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	<title>Doce Revista</title>
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		<title>MIX</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 18:50:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[Gosto sem culpa &#160; Com atuação centrada no segmento de candies, a Boavistense, controlada da Florestal Alimentos, inaugura mais um ramo de negócios com a introdução de dietéticos líquidos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">Gosto sem culpa</h3>
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<p>Com atuação centrada no segmento de candies, a Boavistense, controlada da Florestal Alimentos, inaugura mais um ramo de negócios com a introdução de dietéticos líquidos de mesa. Para a estreia do produto, que será enfatizada na Apas 2012, a indústria gaúcha criou a marca Fino Gusto. A novidade sobe às gôndolas de alimentos diet/light com a inédita apresentação em três variantes distintas: à base de ciclamato e sacarina, com adição de sucralose e com adição de estévia, informa André Metz, superintendente comercial das marcas Florestal e Boavistense. “O lançamento diversifica ainda mais nossas linhas e, apesar de ser um produto para quem quer evitar consumir o açúcar, recebeu um nome que remete a algo saboroso. Fino Gusto é uma expressão originada do vocabulário italiano, que significa para saborear”, repassa o executivo. Na entrevista a seguir, ele detalha a novidade da Boavistense e os planos da companhia no segmento.<br />
<strong>DR – O que motivou a empresa a ingressar em adoçantes de mesa?</strong><br />
<strong>Metz –</strong> A Boavistense quer diversificar seu portfólio. Entre os segmentos identificados como oportunidade, em boa parte pelo trade, estão os adoçantes líquidos. No passado quase não figuravam na pauta do atacado, mas atualmente estão presentes em muitos deles. Assim, acrescentamos mais um item ao mix de compra dos atacados, que também tem boa receptividade na distribuição para o autosserviço.<br />
<strong>DR – Como são os adoçantes produzidos na planta da Boavistense?</strong><br />
<strong>Metz –</strong> O produto é fabricado na estrutura da empresa em suas três variações. Em dado momento do projeto a companhia entendeu que era possível produzir mais este item, apesar de não ter anteriormente no portfólio algo semelhante. Alguns investimentos foram direcionados ao projeto, que acabou por ganhar forma. Comercializado em um frasco transparente de 100 ml, o adoçante de ciclamato de sódio e sacarina sódica é a versão mais conhecida e consolidada no mercado de adoçantes líquidos. O segredo está na combinação entre os dois edulcorantes, que conferem ao produto uma intensidade de dulçor relativamente elevada, justificando a utilização de uma pequena quantidade para se chegar ao resultado desejado.<br />
<strong>DR – E as outras versões?</strong><br />
<strong>Metz –</strong> Temos a variante com sucralose, também já conhecida e disponível em frascos transparentes de 100 ml. Ela transfere ao produto as propriedades de um edulcorante obtido a partir da própria sacarose, atingindo um perfil de sabor semelhante ao do açúcar. Já diferente das demais, a versão com estévia é apresentada em um frasco contendo 80 ml e na cor branca. Trata-se de um produto com maior valor agregado, pois contém adição de um edulcorante natural na fórmula. Nossa versão agrega ainda o edulcorante Neotame, com a função de potencializar o dulçor.<br />
<strong>DR – Há planos de expandir a linha de itens dietéticos?</strong><br />
<strong>Metz –</strong> Estamos sempre atentos às tendências de consumo. É inegável a expansão dessa linha de produtos no mercado brasileiro. Em relação a isso, podemos afirmar que concretizaremos mais projetos dentro do filão diet/light, sem ainda adiantar informações a respeito das novidades que virão.<br />
<strong>DR – Como será a distribuição do Fino Gusto?</strong><br />
<strong>Metz –</strong> Ela se dará através de nossa estrutura de agentes de negócios, que tem a responsabilidade de levar o produto aos atacados e varejos de todo o Brasil. Nesse projeto, nossos distribuidores exclusivos terão um papel muito importante.<br />
<strong>DR – Qual a fatia de mercado almejada no segmento de adoçantes?</strong><br />
<strong>Metz –</strong> O planejamento para a comercialização do produto não se pautou especificamente em nossa pretensão por determinado share de mercado, mas sim de um volume gradativo que determinamos como meta para a marca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;">Incubadora de inovações</h3>
<p>Fonte global de ingredientes e soluções para alimentos e bebidas, a Tate &amp; Lyle cortou a fita inaugural de seu mais novo laboratório de aplicações e serviços técnicos, em abril último, em São Paulo. A unidade faz parte de uma rede mundial, que conta com mais 14 laboratórios e fornece estudos de aplicações, desenvolvimento rápido de protótipos e completa especialização em formulação, para o auxílio de clientes na transição eficiente da concepção de um produto até a sua fabricação e distribuição. “O desejo dos consumidores por alimentos e bebidas inovadoras e com excelente sabor é importante para o crescimento contínuo de nossos clientes”, observa Oreste Fieschi, gerente geral da Tate &amp;Lyle para a América Latina. As instalações, acrescenta ele, oferecem sobretudo mais condições para que os especialistas da companhia repassem seu know-how à clientela e, ao mesmo tempo, alcancem soluções confiáveis para os desafios impostos pelas tendências de mercado.<br />
Localizado próximo ao Aeroporto de Congonhas, a unidade coloca a expertise em aplicações inovadoras dos ingredientes da Tate &amp; Lyle à disposição de eventuais desenvolvimentos, além de apoiar projetos de lançamentos e/ou de extensões de linhas nas categorias de confeitos, panificação, sopas, molhos e coberturas, laticínios, snacks e bebidas, frisa Fieschi. Além do emprego de tecnologia atualizada em adoçantes, ingredientes para linhas de saúde e bem-estar e texturizantes, as instalações contam com um moinho coloidal IKA e sistema RVA (Rápido Visco Analisador) para testar a aplicabilidade e comportamento de uma grande variedade de amidos, simulando as condições de processamento. “O know-how empregado no laboratório permite reunir com mais precisão informações sobre as condições de processamento que afetam o produto final”, resume Daniel Severo, diretor de aplicações e serviços técnicos da Tate &amp; Lyle para a América Latina.</p>
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<h3 style="text-align: center;">Semente do bem</h3>
<p>Cerca de 30 mil sementes da cultivar de cupuaçu BRS Carimbó serão disponibilizadas esse ano para produtores rurais da Amazônia. A cultivar foi lançada em abril pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e é a mais nova opção para os produtores da fruta, de aparência e sabor similar ao cacau. Sua principal característica é a média resistência à vassoura de bruxa, doença que limita a produção do cupuaçuzeiro – bem como do cacauazeiro – na região amazônica, informa Rosildo Simplício da Costa, gerente do escritório da Embrapa na Amazônia. A vassoura de bruxa, detalha ele, é causada pelo fungo Crinipellis perniciosa, que se desenvolve nos galhos do cupuaçuzeiro e ativa o crescimento de brotos e galhas, podendo levar a planta à morte. Com o controle da doença, por meio de podas fitossanitárias, o produtor ganha segurança, pois a resistência da nova cultivar minimizará a médio prazo o risco de uma epidemia da doença no pomar.<br />
Resultante da seleção e do cruzamento de 16 clones de cupuaçuzeiro, a cultivar BRS Carimbó apresenta ainda características agronômicas semelhantes ou superiores às de outras cultivares existentes no mercado, assinala Costa. Além disso, apresenta ótima produção de frutos, que são de tamanho médio a grande, fazendo com que eles tenham boa aceitação tanto na indústria quanto no mercado de fruta in natura. “Os frutos dessa cultivar servem tanto para a produção de polpa, cujo rendimento é alto se comparado com as outras cultivares, quanto para a produção de amêndoas, que podem ser extraídas para a produção de óleo, empregado na indústria de cosméticos, ou processadas para fabricação do cupulate, similar ao chocolate”, frisa o gerente.</p>
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<h3 style="text-align: center;">Trakinas para beber</h3>
<p>A BRF Brasil Foods e Kraft Foods Brasil firmaram em abril uma parceria para a produção e distribuição de leites aromatizados com a grife Trakinas, marca de biscoitos infantis campeões da indústria americana. As duas companhias tinham parceria na K&amp;S Alimentos, joint venture em queijos processados (Philadelphia Cream Cheese, requeijão Sadia, queijo cheddar Sadia), que nasceu em 2008 por meio da Sadia, incorporada à BRF em 2009. “Essa parceria é diferente do que já é feito na K&amp;S, pois envolve um produto feito pelas equipes das duas empresas e é um licenciamento da marca Trakinas para a BRF nessa categoria”, esclarece Marcio Salvadego, diretor presidente da K&amp;S. Segundo detalha ele, a BRF receberá pelas vendas do lançamento e pagará royalties para a Kraft pelo uso da marca Trakinas. “Mas a K&amp;S liderou o desenvolvimento da bebida, já que tínhamos a experiência da parceria”, sublinha o executivo. Sarah Buchwitz, gerente de marcas sênior da Kraft Foods e responsável pelo Trakinas Shake, explica que 2012 é um ano de mudanças para a marca. “Além de querermos atingir um público diferente – os chamados tweens, adolescentes de 10 a 12 anos – com a modernização da marca, estamos expandindo Trakinas para outras categorias”, anuncia.<br />
Disponível nos sabores morango e chocolate, o Trakinas Shake foi desenvolvido em 12 meses, repassa Sarah, sem abrir investimentos. O produto é fabricado em uma linha específica da unidade da BRF em Carambeí (PR), com embalagem de 185 ml fornecida pela TetraPak. A distribuição e vendas também é de responsabilidade da BRF e a comunicação e promoção da marca ficam por conta da Kraft. “A ideia é se posicionar entre os três líderes do mercado de leite aromatizado, categoria que fatura R$ 1 bilhão ao ano, com vendas em volume de cerca de 200 mil litros”, situa Luciane Matiello, diretora de marketing de lácteos da BRF. Ela acrescenta que a empresa já atua na categoria, com as marcas Kid’s Bob Esponja Elegê (chocolate e morango em 200 ml) e Chocomilk Batavo (chocolate em 1 litro e 200ml) . “Mas são itens mais convencionais, com preço médio do mercado. O que queremos com o Trakinas Shake é trabalhar com um público consumidor diferente e posicionarmos o item com um valor 15% acima da média do segmento”, assinala a executiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;">Parceria na excelência</h3>
<p>O 2.° Seminário Internacional Ital &amp; Fraunhofer IVV, realizado em abril, nas dependências do Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos), em Campinas (SP), teve um saldo mais que positivo para a ala de pesquisa e inovação em alimentos. Na abertura do evento, a secretária de Agricultura do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi, assinou um protocolo de intenções com o Fraunhofer Gesellschaft, renomada instituição de pesquisa e desenvolvimento da Alemanha, com o objetivo de estabelecer uma parceria entre as duas entidades para a criação de um centro de projetos de inovação e bioenergia, a ser implantado no Ital.<br />
Luis Madi, diretor geral do instituto, explica que o centro possibilitará que as duas entidades desenvolvam em conjunto projetos de PD&amp;I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação), que visem o aumento sustentável da produção agrícola brasileira e o desenvolvimento de alimentos processados de maior valor agregado. Para isso, o Ital e o Fraunhofer IVV esperam criar parcerias com universidades, indústrias e outras instituições da região e do país, visando a concretização de projetos.<br />
Ulrich Buller, vice-presidente de planejamento de pesquisa do Fraunhofer Gesellschaft, lembrou que esse já é o segundo protocolo de intenções firmado entre a SAA e o instituto alemão, sendo que, em 2010, o primeiro acordo resultou no início de uma série de trabalhos de pesquisa em cinco áreas estratégicas: alimentos e bebidas, embalagens, chocolates, frutas e bioenergia. Além disso, também foram realizados seminários com pesquisadores das duas instituições no Brasil e na Alemanha.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>SAÚDE E BEM-ESTAR</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 15:24:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[QUANDO COMER EMAGRECE Farmacotécnica lança chocolate terapêutico Um estudo recente da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA), sustenta que o consumo moderado, mas regular de chocolate pode contribuir para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">QUANDO COMER EMAGRECE</h3>
<h3 style="text-align: center;" align="center">Farmacotécnica lança chocolate terapêutico</h3>
<p><span style="font-size: small;"><span style="line-height: normal;">U</span></span>m estudo recente da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA), sustenta que o consumo moderado, mas regular de chocolate pode contribuir para o emagrecimento. Em paralelo, uma farmácia de manipulação brasileira anuncia que seu chocolate terapêutico pode contribuir com dietas para perda de peso. “O cacau, por conter alto efeito antioxidante, tem um perfil anti-inflamatório inerente à obesidade’’, afirma Leandra Sá, farmacêutica da Farmacotécnica, empresa inventora da novidade. Além de produzido de forma artesanal, informa ela, o chocolate foi desenvolvido com uma base sem açúcar e sem lactose, contendo 54% de cacau orgânico. Incorpora, ainda, farinha de soja orgânica e é adoçado com maltitol e sucralose. “A cada prescrição recebida, dependendo do ingrediente ativo na receita, manipulamos o produto para cada paciente’’, explica Leandra. Na entrevista abaixo, ela detalha as indicações do produto.</p>
<p><strong>DR –</strong> Como surgiu o chocolate terapêutico?</p>
<p><strong>Leandra –</strong> O chocolate terapêutico é uma releitura de uma forma farmacêutica prevista nos compêndios tradicionais de Farmácia há mais de 50 anos. Releitura porque foi adaptado para não conter açúcar, nem lactose e ser formulado com menos gordura.</p>
<p><strong>DR –</strong> Quais as diferenças entre esse produto e os chocolates dietéticos, isentos de açúcar, com baixo teor de lactose e/ou gorduras saturadas encontrados no mercado já há tempos?</p>
<p><strong>Leandra –</strong> O principal objetivo do chocolate terapêutico disponível na Farmacotécnica, não é ser comido como uma guloseima e servir de veículo, sim, para incorporação de ativos e assim favorecer a adesão de pacientes a diferentes tipos de tratamentos.</p>
<p><strong>DR –</strong> O consumo de chocolates especiais (diet, light, etc.) sempre foi um nicho de mercado cujo maior chamariz é o fato de a sua ingestão ser compatível com dietas de emagrecimento. Mas nunca havia sido sustentado que o chocolate ajuda a emagrecer.</p>
<p><strong>Leandra –</strong> O cacau orgânico presente no chocolate terapêutico, padronizado em 50% de cacau, contém constituintes com alto poder antioxidante, ação esta que contribui para o manejo da obesidade. Além disso, ele agrega cafeína e teobromina em sua composição, que possuem ação termogênica e vários componentes que contribuem com a liberação da serotonina,  culminando com redução da ansiedade.</p>
<p><strong>DR –</strong> Qual é a origem do chocolate utilizado na formulação do produto da Farmacotécnica?</p>
<p><strong>Leandra –</strong> A Farmacotécnica criou sua formulação base seguindo os preceitos já citados: 50% de cacau orgânico, sem açúcar, sem lactose e menos gordura. Após o desenvolvimento, mantivemos os padrões analíticos aceitáveis e qualificamos fornecedores para cada ingrediente. A massa é preparada no laboratório de forma artesanal, segundo as solicitações.</p>
<p><strong>DR –</strong> O fato de o cacau ser orgânico ajuda na formulação do produto, em particular ao seu efeito terapêutico?</p>
<p><strong>Leandra –</strong> O fato de ser orgânico significa (entre outras coisas) que este produto é cultivado sem adição de defensivos agrícolas, sendo portanto livre de metais pesados.</p>
<p><strong>DR –</strong> A manipulação feita individualmente obedece a quais critérios?</p>
<p><strong>Leandra –</strong> Normalmente após uma avaliação profissional, são estabelecidos objetivos terapêuticos para cada paciente, e, dependendo do quadro clínico, é estabelecida uma ou mais formulações de modo a contribuir com estes resultados.</p>
<p><strong>DR –</strong> Já houve comprovação de que o consumo do chocolate terapêutico ajuda no processo de emagrecimento?</p>
<p><strong>Leandra –</strong> O chocolate terapêutico é muito útil nos casos de pacientes que sentem necessidade de comer algo doce no decorrer do dia, então o médico ou nutricionista lança mão desse recurso para saciar o desejo e insere na formulação algum ingrediente que contribua com a perda de peso.</p>
<p><strong>DR –</strong> A Farmacotécnica dispõe de outras formulações de cunho terapêutico envolvendo consumo de confeitos?</p>
<p><strong>Leandra –</strong> Sim. Temos disponível a forma farmacêutica goma – que tem o mesmo propósito, veicular produtos com mascaramento do sabor. Esta é muito interessante quando existe a demanda por colágeno associada, como para hidratação e rejuvenescimento da pele, ou mesmo problemas articulares. Outra forma farmacêutica diferenciada são os pirulitos medicamentosos. Estes são particularmente interessantes para afecções da boca, onde o fármaco precisa ficar em contato com a mucosa oral. Um exemplo disso são as candidíases (“sapinhos”).</p>
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		<title>MIX</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 15:20:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[QUEM: SOBERANA PRODUTO: BALAS DE GENGIBRE E GERGELIM GANCHO: NATURAL E FUNCIONAL Tradicional indústria doceira da região Sul, dedicada à produção de balas duras e recheadas, caramelos, toffees, marshmallows e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<h3 style="text-align: center;">QUEM: SOBERANA</h3>
</div>
<h3 style="text-align: center;">PRODUTO: BALAS DE GENGIBRE E GERGELIM</h3>
<div>
<h3 style="text-align: center;">GANCHO: NATURAL E FUNCIONAL</h3>
</div>
<p>Tradicional indústria doceira da região Sul, dedicada à produção de balas duras e recheadas, caramelos, toffees, marshmallows e gomas, a Soberana deu uma guinada em seu cardápio padrão e investe em itens direcionados a consumidores que apreciam produtos naturais e funcionais. Os dois primeiros desenvolvimentos dessa nova frente são a bala de gergelim e açúcar mascavo e a bala de gengibre e mel. Rica em proteínas e carboidratos, o confeito à base do grão utilizado em receitas culinárias asiáticas e açúcar mascavo possui alto teor de cálcio, fósforo, ferro e vitaminas, principalmente a E, que combate os radicais livres, e a vitamina B, fonte de energia e vital para o crescimento, informa João Adão Jost , diretor da Soberana.</p>
<p>Segundo ele, a bala de gengibre e mel por sua vez acena com propriedades terapêuticas, que contribuem no tratamento de crises de gota, artrite, dores de cabeça e coluna, além de diminuir a congestão nasal e cólicas menstruais. Adicionalmente, a ação antisséptica confere ao produto eficácia nos cuidados com a garganta e tosses.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<h3 style="text-align: center;">QUEM: NUTRIMENTAL</h3>
</div>
<h3 style="text-align: center;">PRODUTO: BARRA DE FRUTA</h3>
<div>
<h3 style="text-align: center;">GANCHO: SABOR COCO</h3>
</div>
<p>A Nutrimental complementa o menu de barras de fruta com o sabor coco. Juntamente aos já existentes –  ameixa, banana, castanha do pará, laranja e morango – a novidade acrescenta mais uma possibilidade à categoria que mais cresce dentro do portfólio da empresa. Rodrigo Motta, diretor comercial da Nutrimental, informa que o segmento foi criado de olho no público em busca de qualidade de vida por meio de uma alimentação equilibrada, que vislumbra nesse tipo de produto uma alternativa para o “prazer sem culpa”. Diferente dos tradicionais bombons com recheio à base de frutas, a barra Nutry é composta por cereais integrais, como aveia, o recheio da fruta e uma fina cobertura de chocolate, que confere ao produto mais sabor, transformando-o em uma opção saudável para o público fã de chocolate.</p>
<p>“A venda interna de barra de frutas cresceu 89,6% em 2011 em comparação ao mesmo período de 2010. Estamos apostando no potencial da categoria para atingirmos um crescimento recorde de vendas da marca Nutry em 2012. Esse lançamento faz parte da estratégia adotada para esse objetivo”, afirma Motta. A nova versão foi resultado de uma pesquisa com o público, que elegeu o sabor coco como um dos preferidos para a categoria. Ela pode ser conferida no trade ao preço sugerido de R$ 3,49 a caixa com três unidades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<h3 style="text-align: center;">QUEM: FLORESTAL</h3>
</div>
<h3 style="text-align: center;">PRODUTO: BALINHA DO CORAÇÃO</h3>
<div>
<h3 style="text-align: center;">GANCHO: NOVAS VERSÕES E SABORES</h3>
</div>
<p>A tradicional Balinha do Coração da Florestal Alimentos, já consolidada no balcão doceiro desde o lançamento há mais de 10 anos, ganha novas versões e  sabores, ampliando ainda mais a gama de opções aos fãs da marca. Os sabores já conhecidos –  morango, napolitano e cereja –  terão agora a companhia da variante de framboesa. Desenvolvida nos mesmos padrões e peso da bala disponível no mercado, a novidade surgiu devido à grande procura e preferência pelo sabor dessa fruta. Surgiu assim uma bala dura no formato de coração, de alta cremosidade, devido ao leite condensado em sua fórmula, e recheio do mesmo sabor da capa. Com 4g, a bala é apresentada em embalagem flowpack metalizada e disponibilizada em pacotes de 700g contendo 175 unidades.</p>
<p>Outra novidade na família Coração é a apresentação da Balinha do Coração Morango, que desde fevereiro está disponível também em displays de 500g contendo 125 unidades. Para completar as inovações nessa linha, a bala de morango ganha também uma embalagem com o apelo de presente: uma atraente latinha no formato de coração, com dez balinhas de 4g cada, totalizando 40g de produto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<h3 style="text-align: center;">QUEM: RICLAN</h3>
</div>
<h3 style="text-align: center;">PRODUTO: BUZZY ROCKS HOT WHEELS</h3>
<div>
<h3 style="text-align: center;">GANCHO: FORMATO DE PNEU</h3>
</div>
<p>A Riclan acrescenta mais uma novidade à sua linha de chicles infantis. Trata-se do exclusivo Buzzy Rocks Hot Wheels, goma de mascar drageada, com apresentação diferenciada em formato e cor, que lembra um pneu de carro. Licenciado com a marca Hot Wheels, uma das propriedades para meninos mais fortes do mercado, o lançamento proporciona mais uma brincadeira inusitada. “Colocamos em uma janela transparente nos rótulos do chicle os desenhos das rodas dos carrinhos oficiais Hot Wheels. Assim os meninos podem identificar no chicle quais as rodas dos carros que eles possuem”, informa Fabio Delalibera, gerente de produto infantil da Riclan. Além da nova marca, do formato de pneu, da capa crocante e da “janela”, emenda ele, o chicle sobressai pelo sabor de Uva Irada, que é uma variação superácida da fruta, de bastante sucesso entre a garotada. “Quisemos fazer um chicle completo, que agrega diversão, interação e sabor impactante para os consumidores, que são ávidos por novidades”, conclui Delalibera.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<h3 style="text-align: center;">QUEM: DUAS RODAS</h3>
</div>
<h3 style="text-align: center;">PRODUTO: MISTURA EM PÓ</h3>
<div>
<h3 style="text-align: center;">GANCHO: FOOD SERVICE</h3>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Mistura em Pó para Recheio ou Cobertura sabor Chocolate é mais um reforço no mix da Duas Rodas Industrial para suprir as necessidades de profissionais que trabalham com doces à base de chocolate. Destinada a aplicações em panificação, a novidade reúne um mix de matérias-primas selecionadas, ideal para cobrir e rechear bolos, com extrema facilidade de preparo e aplicação. Comercializada sob a tradicional marca Selecta, a mistura confere brilho, aroma e sabor diferenciados no preparo das receitas, incrementando o resultado final.</p>
<p>Especialista no fornecimento de ingredientes para sorvetes artesanais e aromas para a indústria de alimentos e bebidas, a Duas Rodas investiu recentemente R$ 26 milhões numa unidade dedicada exclusivamente à produção de linhas para o segmento de chocolate, que inclui também cobertura em barra. Os produtos foram formulados para atender todo o segmento de food service, desde confeitarias, docerias, cafeterias e padarias até empresas de catering, restaurantes, hotéis e buffets, além de produtores de chocolates e bombons artesanais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<h3 style="text-align: center;">QUEM: GOURMAND</h3>
</div>
<h3 style="text-align: center;">PRODUTOS: DIVERSOS</h3>
<div>
<h3 style="text-align: center;">GANCHO: IMPORTADOS</h3>
</div>
<p>A importadora Gourmand Alimentos banca um pacote de novidades sob medida para agradar o público de todas as faixas etárias. Os destaques ficam por conta dos chocolates Wonka Exceptionals, dos toffees da tradicional marca inglesa Churchill e das gomas de mascar insentas de açúcar Go Fresh.</p>
<p>Sucesso de venda entre as crianças e sinônimo de diversão com gosto de magia, os chocolates Wonka Exceptionals aludem ao personagem Willy Wonka, eternizado no arrasa-quarteirão “A Fantástica Fábrica de Chocolate”. O produto pertence à linha de doces Wonka, conhecida por trazer ao mercado guloseimas com sabores que, em tese, só poderiam existir em um mundo encantado, assim como no filme. Importadas dos Estados Unidos, as barras de chocolate podem ser degustadas nas versões Waterfall, cascata de chocolate branco com chocolate ao leite; Domed Dark, chocolate amargo com uma medalha de chocolate ao leite e Scrumdelícia, chocolate ao leite com caramelo e amendoim crocante. Todas as variantes são apresentadas em embalagens cintilantes de 100g, com a mensagem “Incrivelmente feito com ingredientes naturais”, que é outro diferencial do produto.</p>
<p>Símbolo de sofisticação, a marca inglesa de caramelos Churchill é apresentada em latas-cofre em formato de símbolos londrinos, detalhados em imagens de alto relevo, a exemplo da torre do relógio, famosa por abrigar o Big Ben; o ônibus vermelho de dois andares e a tradicional cabine telefônica. As embalagens tornam-se charmosos porta-trecos pós o consumo dos toffees. O preço médio sugerido para os chocolates Wonka Exceptionals é de R$ 12,00 cada e o da linha Churchill  R$ 32,00, cada uma das opções de lata.</p>
<p>Já a goma de mascar Go Fresh se apresenta como alternativa para pessoas de todas as faixas de idade que têm restrições ao consumo do açúcar. Disponível nos sabores Hortelã, Menta, Canela e Cítrico, a guloseima vem em embalagens com cinco tiras de chicletes em displays com 10 (280 g) e 20 pacotes (420 g), com preços sugeridos de R$ 23,20 e R$ 35,00, respectivamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<h3 style="text-align: center;">QUEM: BIMBO</h3>
</div>
<h3 style="text-align: center;">PRODUTO: ANA MARIA</h3>
<div>
<h3 style="text-align: center;">GANCHO: REEDIÇÃO DE CHOCOLATE</h3>
</div>
<p>Desbravadora e número um do segmento de bolinhos recheados, Ana Maria traz de volta a versão coberta sabor chocolate, grande hit da principal marca infantil do Grupo Bimbo. A guloseima combina o bolinho de baunilha com recheio de chocolate mais cobertura sabor chocolate. Em formato unitário, é prática tanto para as mães quanto para os pequenos, fornecendo energia para um dia cheio de atividades. Além da garantia de um lanche gostoso e divertido, Ana Maria Coberta é livre de gordura trans, sendo uma escolha saudável e nutritiva, destaca Camilla Gravina, gerente de marca da Bimbo. “Reintroduzimos um grande sucesso entre os consumidores, que se adapta perfeitamente ao paladar das crianças brasileiras”, assinala ela. Assim, o portfólio da marca passa a contar novamente com mais um item que traz lembranças da infância, renovando uma percepção que já dura décadas, conclui a executiva.</p>
<p>Para apoiar o relançamento, a Bimbo desenvolveu materiais exclusivos para exposição nos pontos de venda (PDVs), como faixa de gôndola, papel de forração, wobbler, stopper e cantoneira,  todos com claim “Ela Voltou”. Com peso de 45g a unidade, Ana Maria Coberta tem preço sugerido de R$ 0,99 cada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<h3 style="text-align: center;">QUEM: AURORA FINE BRANDS</h3>
</div>
<h3 style="text-align: center;">PRODUTO: BALAS HARIBO</h3>
<div>
<h3 style="text-align: center;">GANCHO: NOVOS SABORES</h3>
</div>
<p>Distribuída em mais de 150 países, a Haribo é representada no Brasil pelo selo da importadora Aurora Fine Brands. A linha de balas alemã, conhecida pelos clássicos ursinhos de ouro, encorpa por aqui com dois novos sabores. Uma das novidades é o Tropifruit, uma sugestão para a época de calor, já que as balas de gelatina chegam em forma de frutas tropicais com sabores sortidos de banana, laranja, melancia, uva, abacaxi e morango. O segundo lançamento é a Fresa-Balla, apresentada em minitubos no sabor morango.</p>
<p>Agora a linha Haribo pode ser encontrada no Brasil em dez opções. Além das novidades e dos ursinhos em sabores sortidos de frutas, os consumidores da marca podem conferir as versões Happy Cola, em formato divertido de garrafa e sabor de Coca-Cola; Cream Kiss, balas de gelatina com sabor morango; Melocotones, em formato e sabor de pêssego com cobertura de açúcar cristal; Football Mix, diversos formatos do tema futebol como bola e chuteira; Spaghetti Morango, sabor morango com cobertura de açúcar cristal; Happy Cherry, em formato e sabor de cereja e os deliciosos marshmallows Chamallows.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<h3 style="text-align: center;">QUEM: LIGHTSWEET</h3>
</div>
<h3 style="text-align: center;">PRODUTO: BOLO DE LIMÃO</h3>
<div>
<h3 style="text-align: center;">GANCHO: MICRO-ONDAS</h3>
</div>
<p>A Lightsweet inova a formulação das misturas para bolo zero açúcar Lowçucar e desenvolve uma nova tecnologia química permitindo que a mistura seja preparada tanto no forno convencional quanto no micro-ondas.  Além das versões disponíveis, a empresa lança também o novo sabor de limão. A companhia identificou, por meio de pesquisas, grande aceitação da variante deste sabor por parte dos consumidores. Mais surpreendente ainda foi descobrir que o bolo de limão é um dos mais apreciados pelos brasileiros.</p>
<p>Trata-se do primeiro bolo zero açúcar para preparo em forno convencional e micro-ondas do Brasil, à venda em todo o país desde a primeira quinzena de março. Disponíveis em embalagens de 300g, nos sabores chocolate, baunilha, coco, laranja e limão, as misturas apresentam valor energético de 120 kcal por fatia de 50g e são aprovadas pela Associação Nacional de Assistência ao Diabético (ANAD).</p>
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		<title>CANAL DE VENDA</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 15:17:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
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		<description><![CDATA[TENTAÇÃO DO PAULISTANO Ofner completa 60 anos oferecendo um mix com 300 delícias diferenciadas Aos 60 anos, a Ofner se firma como uma das mais importantes redes de doçarias do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">TENTAÇÃO DO PAULISTANO</h3>
<h3 style="text-align: center;" align="center">Ofner completa 60 anos oferecendo um mix com 300 delícias diferenciadas</h3>
<p><span style="font-size: small;"><span style="line-height: normal;">A</span></span>os 60 anos, a Ofner se firma como uma das mais importantes redes de doçarias do país, posicionando-se entre as confeitarias preferidas de São Paulo. Em sua trajetória, construiu nome em cima do rigor na qualidade das iguarias e cortesia no atendimento ao público, sobressaindo com a oferta de um mix com mais de 300 itens diferenciados. Fundada em 1952, a confeitaria é especializada na fabricação artesanal de chocolates finos, doces, salgados, panificados, panetones e ovos de páscoa, entre outras guloseimas. Antes de operar sua fábrica e o sistema atual com 21 lojas próprias, era comandada pela imigrante húngara Anna Ofner, talentosa quituteira que preparava as especialidades apenas para a família até abrir uma pequena loja na Bela Vista, em São Paulo, onde permaneceu por 33 anos. Em 1986, a atual fábrica de 5.000 metros quadrados foi inaugurada no bairro do Socorro, também na capital paulista. “A empresa ficou sob administração da família até 1970, quando seu controle foi repassado a um grupo de investidores”, conta Laury Roman, diretor comercial da rede. Em entrevista exclusiva a Doce Revista (DR), ele abre sua expectativa para as vendas de Páscoa e fala sobre o perfil de negócios da Ofner.</p>
<p><strong>DR –</strong> Quanto espera crescer nesta Páscoa em relação à campanha de 2011?</p>
<p>Roman – A  Ofner pretende vender 70 toneladas de produtos exclusivos para a Páscoa. O número é 5% maior do que o produzido no ano passado. No segmento de palomas (bolos pascais), a empresa pretende expandir as vendas em 15%. Para atender a demanda de Páscoa, foram contratados 180 colaboradores temporários, distribuídos entre a linha de produção na fábrica, logística, call center, grêmios e atendimento nas lojas. Os produtos da Ofner são produzidos para serem vendidos nas lojas da rede e não em outros canais, porque adotamos cuidados excepcionais com manuseio dos produtos, no modo como são expostos, assim como na escolha das embalagens.</p>
<p><strong>DR –</strong> Em geral, o que o período da Páscoa representa das vendas anuais da doçaria?</p>
<p><strong>Roman –</strong> A Páscoa é a segunda melhor data para a Ofner, atrás apenas do Natal. Corresponde a dois meses de venda normal no ano.</p>
<p><strong>DR –</strong> Quantos itens são acrescentados ao portfólio regular nessa época?</p>
<p><strong>Roman –</strong> Somos especializados na fabricação artesanal de chocolates finos, doces, salgados, panificados, panetones e ovos de páscoa, entre outros produtos. Na Páscoa nosso portfólio tem um acréscimo de 90 itens diferentes entre palomas (em sete versões diferentes), ovos e figuras de chocolate e bombons e trufas. A linha especial de Páscoa também conta com produtos sem adição de açúcar, desenvolvidos para pessoas diabéticas. Os ovos de chocolate ao leite de 500g e 250g, assim como o ovo crocante de 300g, são os artigos exclusivos mais procurados.</p>
<p><strong>DR –</strong> Nos últimos anos, a doçaria promoveu mudanças nas formulações dos produtos de Páscoa?</p>
<p><strong>Roman –</strong> Sempre buscamos acrescentar novos itens ao portfólio. Para atender a uma tendência de mercado, criamos este ano a linha de ovos recheados. Posso destacar também, por exemplo, a criação do ovo crème brûlée (sobremesa francesa), que foi sucesso na última campanha. Ainda este ano, lançamos a paloma de doce de leite. A versão de panetone fez muito sucesso no último Natal e lançamos a versão de paloma desse recheio tão bem aceito por nossos clientes. Para esta Páscoa, o próprio chocolate (como matéria-prima) foi modificado. Fizemos algumas alterações e melhoramos ainda mais a textura e o sabor desse produto. Vale destacar que nenhuma das nossas formulações tem adição de gordura vegetal hidrogenada. Sempre usamos manteiga de cacau para as diversas receitas de chocolate. Os itens isentos de açúcar também fazem parte desse leque de produtos.</p>
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		<title>NO PÓDIO</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 15:15:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PRONTO PARA CRESCER Genebra desengaveta projeto de franquia para avançar no mercado de chocolaterias O consumo de chocolate magnetiza e proliferam os negócios nesse reduto.  Esse cenário é bem diferente da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">PRONTO PARA CRESCER</h3>
<h3 style="text-align: center;" align="center">Genebra desengaveta projeto de franquia para avançar no mercado de chocolaterias</h3>
<p><span style="font-size: small;"><span style="line-height: normal;">O</span></span> consumo de chocolate magnetiza e proliferam os negócios nesse reduto.  Esse cenário é bem diferente da época em que surgiram indústrias de chocolate como a Genebra, que 25 anos atrás abria as portas no bairro paulistano do Bom Retiro. Com fábrica e loja mantida no mesmo local, a chocolateria conta com dois outros endereços na capital paulista e acena expandir a rede de lojas com um projeto de franchising que começa a ser desengavetado neste ano. “Já tínhamos essa intenção há tempos e só não colocamos em prática porque é preciso ter muito controle da qualidade e dos processos de gestão para não comprometer a tradição da marca”, argumentam Marcia e Osmir de Angelo, fundadores da doçaria famosa pelas caixas de bombons e trufas.</p>
<p>Egresso da construção civil, Angelo decidiu seguir a sugestão de um conhecido e ingressar na industrialização de chocolate. Viajou para a Bélgica para aprender tudo a respeito. Entrou em contato com especialistas da Neuhaus e estudou na Callebaut College. A esposa Marcia e o recente sócio Joaquim Cabral tocam a administração e  vendas.</p>
<p>Com quatro linhas de temperagem, cobertura e moldagem, a Genebra exibe hoje potencial de 2 mil toneladas diárias, que dá suporte à produção de 138 itens, entre bombons, pralines, tabletes e confeitos drageados. Na Páscoa, acrescenta Joaquim Cabral, o portfólio infla com mais 50 itens, entre ovos e figuras de chocolate.</p>
<p>Preço imbatível</p>
<p>Inaugurada há dois anos, a unidade no bairro de Moema, figura como o mais provável modelo do projeto de franchising da Genebra. Segue um padrão de decoração personalizada das chocolaterias modernas e exibe todo o portfólio de chocolates da marca, que é produzido atualmente com cobertura e especialidades, como os chocolates de origem, fornecidas pela Harald, informa Angelo, acrescentando a Barry Callebaut brasileira ao rol de fornecedores premium. Para dar sustentação à futura demanda dos franqueados, a empresa já tem pronto um projeto, que pode elevar a capacidade da planta em até 40%, crava o industrial. “A depender do ritmo de implantação de novas lojas, teremos que expandir novamente”, observa ele.</p>
<p>Cabral insere que essa necessidade pode vir até antes mesmo do negócio de franquias, pois as três principais frentes de negócios da Genebra vão de vento em popa. “As vendas corporativas, que abocanham cerca de 20-25% da operação, devem subir para 40%, ficando 25% para a comercialização nas nossas lojas e a parte restante para o atacado que, no nosso caso, são vendas que se pulverizam entre as cerca de 70 redes cadastradas”, frisa ele. Outro atrativo que tende a definir o crescimento da Genebra na cena atual de chocolates é o preço do produto acabado, que oscila em faixa abaixo de concorrentes na mesma categoria de produtos. “Nosso carro-chefe é a caixa sortida de 500g, que custa R$ 22,00 a unidade, um preço quase imbatível em comparação aos chocolates de marca finos”, assinala Marcia de Angelo.</p>
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		<title>ÍCONES</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 15:13:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
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		<description><![CDATA[LACTA É 10 HÁ 100 ANOS Marca foi pioneira na produção de chocolates em alta escala Ao completar 100 anos, a Lacta detém hoje 37% de participação no mercado brasileiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">LACTA É 10 HÁ 100 ANOS</h3>
<h3 style="text-align: center;" align="center">Marca foi pioneira na produção de chocolates em alta escala</h3>
<p>Ao completar 100 anos, a Lacta detém hoje 37% de participação no mercado brasileiro de chocolates e, em segmentos como o de impulso (bite-size), liderado pelo confeito de Bis, por exemplo, abocanha a fatia de 80% das vendas nacionais. Essa longa trajetória começou em 21 de janeiro de 1912 com a fundação da Societè Anonyme de Chocolats Suisses, no bairro paulistano da Vila Mariana. Bancado por um grupo liderado pelo cônsul suíço Achilles Izella, o empreendimento tinha como objetivo ofertar no país chocolates com a mesma qualidade dos importados. Somente em 1917 foi feito o registro da marca Lacta, que acabou estampada no primeiro anúncio luminoso da cidade de São Paulo, na rua 15 de Novembro. A partir daquele ano os chocolates, antes importados, passaram a ser produzidos localmente. Pioneira na fabricação em escala industrial, a empresa introduziu nos anos seguintes os chocolates que se tornaram ícones da sociedade brasileira. A primeira versão crocante da marca foi lançada em 1932 e batizada simplesmente de Chocolate Lacta. Na Copa de 1938, o artilheiro da Seleção Brasileira, Leônidas da Silva, pertencente ao São Paulo FC, ganhou o apelido de Diamante Negro. Inspirada nesse episódio, a Lacta rebatizou em 1940 com o apelido do craque o seu chocolate crocante. Lançado no ano daquele torneio mundial de futebol, o bombom Sonho de Valsa já nasceu com a apresentação que o celebrizou na cena de chocolates: uma folha de estanho vermelha envolvia o bombom bola, depois recoberto com celofane transparente e, no rótulo, um selo preto central com o nome do produto e o desenho de um violão. De início consumido preferencialmente por mulheres, recebeu em 1942 retoques e, com a utilização do papel celofane na cor rosa fanal, de tom forte e vibrante, tornou-se nos anos seguintes símbolo dos casais de namorados. Foi também em 1942 que surgiu outro símbolo da marca: o Bis, praticamente com a mesma embalagem na cor azul desde o lançamento, com algumas variações. As décadas de 50 e 60 foram marcadas por inúmeras inovações, começando pelo Ouro Branco (1952), primeiro bombom branco do mercado brasileiro. Em 1962, aterrissaram nas gôndolas o Confeti, primeira pastilhas drageada, e o Laka, primeiro chocolate branco. Em 1972, a Lacta inovou mais uma vez, colocando todo seu arsenal na Caixa de Variedades, que virou um segmento à parte. No início dos anos 80 foi a vez do Krot (1983), que combinava chocolate ao leite e amendoim, seguido de outros itens, como o Lacta Amaro, Poeme e Fruts. Na campanha de Páscoa de 1989, foi a primeira fabricante a transferir suas marcas para os ovos de chocolate. Em 1992, introduziu o Lancy, novidade à base de wafer e bombons recheados com creme de chocolate e avelã. Com o status de terceira maior fabricante de chocolates do mundo, marca conquistada em 1993, a Lacta foi vendida em 1996 pela família do ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros, para a Kraft Foods. Em 1997, introduziu o chocolate Milka (criado em 1901 na Suíça) e, no ano seguinte, foi a vez do Laka Cereais. Os lançamentos não pararam: em 2004, foi a vez do Lacta Coco; em 2007, a do Mousse e Trakinas; em 2008, Stick e Cookies; em 2009, surgiu o Dark &amp; Soft (com 50% de teor de cacau); e, em 2010, o Lacta Delice. Aos 100 anos, a Lacta oferece uma enorme variedade de chocolates que pode ser conferida em milhares de pontos de venda (PDVs) em todo o país e ostenta seis das dez maiores marcas em vendas no período da Páscoa.</p>
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		<title>CAPA</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 15:01:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[PRATO FEITO Amendoim entra na lista dos ingredientes saudáveis e ganha moral para ampliar as vendas nas festas juninas e jogos do Brasileirão Seja em um prosaico prato de frango [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">PRATO FEITO</h3>
<h3 style="text-align: center;" align="center">Amendoim entra na lista dos ingredientes saudáveis e ganha moral para ampliar as vendas nas festas juninas e jogos do Brasileirão</h3>
<p><span style="font-size: small;"><span style="line-height: normal;">S</span></span>eja em um prosaico prato de frango xadrez da milenar cozinha chinesa ou em uma sofisticada receita da culinária thai, o amendoim não pode faltar entre os principais ingredientes. No Brasil, no entanto, a semente dessa leguminosa é apreciada de uma maneira menos cultuada e mais descontraída, como torrada in natura ou em confeitos salgados e doces. De qualquer forma, ele é tradicionalmente encarado como uma guloseima para ser consumida a qualquer hora, menos durante as refeições. Esse hábito, no entanto, pode estar com os dias contados. Tido durante anos como inimigo das dietas, o amendoim começa a aparecer bem na foto de recentes estudos científicos provando o contrário (ver à pág. 30). “Com uma composição rica em ácidos graxos insaturados, benéficos à saúde, e fonte de proteína vegetal, fibra dietética, vitaminas, antioxidantes, minerais e fitoquímicos, o amendoim é, na realidade, um grande aliado da nutrição humana”, sustenta Vanderli Marchiori, nutricionista e assessora técnica da Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derviados).</p>
<p>Incorporada à entidade desde 2001, a categoria amendoim reúne as principais indústrias e produtores brasileiros sob o guarda-chuva do projeto Pró-Amendoim, que instituiu o Selo Abicab de Qualidade, criado com o propósito de defender e promover a categoria de doces e confeitos à base da oleaginosa e cujos associados têm representatividade acima de 80% do segmento. “O crescimento da produção acusou alta de 1,7% em 2011, fixando-se no patamar de 161 mil toneladas, volume equivalente a vendas de R$ 1,5 bilhão no varejo brasileiro e cerca de 15% maior que a receita apurada em 2010”, posiciona Arnaldo Micheloni, vice-presidente da ala de amendoim da Abicab e diretor da Inam Alimentos, indústria processadora de castanhas. Segundo ele, apesar de crescente nos últimos anos, o consumo aparente da leguminosa em 2011 foi apenas 1% maior, subindo de 155 mil para 156 mil toneladas. Para o dirigente, os estudos que comprovam a saudabilidade do consumo regular de amendoim em sincronia com as tendências da boa nutrição marteladas na mídia, bem como a experimentação que domina a cena da gastronomia atual no país, podem influenciar positivamente na mudança dos hábitos de consumo dos brasileiros. “Mas ainda vai demorar para que o insumo entre em pratos frugais da população, até porque a sua oferta na forma de snacks cresce no país, inserindo novidades a cada dia no menu de guloseimas doces e salgadas”, argumenta Micheloni.</p>
<p>É por conta de tradições arraigadas como as festas juninas, que já começam a movimentar a indústria e o trade de confeitos de amendoim, e novas ocasiões de consumo, como as rodadas dos campeonatos estaduais e do Brasileirão – cujo primeiro turno entra em campo em maio –, a demanda regular de amendoim no Brasil é ainda um alvo potencial. “Nas festas juninas, por exemplo, as vendas das empresas fabricantes de doces e confeitos cresce 30-35%”, crava Micheloni.</p>
<p>Por conta da Páscoa, em abril, as montagens e decorações nos pontos de venda ( PDVs) para as festas juninas ocorrem de forma efetiva a partir do mês de maio e se estendem até julho, observa João Lise, gerente de produto da Santa Helena, integrante do alto clero do setor de amendoim, cujas vendas no período representam algo em torno de 28% do seu faturamento anual.  Para o executivo, nos últimos tempos o futebol também tem funcionado como um alavancador de demanda, mas apenas para os snacks de amendoim salgados, que acompanham as bebidas geladas durante as rodadas. “Alguns itens do portfólio têm, aliás, uma ligação forte com a bola, como é o caso do Crokíssimo, marca de amendoim confeitado da Santa Helena que veicula no momento a campanha O Amendoim dos Fanáticos por Futebol”, informa Lise. Outros produtos da marca, a exemplo dos confeitos Mendorato e Grelhadito’s, também têm as vendas puxadas pelo esporte. “Não apenas o Campeonato Brasileiro, mas outros certames, como os estaduais, a Libertadores e a Copa do Brasil são geradores de demanda para as marcas. É importante que o trade também inclua outros itens de amendoim, além dos doces, nas barracas de festa junina”, considera o gerente.</p>
<p>Para aproveitar a alta dessa época, a Santa Helena promove uma exposição diferenciada nos PDVs, transformando a decoração das lojas em atrativo extra para o consumidor. Neste ano em que a empresa completa 70 anos,  a campanha tem o aniversário como tema principal. “Com o mote Festejar o Arraiá é Nossa Tradição, vamos mostrar aos clientes e consumidores que há sete décadas a Santa Helena é a melhor opção de produtos de amendoim para a comemoração junina”, assinala Lise.</p>
<p>Puxada pelo confeito Paçoquita, campeão de vendas sazonais da marca, o arsenal junino destaca este ano o Pralineto, amendoim doce crocante nos sabores tradicional e chocolate. “Trata-se do amendoim com cobertura doce que lembra a infância. Apresentado em pacotes de 120g, ele tem tudo para fazer sucesso nas festas juninas, pois atende ao público de todas idades”, sublinha Lise. Outra atração do portfólio, acrescenta ele, é o doce Gostinho da Fazenda, à base de amendoim tipo caseiro, com um volume maior do insumo e mais macio, embalado em tabletes de 300g.</p>
<p>A tradição da comemoração das festas juninas também tem sido resgatada nos últimos anos, nota Lise. As empresas que atuam no ramo promovem ações para a data e destinam cada vez mais investimentos para o período. Com a disseminação da onda de produtos saudáveis, os consumidores também associam a tendência nutricional a produtos com apelos artesanais e tradicionais. “Os doces de amendoim tipo caseiro, a paçoca e o pé de moleque são exemplos de produtos muito consumidos na infância e durante as comemorações, os fãs dessas guloseimas lembram os doces  feitos em casa por mães e avós. Essa ligação entre produto caseiro e saudabilidade contribui para manter acesa a chama da tradição junina”, interpreta Lise.</p>
<p>Com expectativa de crescer 20% no período este ano e também para comemorar os seus 70 anos, a Santa Helena inaugurou em abril uma planta de produção destinada à fabricação das linhas de snacks Mendorato, Grelhadito’s, Crokíssimo e Troféu, elevando a sua capacidade em torno de 30%, repassa João Lise. “Esses investimentos visam a uma preparação para os eventos que terão o Brasil como protagonista nos próximos cinco anos, como a Copa do Mundo e a Olimpíada”, conclui.</p>
<p>Vendas sazonais</p>
<p>“As festas juninas têm um impacto nas vendas, mas não com um percentual tão alto quanto se imagina. No nosso caso, temos uma posição sólida no segmento amendoim, que mantém um desempenho interessante e cresce ano a ano”, resume Carlos Barion, presidente da Dori, campeã na ala de amendoins confeitados. Sem abrir números, ele esclarece que a empresa implantou um sistema de previsão de vendas, cobrindo os períodos sazonais. Antes do início de cada ano, a Dori já contabiliza os volumes previstos por eventos. “Incluímos as datas-chave no nosso projeto de PVO (Planejamento, Vendas e Operação), que opera de forma integrada com as áreas comercial e industrial para atender as demandas de acordo com as necessidades”, detalha o dirigente.</p>
<p>Tendo contribuído com o projeto Pró-Amendoim, da Abicab, Barion argumenta que esse trabalho conseguiu sanar e promover a imagem dos fabricantes de confeitos e aumentar a aceitação do amendoim no mercado brasileiro. “Para a Dori é um resultado importante, já que temos uma participação relevante no segmento”, observa. Recentemente a empresa promoveu uma série de lançamentos sob medida para o pequeno varejo, puxados pela introdução de embalagens de 90g em toda linha de amendoins crocantes da marca Pettiz. “As mexidas incluíram o sabor de amendoim natural, de cebola e salsa e de pimenta e queijo, itens alinhados com a estratégia de oferecer cada vez mais conveniência aos nossos clientes”, comenta o presidente da Dori. Também ganharam embalagens de 90g os confeitos de amendoim tipo japonês, as versões mel e torrado e o amendoim salgado sem pele da mesma marca. “Com essas novidades distribuídas a partir de agora, contamos com uma aceleração nas vendas tanto no período das festas juninas como durante os jogos do Brasileirão”, torce Barion.</p>
<p>Com atuação nacional, a Dori atinge todos os estados, porém projeta a abertura de filiais de distribuição em Maceió (AL) e Fortaleza (CE) para incrementar o atendimento em uma das regiões de maior consumo sazonal de amendoim. Além do Nordeste, a maior concentração de vendas durante as festas juninas acontece em  São Paulo (Capital e interior) e no Sul, situa Barion. “Hoje atuamos com mais de 80 distribuidores e mais de 100 representantes, além de 20 vendedores diretos e filiais especiais para atender toda a demanda no período”, diz. Para o dirigente da Dori, essa sazonalidade acentuada ainda é importante para os negócios da companhia. Dentro do calendário promocional estratégico da empresa, que inclui várias datas importantes – do Natal e Páscoa ao Dia das Crianças –  e que ajudam a bater e superar as metas internas, o período junino recebe atenção especial, mobilizando as áreas de marketing, comercial, produção e logística. “Com toda essa estrutura a postos, acreditamos que neste ano iremos ao menos igualar o resultado do ano passado, que foi excelente. Estamos otimistas e devido a isso teremos um pouco mais de investimentos em materiais de PDV e ações específicas para a data”, sublinha Barion.</p>
<p>No início do ano, ele completa, a  Dori finalizou a construção de uma unidade industrial exclusivamente para o processamento de amendoim, na cidade de Marília (SP), que será dedicada à industrialização e empacotamento de todas as linhas da marca.</p>
<p>Ações no PDV</p>
<p>Na Jazam, indústria de confeitos com nome e tradição nas festas juninas, a diretora Regiane Zambon estima que, nesse período do ano, o incremento médio nas vendas gira em torno de 15%. “Outros eventos associados ao consumo de amendoim, como os jogos do Brasileirão, não influenciam tanto nesse processo, porque não comercializamos o tipo a granel”, justifica ela. Já a festa junina é uma data sazonal que, além da impulsão nas vendas, favorece ainda o fortalecimento da marca, “pois o consumidor está muito mais propenso ao consumo da linha de amendoim e envolvido pela magia da comemoração e suas comidas típicas”, acrescenta.</p>
<p>Para aproveitar esse embalo na demanda, a Jazam enfatiza os trabalhos de marketing, além de promover lançamentos para incrementar o mix, buscando assim encorpar a distribuição e o volume de itens nos balcões de venda.  Para Regiane, a empresa aumenta assim sua visibilidade e, como consequência, eleva também o giro, atendendo às expectativas da clientela trade e dos consumidores da marca. “Em paralelo aos lançamentos, desenvolvemos uma campanha de comunicação onde priorizamos ações voltadas ao PDV, tais como degustação e sampling, entre outras, distribuindo materiais de merchandising”, informa a executiva. Para conferir  maior impacto a essas medidas, nos meses de maio e junho, são contratadas equipes extras de promotores para preparar e manter os estoques nos PDVs juninos. Com ações como essas, a demanda e as vendas da Jazam têm no mínimo se mantido nos últimos cinco anos, avalia a empresária.</p>
<p>Ela frisa que, para assegurar os resultados, é importante manter uma linha encorpada. A Jazam conta hoje com 18 SKUs (Stock Keeping Units) e a proposta é elevar ainda mais esse número, tomando o cuidado de incluir nos projetos inovação e diferenciação frente aos concorrentes. “Nossa linha exibe itens já conhecidos e apreciados pelos consumidores de produtos juninos, como o tubitos, paçoquinha e a paçoca em variações de embalagens para todos os tipos de canal, sendo os carros-chefe o pé de moleque e o crocante da marca”, assinala Regiane.</p>
<p>O lançamento desta temporada é o Pingo de Leite com Amendoim, anuncia ela.  Trata-se de um produto fabricado com doce de leite e pedaços de amendoim, cremoso por dentro e crocante por fora. “A presença do amendoim reforça a tradição e integra dois deliciosos sabores em um só produto que, com certeza, cairá no gosto dos brasileiros apaixonados pelas comidas típicas juninas”, sublinha a diretora.</p>
<p>A linha de amendoim da Jazam é vendida nacionalmente, porém conta com uma estrutura maior de distribuição no Norte e Nordeste. A força de venda opera ainda com 50 RCAs (representantes comerciais autônomos) espalhados pelo Brasil e cinco distribuidores.  “Datas sazonais colaboram muito para o aumento das vendas e o período junino não é diferente. É um momento em que os consumidores ficam mais dispostos ao consumo, e as festas, fantasias e ornamentos dessa tradição contagiam e incrementam a compra de produtos típicos”, analisa Regiane. No ano passado, complementa ela, a empresa investiu 5% do faturamento anual no lançamento da Paçoquinha e na campanha de comunicação. Já neste ano, para atender a demanda, garantir as entregas e aumentar a produtividade, a Jazam concluiu a automatização de todos os processos e instalou uma sala refrigerada para linha crocante.</p>
<p>Momento positivo</p>
<p>Igualmente mobilizada para a temporada junina, a Covizzi esfrega as mãos esperando um incremento nas vendas da ordem de 35% em relação a outros períodos do ano, acalentam Luis Augusto Branco e Augusto Vicente Branco, diretores da indústria baseada em Mirassol (SP). Para alcançar essa meta já aguardada a empresa firma parcerias com o trade, atuando também forte nos PDVs com barracas, bandeirolas e promotoras estimulando a degustação dos produtos. “Com pequenas alterações de acordo com o momento econômico do país, que hoje pende para o lado positivo, a demanda vem crescendo”, observam os dirigentes. Otimistas com a atual temporada, portanto, eles preveem um aumento entre 10% a 12% nas vendas de doces típicos da Covizzi em relação ao ano passado.</p>
<p>Além da tradicional paçoquinha Gibi Covizzi e da paçoca rolha, campeãs na região Sudeste, e do tradicional pé de moleque, que sobressai no Sul e Nordeste, a empresa preparou este ano um lançamento que, eles frisam, vai surpreender. Batizado de Doce Sírio, o produto combina doce de banana e goiaba para cozinha industrial embalado individualmente e apresenta uma versão para o atacado, que encorpa a linha Amendoleite (de doce de amendoim e de leite juntos). Todo arsenal da marca cobre hoje os principais mercados do país, através de 20 distribuidores e representantes,  sendo a maior demanda puxada pelo Sudeste, Sul e Nordeste. Para Luis Augusto Branco, a força da tradição das festas juninas continua pulsando forte e, a cada ano, ele observa que o número de pessoas operando em prol do resgate dessa tradição avança em todo o país. “De nossa parte, estamos investindo no enriquecimento do portfólio, a exemplo dos lançamentos reservados para este ano”, grifa.</p>
<p>Outra  supridora dos balcões de confeitos de amendoim, que constata nas festas juninas incremento de cerca de 30% no faturamento é a Agtal. “A temporada é sempre positiva para as receitas da empresa e, em 2012, esperamos um crescimento de 16% em relação ao último ano”, crava André Guedes, diretor da indústria processadora de amendoins e castanhas. Para ele as rodadas do Brasileirão também ajudam o amendoim, pois a categoria tem uma característica de consumo associada ao lazer e bem-estar. As principais medidas adotadas para aproveitar a época junina são geralmente as promoções no PDV, baseadas em exposição, preço e divulgação. “Observamos que a demanda nesse período tem gerado necessidades de adaptações em formatos, tamanhos e apresentações, e os volumes totais têm crescido gradualmente”, avalia ele.</p>
<p>Com as vendas puxadas pelos doces de amendoim em geral, a Agtal inova a cena junina com o lançamento de um produto que Guedes considera uma evolução do Mixed Nuts, linha que já era destaque no portfólio da empresa. Ele traz uma inovação na categoria de nuts, que objetiva tornar o consumo desses grãos mais frequente. O conceito, repassa o diretor, transforma o Mixed Nuts em um produto de consumo diário, através de uma barra feita somente com nuts. “Não é um produto desenvolvido especificamente para as festas juninas ou Brasileirão, mas se encaixa nessas e também em outras ocasiões de consumo”, considera  Guedes, ponderando que a tradição das comemorações ainda puxa as vendas de confeitos de amendoim. “Há, no entanto, dois fatores que contribuem ainda mais: a adaptação dos produtos as novas realidades de mercado e a inovação”, assinala.</p>
<p>Na Yoki, termômetro das vendas de produtos típicos juninos,  o diretor comercial  Luis Carlos Pereira  aposta suas fichas em duas novidades que a marca disparou logo no início do ano. “São dois SKUs da linha Pralinê de confeitos de amendoim doce, um com cobertura branca e outro com chocolate, que encorpam essa família que contava apenas com o Pralinê com cobertura doce crocante”, explica o executivo. Outra mudança que ele reporta significativa para a temporada deste ano foram as mudanças nas apresentações da linha para festa junina da marca, antes em embalagens de 500g e que agora podem ser conferidas em pacotes de 40g, 70g e 150g, abrindo espaço em diversos canais onde os produtos antes eram ausentes.  “Trabalhávamos apenas uma apresentação de 150g para a linha doce, mas a demanda pediu e para satisfazer tanto ao trade como o público fã das festas agora disponibilizamos todas essas gramaturas”,  sublinha Pereira.</p>
<p>Ele associa o aumento na demanda de amendoim, seja na forma de doces típicos ou de snacks tipo aperitivo, à ascensão das classes D e E ao filão encorpado da classe C, que hoje domina o mercado de consumo no Brasil. Em paralelo a esse processo, o diretor encaixa que a proatividade do setor, com a mobilização de fabricantes em torno do projeto Pró-Amendoim, foi crucial para que a categoria desfrutasse a condição degustada hoje de demanda aquecida não apenas nas comemorações juninas, mas ao longo do ano. “O mercado de snacks cresce hoje em torno de 11% ao ano, que é uma performance expressiva em comparação com outros segmentos da ala alimentícia”, enfatiza Pereira. Com uma portfólio que inclui desde o produto in natura, com e sem casca, até uma das mais completas linhas de amendoim confeitado, salgado e doce, a Yoki abocanha algo em torno de 10% desse mercado, repassa o diretor. “Trabalhamos com maior desenvoltura o canal moderno de grande porte, mas temos muito a crescer tanto no autosserviço independente e nas redes de vizinhança como nos atacados doceiros”, completa Pereira. Entre as ações para incrementar a marca no período junino, ele destaca a promoção envolvendo a pipoca de micro-ondas e os salgadinhos de milho da marca, que bancam uma viagem a Londres para os Jogos Olímpicos e diversos prêmios. “A ação envolve o envio de código por SMS, com cadastro no site e, infelizmente, por problemas operacionais não conseguimos incluir a linha de amendoins”, esclarece.</p>
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<h3 style="text-align: center;">Fonte de saúde</h3>
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<p><span style="font-size: small;"><span style="line-height: normal;">O</span></span> amendoim não só é um aliado de quem quer emagrecer, como ainda faz bem à saúde. Em sintonia com pesquisas do mundo inteiro que comprovam essa realidade, um estudo da nutricionista e fitoterapeuta Vanderli Marchiori aponta resultados surpreendentes sobre os efeitos da semente no organismo humano. Assessora técnica da Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados), a especialista se baseou em dados internacionais e destaca em sua abordagem as propriedades funcionais do alimento. “O amendoim é rico em vitaminas, fibras dietéticas e antioxidantes,  auxiliando na redução de risco de doenças cardiovasculares”, ressalta ela. Segundo os estudos mais recentes, prossegue Vanderli,  quando consumido na quantidade certa (recomendam-se 30g por dia) e em lanches intermediários, o amendoim garante a saciedade por mais de duas horas, inibindo a ingestão de lanches mais calóricos. “Ou seja, ele não só não engorda, como ajuda no processo de re-educação alimentar”, argumenta.</p>
<p>Além do alto valor nutritivo, com perfil vitamínico invejável e grande quantidade de proteínas vegetais – de 25% a 30% de sua composição –, o amendoim é rico também em fitoesteróis. Trata-se de um tipo de gordura com estrutura semelhante ao colesterol mas, ao contrário dele, tem origem vegetal e não é produzida pelo corpo. Presente em óleos vegetais e frutos oleaginosos, ela é reconhecida desde os anos 50 por sua capacidade de baixar os níveis de colesterol ruim (LDL) do sangue. “Não bastasse esta virtude singular, novos dados mostram que os fitoesteróis possuem efeito anticancerígeno, com atuação no organismo em diferentes frentes. Além de inibir a proliferação celular e estimular a morte de tumores, modifica alguns dos hormônios que levam ao crescimento destes”, assinala a nutricionista.</p>
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<h3 style="text-align: center;">Riqueza nacional</h3>
<p><span style="font-size: small;"><span style="line-height: normal;">L</span></span>eguminosa originária da América do Sul, rica em óleo, proteínas e vitaminas, o amendoim (<em>Arachis hypogaea L.</em>) é uma  importante fonte de energia e aminoácidos. Foi introduzido no século XVIII na Europa e, no século XIX, difundiu-se do Brasil para a África e do Peru para as Filipinas, China, Japão e Índia. Atualmente é apreciado em praticamente todos os países pelo seu sabor e versatilidade para uso em pratos salgados, em doces e pela indústria de óleos, entre outras aplicações. Com esse diversificado potencial, passou a ser uma das leguminosas produtoras de grãos mais plantadas em todo o mundo, tendo adquirido relevância na alimentação de alguns países da América Latina, África e Ásia. Desempenha ainda importante papel social na segurança nutricional e na sustentabilidade da agricultura em áreas áridas e semiáridas de diversos países dos cinco continentes. No Brasil, por exemplo, cumpre papel-chave na preservação do solo na cultura da cana-de-açúcar. Em geral, o sistema de produção típico do amendoim demanda poucos insumos e baixa mecanização.</p>
<p>Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para a primeira safra deste ano, a produção esperada do tipo em casca é de 237 mil toneladas e a área a ser colhida é de 79.627 hectares, 4,2% maior que a safra anterior, constata o levantamento sistemático da produção agrícola de janeiro de 2012 do órgão. São Paulo destaca-se como o maior produtor nacional do insumo e, atualmente, o Sudeste do Brasil é a região com a maior área plantada (mais de 70%), seguido pelo Nordeste (cerca de 15%), onde os principais produtores são Bahia, Ceará, Sergipe e Paraíba.</p>
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		<title>PDV</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 14:57:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nesta Edição]]></category>

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		<description><![CDATA[MUDANÇAS NA FÓRMULA Corantes e aromas de origem vegetal ganham cada vez mais espaço na indústria de confeitos Encontrar diferentes formas de atrair o consumidor é um dos principais desafios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">MUDANÇAS NA FÓRMULA</h3>
<h3 style="text-align: center;" align="center">Corantes e aromas de origem vegetal ganham cada vez mais espaço na indústria de confeitos</h3>
<p><span style="font-size: small;"><span style="line-height: normal;">E</span></span>ncontrar diferentes formas de atrair o consumidor é um dos principais desafios da indústria de confeitos. Uma das propostas é renovar constantemente o portfólio, criando atrativos para as linhas de chocolates, biscoitos, candies e snacks. Para isso, as indústrias têm bancado apostas em inovações de aromas inusitados ou mesmo em um mix deles, formatos, sabores intensos ou extremos (quente/frio), cores chamativas e texturas diferenciadas. A regra é abusar da criatividade, o que acaba sendo um campo fértil para o desenvolvimento dos fabricantes de aditivos químicos, fornecedores de corantes e aromas, também conhecidos como flavour houses.</p>
<p>A diversidade de produtos é resultado do investimento das indústrias do setor em pesquisa e desenvolvimento. Dos laboratórios de pesquisa saem tendências como triplo sabor, acidez acentuada e cores irradiantes. A maior parte das novidades resulta do atual padrão de consumo, ou seja, são os próprios consumidores que apontam qual caminho o mercado deve seguir. E em tempos onde a procura por uma alimentação saudável aumenta a cada dia, a meta da indústria de confeitos (confectionery) é desenvolver produtos com ingredientes cada vez mais naturais ou ao menos com redução de componentes artificiais e substâncias químicas.</p>
<p>Há décadas, os corantes sintéticos são alvo de estudos acadêmicos que associam o uso de tais substâncias a problemas de comportamento &#8211; como hiperatividade e transtorno de déficit de atenção, além de alergias e câncer, entre outros problemas de saúde – , fazendo aumentar a pressão quanto ao consumo desenfreado em alimentos processados. Embora com a mesma finalidade de conferir cor aos alimentos, ou simplesmente intensificar tal coloração, os corantes naturais têm a vantagem de serem oriundos de pigmentos vegetais.</p>
<p>Trilha natural</p>
<p>No Brasil, só há pouco tempo a indústria começou a trilhar o caminho dos corantes naturais, mas as aplicações ainda são consideradas tímidas. “Algumas razões contribuem para que alguns fabricantes ainda não tenham migrado para o uso de corantes naturais, como a falta de uma legislação mais clara e exigente, agregada a uma possível falta de conhecimento de alguns consumidores”, explica José Dorival Junior, gerente de negócios da Unidade Alimentos &amp; Bebidas da CHR Hansen.</p>
<p>Na Europa, ilustra o especialista, a substituição dos corantes sintéticos pelos naturais é um movimento consolidado, resultado de um marco regulatório apropriado e da própria busca do consumidor por alimentos mais saudáveis. No Brasil, a legislação ainda é permissiva, embora já vigorem exigências quanto à aplicação de seis corantes artificiais (tartrazina, amarelo quinolina, amarelo crepúsculo, carmoisina, vermelho ponceau 4R e vermelho allura ou vermelho 40). Produtos que apresentam alguma das substâncias na fórmula são obrigados a inserir um alerta no rótulo quanto a possíveis reações adversas.</p>
<p>Segundo Dorival Junior, as categorias nas quais os corantes naturais têm sido mais difundidas são iogurtes, sorvetes, salsichas, recheios de biscoitos e margarinas, entre outros. A preocupação das mães em oferecer alimentos mais saudáveis aos filhos catapultou os corantes naturais para a indústria de confectionery e produtos como refrescos em pó, gelatinas e petit suisse também passaram a incluí-los em suas fórmulas.</p>
<p>Conseguir tonalidades suficientemente brilhantes, bem como a estabilidade da cor ainda é um desafio quanto aos corantes naturais. É comum a adição de emulsificantes para torná-los solúveis, o que contribui para encarecer o processo, além do resultado final quanto ao revestimento nem sempre ser satisfatório. A cúrcuma, por exemplo, tem pouca estabilidade à luz, o que durante muito tempo impediu que o pigmento fosse usado em embalagens translúcidas ou transparentes.</p>
<p>Em 2010, a CHR Hansen lançou a linha CapColors, destinada à aplicações em confeitos. O diferencial é a tecnologia de encapsulamento, que ajuda aumentar a resistência à luz, acidez e oxidação, além de ter alto poder tintorial, tornando-a ideal para aplicações onde o brilho das cores é essencial, especialmente em produtos extrusados e drageados como gomas de mascar, drops e pastilhas. “Sua maior intensidade e brilho garantem que a padronização dos corantes naturais atenda à demanda nos processos de produção dos alimentos”, afirma o executivo, esclarecendo que a empresa mantém na Dinamarca o Centro de Expertise Global em Corantes.</p>
<p>O grande entrave para os corantes naturais deslancharem é o custo, ainda superior aos artificiais. Por serem extraídos de fontes naturais como cenouras roxas, frutas (como as uvas) e raízes (cúrcuma), o processo todo é muito mais complexo e envolve fatores como safra e logística, enquanto os compostos artificiais simplesmente são desenvolvidos em laboratório.</p>
<p>Por sua versatilidade nas aplicações (incluindo os confeitos), entre as alternativas mais procuradas pelas indústrias estão antocionina, cúrcuma e clorofila, para atender principalmente as cores roxo, vermelho, rosa, amarelo e verde. A cúrcuma, por exemplo, é associada a outros corantes, como o urucum, para a obtenção de outras tonalidades e é uma alternativa ao corante betacaroteno, geralmente aplicado em margarinas.</p>
<p>Versões amenas</p>
<p>A onda de corantes naturais é endossada por Fernando de Jesus, analista de produtos e aromas da Duas Rodas. Ele considera que o uso desses insumos deverá estar consolidado em cinco anos. Por ora, os corantes artificiais devem continuar sendo utilizados, mas em versões mais amenas quanto aos compostos, embora a predominância seja para cores e sabores cada vez mais vibrantes. “O uso de corantes na indústria de candies e nas demais categorias de produtos tem se baseado na premissa de quanto mais parecido com o natural melhor. Estamos vendo, dessa forma, o uso de corantes artificiais mais controlados, com cores mais suaves, que repassam o aspecto mais natural possível”, esclarece ele.</p>
<p>Para Jesus, é o consumidor que tem optado por produtos com ingredientes naturais, em busca de sensações como bem-estar, relaxamento e energia extra. Em virtude dessa demanda, os fabricantes de candies devem promover não apenas a credencial de produto natural dos aromatizantes e corantes, mas os benefícios adicionais oferecidos por eles.</p>
<p>No campo dos sabores, repassa o especialista da Duas Rodas, a tendência é pela busca de itens diferenciados, como mescla de agridoce. Notas de maior ibope junto ao público adulto também devem se manter em alta e, com isso, nuances alcoólicas ganham espaço, além do uso da cafeína como principal ingrediente energético, entre outras opções.</p>
<p>Com os consumidores mais dispostos à experimentação, há uma movimentação crescente no desenvolvimento de produtos sob medida para as demandas de indulgência e conveniência (novos formatos e portabilidade). Dessa forma a oferta deve aumentar em relação a itens que incorporam uma dose extra de sabor, com mais cremosidade, e que se encaixam na pausa do consumidor na correria do dia a dia. “Essa tendência também envolve os aromas intensos ou extremos. Sabores fortes e de impacto serão largamente explorados, além de blends ultraquentes (warming), com pimentas e combinações refrescantes (cooling)”, ressalta Jesus.</p>
<p>O foco em mercados regionais vai ser outro pilar da indústria alimentícia nos próximos anos, movimento que deve se estender para a categoria de confeitos, prevê o analista da Duas Rodas. Para atender públicos diferenciados, a estratégia das empresas deverá contemplar desenvolvimentos voltados para cada mercado, respeitando as características regionais. As regiões Norte e Nordeste, por exemplo, são as que detém públicos mais peculiares. “Enquanto no Sul a preferência é por aromas mais equilibrados e com notas sutis de sabor, o consumidor nordestino dá preferência para sabores marcantes e de maior impacto, com o uso de aromas e corantes extraídos de frutas como acerola e açaí”, observa Jesus.</p>
<p>O especialista nota ainda que, como produtos customizados (tailor made) demandam investimentos vultosos e levam tempo para dar retorno, as empresas dedicam boa parte do tempo adaptando uma única fórmula a diferentes produtos. Alguns aromas são desenvolvidos especificamente para determinado produto, como balas duras, mas a tecnologia acaba transferida para itens como balas mastigáveis, pirulitos e gomas de mascar. Para que essa “transferência” ocorra sem problemas, a fórmula deve ser ajustada respeitando o processo/temperatura de cada item, já que a instabilidade pode acarretar complicações como perda do impacto, odor e sabor do aroma.</p>
<p>Efeitos colaterais</p>
<p>Vera Salvo, coordenadora técnica comercial da Indukern, diz que embora corantes sintéticos ainda tenham forte aceitação na América do Sul, a onda de saudabilidade tem promovido discussões sobre os efeitos colaterais do abuso desses ingredientes, em especial nas crianças. O amarelo tartrazina, exemplifica ela, é associado a sintomas de hiperatividade. Além dos custos, a dificuldade de transição sempre esteve ligada à estabilidade técnica nas aplicações, mas o surgimento de algumas soluções tem derrubado tal pragmatismo.</p>
<p>Nesse front, a Indukern lançou recentemente a linha Glitter, de filmes comestíveis à base de gomas que pode ser enriquecido com cores, sabores e outros ingredientes funcionais, com aplicações em produtos como drops, chicles, pirulitos, bolos, biscoitos e barra de cereais, insere Vera. Ela informa que o suco em pó Tang, da Kraft Foods, apresenta em sua nova fórmula um corante natural e a linha Chiclets Evolution, desse mesmo fabricante, bancou outra inovação com a tecnologia flavor wave, na qual a goma de mascar começa com um sabor e termina com outro.</p>
<p>Para ela, o dinamismo e a alta competitividade definem o mercado doméstico, que é influenciado pelo novo perfil do consumidor, por eventuais mudanças na legislação e pelo câmbio valorizado, com reflexos diretos no fornecimento de corantes e aromas. “Dispomos de poucos fabricantes de corantes naturais no Brasil, portanto, a valorização do real deixa o produto mais caro, dificultando a sua importação”, assinala Vera.</p>
<p>Um desafio dos fornecedores é melhorar o desempenho dos corantes naturais, pois a maioria deles é degradável e sensível à luz, ao oxigênio, calor e microorganismos. A favor desses corantes tão vulneráveis inserem-se estudos comprovando que muitos incorporam características funcionais. “Os carotenos, por exemplo, são oxidantes natrurais; o licopeno combate o câncer de próstata e o urucum é apontado como eficiente para tratar diabetes”, sustenta a especialista da Indukern.</p>
<p>Ainda que avanços tecnológicos estejam ocorrendo, nota Vera, a consolidação dos corantes naturais invariavelmente esbarra na própria disposição da indústria de confeitos em adaptar seus produtos. A adesão dos clientes ainda é cautelosa e lenta, mas tem avançado.</p>
<p>“Antes, quando se cogitava em desenvolver um aditivo, era necessário pensar em qual vantagem traria para a indústria. Com o tempo, isso foi mudando e hoje pergunta-se qual benefício trará para o consumidor”, comenta.</p>
<p>Alta concentração</p>
<p>Para acompanhar as tendências em aditivos obtidos de frutos e plantas, a Beraca introduziu no ano passado no Brasil as oleorresinas, matérias-primas extraídas de fontes como páprica, pimenta preta (do reino), aipo e pimentão doce vermelho. Padronizadas em relação a cor e aromas e ainda dispersáveis em água e/ou óleo, as oleorresinas são altamente concentradas, diminuindo despesas com frete, manuseio e armazenamento, esclarece Lilia Aya Kawazoe, responsável pelas áreas Food Ingredients e Animal Nutrition &amp; Health da Beraca.</p>
<p>Aromatizantes naturais e corantes de alta concentração, as oleorresinas podem ser aplicadas em pratos congelados, produtos de panificação, molhos, conservas, carnes, sopas, margarinas, geléias de pimenta e chocolates, peixes, aves e assados em geral, além de açúcares e xaropes. A nut meg (noz moscada) e a ginger (gengibre) são utilizadas como aromatizantes naturais de pratos doces, bolos, biscoitos, sorvetes, pudins e donuts, entre outras aplicações, explica Lilia. Já a oleorresina de páprica, que não possui sabor picante devido à ausência do alcalóide capsaicina, é utilizada como corante de coloração vermelho-alaranjado, uma vez que seus principais pigmentos são a capsorrubina e capsantina, com boa estabilidade para tratamento térmico. “A oleorresina de espinafre, por sua vez,  é utilizada como corante de coloração verde”, conclui.</p>
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		<title>EQUIPAMENTOS</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 14:32:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[DE CABA A RABO JAF Inox encorpa a disputa de linhas completas para processamento de chocolate do grão de cacau ao produto final Até algum tempo atrás, fabricar chocolate do grão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">DE CABA A RABO</h3>
<h3 style="text-align: center;" align="center">JAF Inox encorpa a disputa de linhas completas para processamento de chocolate do grão de cacau ao produto final</h3>
<p><span style="font-size: small;"><span style="line-height: normal;">A</span></span>té algum tempo atrás, fabricar chocolate do grão de cacau à moldagem da massa no Brasil dependia inteiramente de tecnologia e maquinário importados. Essa realidade foi mudando aos poucos. Primeiramente, surgiram os fornecedores de equipamentos para as etapas finais da produção: derretimento, temperagem e moldagem. Mas não demorou para que o passo anterior, de processamento do cacau ao refino e conchagem da massa, fosse também incorporado ao menu da indústria nacional de máquinas. Entre as supridoras brasileiras detentoras do know-how  que cobre de ponta a ponta a fabricação de chocolate ganha destaque a JAF Inox. Ela opera desde 2007, em Tambaú (SP), uma planta dedicada a produção de instalações para fabricação de chocolate gourmet. “A JAF veio para fortalecer um mercado que está em ebulição”, assinala Adriano Sartori, diretor executivo e fundador da empresa.</p>
<p>Incorformado com as dificuldades locais para ter acesso a tecnologia e máquinas para a montagem um negócio próprio de chocolates finos, Sartori aproveitou a base de seu conhecimento como engenheiro de produção da Embraer para se aprofundar na projeção e construção de linhas de processamento de cacau e chocolate. Em 2006, abriu as portas da chocolateria Dunluce, em São Roque (SP), equipando a fábrica com maquinário encomendado sob sua orientação à JAF. O resultado foi tão positivo, que ele decidiu substituir sua participação na chocolateria pela atuação no fornecimento de linhas de cacau e chocolate constituindo a JAF Inox. Para isso, juntou uma equipe formada pelos também engenheiros Renato Queiroz, diretor industrial da empresa; Arali Aguiar, que cuida da ala de pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D); e Carlos Veçoso, responsável pelas vendas. “Não importa o porte do fabricante de chocolate nem qual estágio da cadeia ele inicia seu processo. Reunimos hoje condições de surpreender quem nos procura”, argumenta o industrial.</p>
<p>Depois de desenvolver diversos estudos e projetos com entidades do setor de alimentos e cacau, como a Ceplac (Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira), Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos), USP (Universidade de São Paulo) de Pirassununga (SP) e Unicamp (Universidade de Campinas), o batismo de fogo da JAF aconteceu em 2009, com a instalação da primeira planta completa, do grão ao chocolate, na Fazenda Riachuelo, em Uruçuca (BA), que cultiva e processa cacau de origem orgânico. A empresa também assina a linha para ensaios da Ceplac em Ilhéus (BA). Em 2010, além de equipar o laboratório da fábrica da Barry Callebaut, em Extrema (MG), cuidou do projeto da planta de Medicilândia, no Pará, autointitulada capital brasileira do cacau.</p>
<p>Além de zero quilômetro, a unidade de fabricação de equipamentos montada pela JAF é verde. Incorpora requisitos sustentáveis de uso e descarte das utilidades. Todas as linhas de máquinas fabricadas exibem 100% de nacionalização e, segundo Sartori, oferecem aos clientes resultados iguais ou superiores aos obtidos em equipamentos importados. “Temos ainda o trunfo da proximidade no atendimento e no suporte. Entendemos melhor assim as especificidades de cada cliente e agimos desde o plano de negócio até a planta em operação e seu acompanhamento, passando pelo layout, desenvolvimento de produto e processo”, sintetiza o especialista. Ele acrescenta que, dessa forma, há uma transferência de responsabilidade e a JAF promove uma postura de parceria verdadeira. Apesar do pouco tempo de atuação, Sartori sustenta que a JAF já possui clientes em todo o território nacional, exibindo uma base de mais de 70 equipamentos colocados em três anos. A performance da empresa se evidencia com o projeto em execução junto ao mais antigo e um dos mais respeitados chocolateiros internacionais, a Bonnat, localizada em Voiron, na França.</p>
<p>Variações no processo</p>
<p>Liderada pela engenheira Arali Aguiar, a ala de P&amp;D também sobressai na atuação da JAF. Ela, por sinal, utiliza uma das plantas-piloto mais completas do país, não apenas por promover ensaios a partir do cacau, mas por reunir condições de captar variações em cada processo. Arali ressalta que todos os 78 equipamentos instalados na unidade são de procedência nacional, sendo vários patenteados. Ela sublinha que, em especial, eles oferecem opções dentro de um mesmo processo. Quando a JAF sugere a torra a um fabricante gourmet, exemplifica ela, uma das opções selecionadas pode ser a de torradores de batelada, com alta precisão e homogeneidade de temperatura. “Ainda refinamos em rolos, uma característica exclusiva da empresa em nosso país. Porém quando fazemos o mesmo trabalho a um fabricante bulk, sugerimos a torra em torradores de cascata, mais econômicos e capazes de suportar volumes grandes, até 5 toneladas por hora”, repassa Arali. Para alguns pode parecer impossível mas, na realidade, é até simples, argumenta Carlos Veçoso, líder de vendas da JAF. “Temos claramente quatro frentes de atuação: pequenos itens, P&amp;D, processos para o gourmet e a tecnologia voltada ao bulk”, alinha o engenheiro Veçoso.</p>
<p>A primeira unidade de grande porte de processamento de cacau com tecnologia 100% nacional e voltada ao mercado gourmet será instalada ainda neste semestre no Sul da Bahia, salienta Veçoso, contabilizando a colocação de oito linhas completas, do grão de cacau ao chocolate, desde a entrada em operação da JAF. Trata-se de um conjunto de equipamentos desenvolvido pela JAF e praticamente finalizado, que incorpora, entre outros pontos altos, tratamento térmico com infravermelho, torra de batelada e enorme precisão, descascamento com baixos teores de casca, pré-moagem a frio e refino final com rolos. Além dos conjuntos completos, a JAF soma cerca de 15 instalações para fabricação de chocolate. Para as etapas finais de temperagem, dosagem, cobertura e solidificação, a demanda hoje pulsa tão forte que os equipamentos da JAF  já são fabricados em série e estocados para entrega em apenas 15 dias, situa Veçoso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;">DEIXA COM ELA</h3>
<h3 style="text-align: center;" align="center">Consolid planeja e entrega qualquer tipo de fábrica para o setor de confectionery</h3>
<p><span style="font-size: small;"><span style="line-height: normal;">Á</span></span>s de ouros em sistemas turn key para a industrialização de alimentos sólidos, a Consolid fechou sua lacuna em soluções para líquidos ao adquirir, por US$ 3 milhões, o controle da empresa Rodrinox. “Fortalecemos assim nossa condição de fornecedores de instalações completas, do recebimento da matéria prima ao envase do produto final, para segmentos do setor alimentício como geléias, cremes ou sucos e refrescos”, acena Roberto Weiss, sócio majoritário e diretor comercial da Consolid.</p>
<p>Na ativa desde 1990, a brasileira Rodrinox fez nome  na construção de reatores,emulsificadores, misturadores, agitadores e filtros para líquidos. Sob a nova gestão em campo desde março, assinala Weiss, permanece a razão social Rodrinox Ind. e Com. Ltda., assim como a atividade na fábrica na zona sul paulistana, fora do alcance  da planta sede da Consolid, em Poá, interior paulista. Entre os destaques da infra da unidade da Rodrinox, o dirigente cita os recursos de caldeiraria, usinagem e polimento e itens como pontes rolantes de cinco toneladas.</p>
<p>Weiss esclarece que a Rodrinox já foi amoldada aos parâmetros de trabalho da Consolid, cuja ênfase recai sobre os sistemas turn key para processamento de pós, pastas e granulados. “Nossos projetos não são cobrados e têm o condão de promover o pleno entrosamento e excelência no processo, devido à coesão promovida por um único fornecedor e ao nosso desenvolvedor de softwares para cada caso”, ele sustenta. “Analisamos com o cliente o projeto em versão 3 D e, uma vez aprovado, implantamos a fábrica”.</p>
<p>Em meio à grita do empresariado nacional contra o perigo da desindustralização, Weiss não tem do que se queixar ao singrar no azul da  mão oposta. No início de abril, conta, os pedidos em carteira já asseguravam a ocupação das duas fábricas até dezembro próximo. “Apenas como referência, a Consolid hoje leva em média de cinco a seis meses para consumar um trabalho, desde o projeto até o início da produção regular”, situa o dirigente.</p>
<p>O setor de confectionery não é um estranho no ninho da  Consolid. No âmbito de sistemas turn key para alimentos em pó, Weiss ilustra sua penetração com o fornecimento de fábricas de achocolatados para Predileta, Guri e Todynho (Pepsico), ou então, com  a estrutura de pré mistura para iogurtes da Nestlé ou o sistema de mistura para amendoins da Santa Helena. A Rodrinox, por sua vez, já assina sistema turn key na manufatura de geléias da empresa Bonassi, controlada do grupo Rocha Pan, informa o dirigente. Já sob a gestão da Consolid, ele encaixa, a Rodrinox também forneceu a infra de industrialização de um suplemento alimentar para a GT Nutrition. “Foi um projeto menor, da ordem de R$150.000,mas relevante por marcar a estreia de um fabricante”, considera Weiss. A propósito, caso a demanda se manifeste, ele não descarta a possibilidade de abrir outra frente de atuação. “Se houver interesse, admitimos estudar o investimento num sistema turn key para fornecer produtos sob encomenda”.</p>
<p>A afinidade da Consolid com candies  também foi estreitada pela parceria, formalizada no primeiro trimestre, com a norte-americana Littleford Day. Forte em secadores, granuladores, reatores e misturadores de alta capacidade, a Littleford desfez  sua aliança no Brasil com a Semco e preencheu a lacuna selecionando a Consolid para, conforme a conveniência, montar ou trazer equipamentos dos EUA para comercialização no Brasil, acordo regido por pagamentos de royalties ou comissões sobre as vendas. A investida mantém cordão umbilical com o reduto de confeitos. Afinal entre diversos troféus na parede, a Littleford é quem fornece misturadores Sigma para gomas de mascar de vips como a Kraft Foods e seus misturadores Ploughshare são considerados as limousines no gênero para a manufatura de  refrescos em pó. Weiss arremata essa estratégia da Consolid adiantando que, mediante aporte de R$ 2 milhões, entra em operação em maio, ao lado da sede em Poá, uma unidade específica para construir equipamentos com a marca Littleford.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>CONSULTORES</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 14:28:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>producao</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Açúcar Volatilidade forte No início de março os fundamentos de curto prazo prevaleceram no mercado internacional de açúcar. Ou seja, o efetivo superávit global “pesou” sobre os preços e vimos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align: center;">Açúcar</h5>
<h3 style="text-align: center;">Volatilidade forte</h3>
<p><span style="font-size: small;"><span style="line-height: normal;">N</span></span>o início de março os fundamentos de curto prazo prevaleceram no mercado internacional de açúcar. Ou seja, o efetivo superávit global “pesou” sobre os preços e vimos uma queda aproximada de 6% nas cotações da tela de maio/2012 no mercado de futuros de Nova York, nos primeiros dez dias do mês.</p>
<p>Passado esse período, sob influência do clima adverso para a cultura no Centro-Sul do Brasil e, consequentemente, a perspectiva de uma safra 2012/2013 aquém das previsões iniciais, o mercado rapidamente reagiu e os preços testaram a faixa de 26 cents/lb.</p>
<p>Dessa forma, vivenciamos ao longo de março/2012 uma forte volatilidade de preços, com uma variação entre o mínimo e máximo da ordem de 10%.</p>
<p>Com a safra mundial praticamente definida, os olhos do mercado se voltam para o Brasil, que, no curto prazo, é quem mais poderá influenciar o comportamento dos preços.</p>
<p>Internamente o mercado de açúcar (cor até 250 ICUMSA) operou com tendência de alta ao longo de março/2012 (ver gráfico de preços).</p>
<p>O clima, que em fevereiro não havia sido favorável à cana-de-açúcar, repetiu-se em março. Com isso, a previsão de início da safra 2012/2013 no Centro-Sul foi prorrogada, dando forte sustentação aos preços do produto ao longo do mês.</p>
<p>Junte-se a isso uma forte valorização do dólar frente ao real ao longo de março, tornando as exportações de açúcar ainda mais atrativas. Isso contribuiu para “enxugar” o excedente de produto no mercado doméstico, gerando maior equilíbrio entre oferta e demanda, reforçado também por transferências inter-regionais.</p>
<p>Em abril tem início a safra 2012/2013 que, embora atrasada, influencia o comportamento dos preços e contribui para uma resistência à continuidade do movimento de alta. Vale lembrar que não estamos considerando a ocorrência de chuvas acima da média em abril, o que poderia acarretar um atraso maior da safra e, consequentemente, de preços mais elevados.</p>
<p>A moagem de cana, para o Centro-Sul, prevista pela JOB Economia, para esta safra, é de 515 milhões de toneladas.</p>
<p>(*) Ronaldo Lima Santana é Sócio-gerente da JOB Economia e Planejamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5 style="text-align: center;">Cacau</h5>
<h3 style="text-align: center;">Equilíbrio no horizonte</h3>
<p><span style="font-size: small;"><span style="line-height: normal;">A</span></span> melhora do clima nas principais regiões produtoras de cacau na África Ocidental, preconizada nos comentários da edição de fevereiro, acabou se concretizando. Isso elevou as previsões para o desempenho da corrente safra, embora não haja dúvida que ela fique abaixo da super-safra de 2010/11. Mas a quebra deve ser de menor monta. A produção também sofrerá alguma redução na Indonésia, decorrente de pragas e doenças, e no Equador, em consequência de chuvas torrenciais que provocaram inundações de dezenas de milhares de hectares de plantações de cacau. Mas, por balanço, as previsões atuais para a produção mundial aumentaram em relação às de fevereiro.</p>
<p>Contrapõe-se a esse quadro positivo da oferta mundial a persistente crise econômica nos grandes centros consumidores de chocolate no hemisfério norte, em especial Estados Unidos e União Européia. A previsão é de estagnação em sua demanda de cacau. A situação é mais alvissareira nos países emergentes do Leste Europeu e do Sudeste Asiático, que devem continuar a aumentar suas vendas de alimentos que contêm cacau, mas estes tendem a ser artigos mais baratos, produzidos com base em pó de cacau. Sua demanda segue aquecida, mas gera crescentes estoques excedentes de manteiga de cacau que pesam sobre o mercado.</p>
<p>Com isso, as projeções para a resultado final da safra 2011/12 deslocaram-se para o lado positivo. Apenas alguns analistas ainda vislumbram a possibilidade de déficits, mesmo que pequenos, e a opinião da maioria tende para um equilíbrio entre produção e demanda ou mesmo para superávits que, na visão de alguns, poderão superar 100.000 t.</p>
<p>O cenário geral que emerge dessas perspectivas está assumindo um cunho baixista. Mesmo que não conduza a uma queda mais acentuada das cotações mundiais do cacau – que já sofreram perdas substanciais em tempos recentes – torna muito pouco provável uma alta mais expressiva dentro do futuro previsível.</p>
<p>(*) Thomas Hartmann é cacauicultor, analista do mercado internacional de cacau e titular da TH Consultoria e Estudos de Mercado.</p>
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