais uma vez introduzindo a estratégia de rotação de sabores, prática utilizada até hoje. Os chicles de tutti-frutti, morango, uva, hortelã e salada de frutas eram comercializados durante todo o ano, mas ao menos duas vezes durante a temporada a empresa soltava duas novidades por tempo determinado. Depois de ser adquirida pelo grupo Pfizer, a Adams passou, em 2003, para o controle da britânica Cadbury que, em 2010, foi incorporada à Kraft Foods. Com a chegada desse novo milênio, a marca passou a assinar a maioria das inovações no mercado brasileiro, a exemplo do Bubbaloo que colore a língua e do sorvete com sabor de chicle Bubbaloo, além do chicle no formato esticadinho. Entre as sacadas que foram destaque da marca, foi introduzido em 2006 o Bubbaloo Golaço, chicle no sabor tutti-frutti com recheio de frutas e formato de bola de futebol. Foi apresentado pelo gato e mascote da marca, Bubba The Cat, junto com o Ronaldinho Gaúcho. A campanha custou mais de R$ 5 milhões, apesar do produto enfeitar o portfólio da marca como edição limitada, comemorativa para Copa do Mundo daquele ano. No ano seguinte, a marca foi introduzida no mercado indiano. A partir daí, Bubbaloo também se caracterizou por lançar sabores exóticos e diferenciados, entre os quais o de damasco, pêssego-uva, cola, citrus, frutas tropicais, lima-limão, torta de limão, limonada suíça, amora, abacaxi, laranja selvagem, frutas vermelhas, melancia, iogurte de morango, napolitano e chocolate.</p>
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		<title>PDV</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 13:51:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[BEM PRÓPRIO PARA MAIORES &#160; Gomas de mascar para adultos puxam a expansão na demanda de toda categoria &#160; Nem a alta das cotações do açúcar, dos insumos básicos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">BEM PRÓPRIO PARA MAIORES</h3>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: center;">Gomas de mascar para adultos puxam a expansão na demanda de toda categoria</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Nem a alta das cotações do açúcar, dos insumos básicos e das embalagens, nem a inesperada inflação, acima das previsões, detiveram o avanço do segmento de gomas de mascar em 2011. Apesar de o termômetro da Nielsen apurar que as vendas em volume no varejo ficaram aquém das expectativas, mas com alta de 3%, o giro em valor da categoria alçou voo de 7%, confirma Marco Seregni, diretor de marketing da Perfetti Van Melle (PVM), um dos motores do setor de confeitos (confectionery). Para o executivo, as linhas de maior valor agregado, em particular as isentas de açúcar, foram as principais responsáveis pelo crescimento (ver quadro à pág.24). “A goma de mascar Mentos Pure Fresh, por exemplo, registrou alta de 45% em volume e 41% em valor no ano passado, uma referência expressiva no reduto de gomas adultas”, ele assinala.<br />
Filão menos prestigiado no passado, as gomas de mascar direcionadas ao público jovem adulto agora respondem pelo avanço da demanda em toda categoria. “O giro está estável em chicles infantis e cresce nas gomas adultas”, observa Ricardo Heineck, diretor de marketing da Docile que, embora praticamente estrear na categoria, busca se posicionar no segmento infantil. Ele justifica que, como a produção ainda é incipiente, a empresa busca desenvolver tecnologia para conhecer e avaliar melhor o mercado, além de definir sua estratégia de atuação.<br />
Na Arcor, que também prioriza no Brasil a demanda infantil, o gerente de marketing de guloseimas Davi Damázio atribui a estabilidade no reduto à alta penetração da categoria de chicles de bola, hoje acima de 95%. “Nos últimos anos o ritmo de crescimento do segmento se reduziu, demonstrando seu grau de maturidade. Já as gomas em pastilha e do tipo stick puxam o crescimento, muito em resposta aos fortes investimentos publicitários, ao elevado volume de novidades e à melhora no poder aquisitivo da população”, resume o executivo.<br />
O quadro atual da demanda de chicles e gomas no Brasil reproduz as tendências que sustentam o consumo da categoria em todo o mundo. Para Damázio, não há dúvida de que o mercado brasileiro tem acompanhado as principais correntes, como a valorização e busca de produtos saudáveis, no geral os isentos de açúcar, com alguma funcionalidade (benefício à saúde) e sabores inusitados (ácidos, combinações de frutas etc.). “No exterior, em função do alto poder aquisitivo, as gomas de mascar funcionais têm crescido bastante, atendendo a um público específico. No Brasil, ainda é um nicho cujo potencial precisa ser melhor pesquisado para se avaliar viabilidades de investimento”, acautela-se Heineck, da Docile. Para ele, no entanto, a manutenção do aumento no poder aquisitivo da população pode acelerar lançamentos dentro dessa corrente de produtos.<br />
Marco Seregni, da Perfetti, sublinha que, em geral, a oferta e o consumo brasileiros têm acompanhado as tendências globais. “Mas há peculiaridades para as adaptações ao mercado local, tais como de formato, de preço e perfil de sabor”, nota. A PVM, ele lembra, introduziu no país as mais recentes inovações, como a da embalagem do tipo garrafa, que aprimora o conceito de impulso com uma apresentação diferenciada, adaptada para consumo no carro e escritório, além da versão carteira, com gomas de mascar tipo slab com 3 camadas, lançada em março de 2011. “Como a garrafa assegura um ‘estoque’ de produto à mão, o consumidor consome mais”, grifa o diretor.<br />
Ele acentua que, além desses aprimoramentos na apresentação, as gomas de mascar são isentas de açúcar, estimulam o segmento que mais cresce nesse mercado, e contêm xilitol, ingrediente natural inibidor da produção de ácidos que danificam os dentes, por sinal bastante difundido na Europa.<br />
Na Florestal Alimentos, detentora das marcas Florestal e Boavistense, o gerente de marketing Adriano Orso nota que a produção doméstica ainda conta com muito espaço para desenvolvimentos, tanto pelo consumo per capita baixo como pelos avanços tecnológicos, nos quais a indústria ainda engatinha. “A oferta de produtos no Brasil ainda está, de certa forma, distante das tendências mundiais de ponta. No entanto, trata-se de um mercado que vem amadurecendo e, com esse processo, as possibilidades tem surgido para as empresas”, argumenta Orso. Para o executivo da Florestal, a falta de regulação por parte da legislação brasileira funciona como barreira a um maior avanço do segmento. Por conta disso, não se cogita apostar por aqui em uma gama de produtos amplamente comercializados fora do país. “Tem-se aí uma grande lacuna, pois os produtos oferecidos ainda são relativamente básicos. As empresas do setor, no entanto,vêm se empenhando para levar aos consumidores produtos mais elaborados”, pondera Orso.<br />
Em sua opinião, linhas que conseguem transmitir um grau de elaboração, isto é, que são percebidas como especiais ou inovadoras, dominam as atuais tendências no país. Tais desenvolvimentos não necessariamente encaixam-se em rótulos como de produto funcional, diet/light ou orgânico, sobressaindo com inovações na apresentação, na formulação ou na criatividade da comunicação. Orso considera que o avanço econômico, a exemplo da ascensão da nova classe média, possibilita aos consumidores de goma de mascar naturalmente destinar maiores recursos a produtos com apelos indulgentes e que instigam o consumo. “Nessa trilha, estamos desenvolvendo itens de maior valor agregado, que promovem novas experiências sensoriais”, sublinha o gerente. Em 2011, ele exemplifica, a Florestal introduziu a goma de mascar laminada IMint, que reforça a experiência de degustação com três tipos diferentes de menta. “Para um produto orientado a gerar refrescância, nada melhor que o consumidor poder escolher perfis diferentes de mentas”, diz. Com sacadas assim a ala de gomas da Florestal registrou no ano passado vendas 8,4% acima do resultado de 2010, repassa Orso.<br />
Ativação na internet<br />
Um dos recursos que tem contribuído para potencializar a demanda de gomas de mascar no país tem sido a internet, todos concordam. Damázio nota que as redes sociais foram adotadas pela maioria das empresa do setor em 2011. “Cada vez mais se investe em sites de relacionamento como Facebook e microblogs como o Twitter, além de sites de compartilhamento e interação de vídeos, a exemplo do Youtube, na tentativa de conferir à comunicação de produtos e marcas um efeito viral”, enfatiza o gerente da Arcor.<br />
Na Docile, a divulgação de produtos, de uma forma geral, passou a incluir as redes sociais, no caso de algumas promoções com sorteio de kits de produtos e brindes. “É uma forma de estar próximo ao consumidor final, mas sabemos que os trabalhos de ativação e de degustação no ponto de venda (PDV) são ainda os que trazem resultado”, analisa Heineck. Para ele, ações diretas no trade (distribuição e varejo) ajudam a alavancar as vendas de gomas de mascar, principalmente no caso de empresas com dificuldades de investir pesado em comunicação. “Promoções junto ao trade como a abordagem do consumidor, com distribuição de amostras (sampling) ou degustações, são as que considero mais efetivas e as que ainda utilizamos mais frequentemente”, grifa o diretor. Seregni, por sua vez, insere que a comunicação da PVM é primordialmente direcionada aos jovens e a internet é uma ferramenta-chave. “Lançamos, por exemplo, o Mentos bala sabor morango, porque o consumidor pediu via redes sociais. Só com a campanha desse produto, a fanpage de Mentos cresceu de 40.000 a 190.000 fãs”, ilustra o diretor. Quanto a ações diretas no trade, ele considera que são importantes ferramentas de vendas em conjunto com a comunicação na TV. “Ativações com materiais de merchandising no PDV nesse caso são cruciais ao lado do trabalho de conferir maior visibilidade aos produtos, com espaços e displays exclusivos”, assinala.<br />
Buscando surfar na onda de consumo em alta na categoria de gomas adultas, a PVM lançou em 2011 nada menos do que 21 produtos. Todos tiveram boa receptividade, confirma Seregni, com destaque para as novas variantes da linha Mentos Gomas de Mascar, a exemplo da versão em slab com três camadas. “Alcançamos outro êxito com o Mentos Mintensity, um pacote de Mentos que tem quatro níveis de refrescância progressivos em um único produto”, descreve o diretor da Perfetti. Dentro da tendência de maior portabilidade, a empresa lançou em janeiro de 2012 o Mentos Goma de Mascar em formato sachê, produto que se escora na praticidade, tanto para consumir quanto para carregar, a preço sugerido ao consumidor na faixa de R$0,60, sob medida para diferentes ocasiões de compra e consumo, direcionado principalmente para o pequeno varejo e público de menor poder aquisitivo. “Segundo a Nielsen, essa família de produtos experimenta forte ascensão, com crescimento em 2011 de 45% versus o ano anterior”, assinala Seregni.<br />
Damázio, da Arcor, informa que o resultado menos expressivo no balanço do último ano é referente ao crescimento das vendas de gomas adultas, a exemplo da linha Flics, que cravou alta de 10%, comprovando a ênfase da companhia no segmento infantil. Por outro lado, as marcas campeãs da empresa fizeram bonito. “Os chicles Poosh! avançaram 18% e a linha Plutonita registrou 54% de alta”, grifa o executivo.<br />
A venda de gomas de mascar infantis, principal mercado de atuação da Docile, estabilizou com preços muito abaixo do que a prática saudável recomenda, motivando dessa forma investimentos em inovações e lançamentos freqüentes, avalia Ricardo Heineck. “O mercado está altamente concorrido”, observa ele. Na tentativa de driblar essa competição, a Docile lançou em 2011 a linha Cléx, de goma de mascar recheada e com casquinha crocante, direcionada ao público jovem adulto. Disponível em duas versões de embalagens (blister com oito unidades e flowpack individual), a novidade nos sabores hortelã e tutti-frutti com recheio de morango agradou. Para se diferenciar na ala infantil, a empresa inseriu o Zoah! Bolinha, chicle de bola macio, recheado, com casquinha crocante, sabor tutti-frutti, disponível para o trade em pacotes de 100 unidades. “Sempre procuramos fugir do convencional. Por ainda não termos domínio da tecnologia de produção, isso tem sido um desafio muito grande. Mas queremos ser inovadores e iremos buscar esse objetivo a médio e longo prazos”, avisa Heineck.</p>
<h3 style="text-align: center;">Ativadores do Giro</h3>
<h3 style="text-align: center;">Onda funcional estica o avanço de gomas de mascar na América Latina</h3>
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<p style="text-align: justify;">Uma das principais fontes de insumos e ingredientes especiais para desenvolvimentos na ala de gomas de mascar, a corporação Beneo (grupo Südzucker) aposta fichas na corrente funcional. Para a fornecedora do edulcorante isomalt, a inovação tem sido crucial no rejuvenescimento da categoria e agora mais do que nunca existem oportunidades para as indústrias do setor com a renovação nas tendências de consumo. “Com um crescimento em valores de venda no varejo de 11% em 2011, a goma de mascar representa um dos segmentos que cresce com mais rapidez na indústria de confeitos da América Latina, o que se deve em parte aos benefícios que certas versões oferecem aos consumidores”, observa Monica Montani, gerente de vendas da Beneo no Brasil. Apesar de a saúde dental continuar a ser o benefício mais popular entre os desenvolvimentos, acrescenta ela, pode-se destacar também a habilidade de aliviar o estresse, energizar e aumentar a disposição, bem como de ajudar no controle de peso ao funcionar como uma alternativa de guloseima isenta de culpa.<br />
Com a popularidade cada vez maior de tudo que é relacionado à saúde e bem-estar (health and wellness), os produtos isentos de açúcar avançaram de forma dramática nos últimos cinco anos na região, analisa Monica. Em 2011, segue ela, as gomas de mascar sem açúcar na América Latina superaram o crescimento geral do segmento de confeitos com uma taxa de 14 %. Enquanto que em muitos países o sabor de menta continua a ser o favorito, o interesse pelas variantes de frutas cresce com maior intensidade nos mercados do Cone Sul. Por isso, já são encarados como os principais competidores da menta. “A Análise sobre Sabores das Gomas de Mascar da consultoria Mintel demonstra que as misturas de frutas e a melancia estão acompanhando de perto o sabor principal menta, considerando o número de lançamentos na categoria em 2011”, repassa a executiva. A americana Wrigley (grupo Mars), ela ilustra, deu um passo além com a linha Dessert Delight. “Trata-se de uma goma de mascar com sabores típicos de sobremesas, como torta de limão, bolo recheado com morango ou lascas de chocolate com menta, que oferecem aos consumidores conscientes com seu peso uma alternativa para se deliciar com poucas calorias”, explica Monica.<br />
Em 2012, antecipa ela, os fãs da categoria na América Latina poderão degustar novas opções em termos de sabores ácidos (por exemplo, maçã azeda/pera). Mas também produtos que mudam o sabor, como a goma Stride Shift, da Kraft Foods, que se mostrou muito bem sucedida na América do Norte, podem despontar nessa parte do continente. Essas novas combinações de sabor e experiências são ainda mais destacadas com ingredientes que permitem a liberação de sabores mais duradoura ou mutante, através da tecnologia de encapsulamento. Há ainda aquelas que permitem um recheio líquido ou em pó para uma explosão imediata de sabor, ao mesmo tempo em que também fornecem benefícios nutricionais, explica a expert.<br />
Outra tendência importante para 2012 em diante, reporta Monica, é a da goma de mascar ser um portador de um número cada vez maior de benefícios funcionais. Números da Euromonitor International demonstram que a categoria de gomas de mascar funcionais cresceu em mais de 22 % na América Latina em 2011, derrotando todas as outras subcategorias em confeitos. Apelos na mira como hálito mais fresco e sorriso mais branco agora são possíveis graças aos recentes avanços tecnológicos.<br />
A gerente da Beneo nota que os desenvolvimentos em áreas como a da produção de gomas por compressão direta estão tornando esse segmento o veículo ideal para confeitos com benefícios adicionais. Um processo seco, com uma baixa temperatura, permite uma proteção maior dos sabores naturais e delicados, bem como dos principais ingredientes ativos e se adequa muito bem às aplicações funcionais e nutracêuticas. A utilização de um substituto de açúcar como o isomalt, nesse caso, garante a alta estabilidade do processo de ingredientes ativos e sua liberação rápida e eficiente para o consumidor.<br />
Considerando que cansaço e falta de energia estão entre as principais preocupações com a saúde em âmbito mundial, não é de se surpreender que tanto interesse no fornecimento de energia seja uma influência predominante nos desenvolvimentos de gomas de mascar nos próximos anos. Dentro desse escopo e atendendo pedidos de consumidores por sabores que se adequam ao seu estilo de vida saudável, a Kraft Foods lançou no ano passado nos EUA o Trident Vitality Awaken, informa Monica. “É uma goma recheada que apresenta um choque de menta e ginseng, com um centro macio”, descreve ela.</p>
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		<title>INSUMOS</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 13:44:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
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		<description><![CDATA[AFASTANDO A PRAGA &#160;  PROJETO DA  AIPC COM GOVERNO HOLANDÊS VENCE A VASSOURA DE BRUXA NO SUL DA BAHIA &#160; Um acordo costurado entre a Associação das Indústrias Processadoras de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">AFASTANDO A PRAGA</h3>
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<h4 style="text-align: center;"> PROJETO DA  AIPC COM GOVERNO HOLANDÊS VENCE</h4>
<h4 style="text-align: center;">A VASSOURA DE BRUXA NO SUL DA BAHIA</h4>
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<p style="text-align: justify;">Um acordo costurado entre a Associação das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) e o Ministério da Agricultura da Holanda se desdobrou em um programa inédito para a recuperação da lavoura de cacau do sul da Bahia. Batizado de Projeto Phoenix, a iniciativa contou com a criação de um fundo de investimento do governo holandês, foi acionada em 2008 com duração prevista para quatro anos, e apresenta os primeiros resultados práticos. Desde o surgimento da vassoura de bruxa, praga que destruiu plantações inteiras de cacau na região, os agricultores locais vinham penando com a falta de alternativas técnicas eficazes para o combate à doença. Passados 20 anos do surgimento da praga, o solo apresentava-se cada vez mais improdutivo, reduzindo a oferta local com danos em toda cadeia da indústria de chocolate do país.<br />
Com a missão de recuperar as lavouras afetadas, o Phoenix implantou princípios práticos para inspirar as fazendas e áreas apoiadas, relata Raphael Hercelin, diretor do projeto. Foram escolhidas 25 propriedades para sediar o experimento, principalmente em função da localização geográfica, detalha ele. Em cada área, acrescenta, foram eleitos os cinco piores hectares, levando-se em conta a baixa densidade e o grau de infestação máxima pela vassoura de bruxa.<br />
O projeto também teve o condão de unir as cinco maiores processadoras de cacau do Brasil. Com investimento total de cerca de R$ 2 milhões do fundo holandês ao longo de quatro anos, o Phoenix foi acionado para reabilitar áreas de cacau degradadas, graças a um pacote tecnológico adaptado de práticas agrícolas.<br />
O Phoenix está em seu quarto ano e apresenta um aumento de 300% na produtividade das fazendas dos 25 produtores participantes. Segundo Hercelin, o programa começou a decolar a partir do momento em que os produtores replicaram a metodologia em outras áreas das fazendas por conta própria.<br />
Aposta permanente<br />
Apesar de sediada em Embu das Artes(SP) e, portanto, longe da região cacaueira, a Indeca se insere entre as cinco maiores processadoras de cacau do país. Katia Menezes, analista do mercado de cacau e responsável pelo Phoenix na Indeca, avalia que os produtores em geral ainda não desenvolveram uma visão administrativa ou um modelo de empresa rural, com metas e programações de investimentos. Por conta dessa realidade, a Indeca investe projetos como o Phoenix. “O conjunto das práticas aplicado pela iniciativa contribui para a criação desse conceito administrativo e de resultados”, argumenta a executiva.<br />
Cada uma das empresas apoiadoras do projeto indicou cinco fazendas, conta Katia. O critério foi o de selecionar as propriedades em piores condições de plantio. A Indeca priorizou pequenos produtores cujas perdas severas na produtividade das lavouras representaram grave comprometimento da principal fonte de renda de suas famílias. A atuação da Indeca no projeto foi basicamente o de acompanhar os cinco produtores indicados.</p>
<p style="text-align: justify;">Multiplicação das práticas<br />
Hercelin assinala que o Phoenix sobressai por ter obtido um crescimento superior ao da média regional, considerando inclusive as áreas escolhidas das fazendas, isto é, as menos produtivas. A multiplicação das práticas agrícolas utilizadas no projeto nos aproximados 500 mil hectares (ha) de cacau, almejando a produtividade média do projeto de 60 ha, tornaria novamente o Brasil exportador de cacau, garantido o desenvolvimento sustentável da região, enfatiza ele. “Comparando o ano agrícola 2009/10 com o 2010/11 para o primeiro grupo de nove fazendas, saímos de 522 ha para 1.511 ha. Isso representa um incremento de 190%, enquanto a região cresceu 40% no mesmo período”, confronta o especialista.<br />
Na comparação da safra 2009/10 com a 2010/11 para o segundo grupo de 16 fazendas, acrescenta ele, partiu-se de 263 ha para 1.422 ha, equivalente a um aumento de 440%, enquanto a região cresceu 64% no mesmo período. Já comparando o temporão 2009 (início do projeto) com o temporão 2011 para o primeiro grupo de nove fazendas, o projeto avançou de 289 ha para 594 ha, cravando crescimento de 106% em relação aos 18% obtidos na região. E na comparação do temporão para o segundo grupo de 16 fazendas, o salto foi de 1.066 ha para 1.187 ha, com um incremento de 11%, enquanto a região registrou queda de 4%.<br />
O pacote tecnológico empregado no Phoenix compreendeu várias etapas, conta Hercelin. Primeiro estabeleceu-se o perímetro da área, assim como a contagem das plantas para diagnóstico da zona experimental. Em seguida, procedeu-se ao raleamento de sombra, a poda e a desbrota. “Em paralelo, realizamos o balizamento com espaçamento de 3m por 3m e começamos a abertura de covas”, ele sintetiza.</p>
<h3 style="text-align: center;"></h3>
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